topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Na omissão do governo, vítimas paquistanesas dos drones vão à justiça Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Eça   
Sexta, 18 de Maio de 2012
Recomendar


 

Desde 2004, o governo americano já promoveu 322 bombardeios por aviões sem piloto – os drones – sobre a região do Paquistão fronteiriça ao Afeganistão.

 

Obama considera-os uma arma das mais eficientes para matar talibãs. E extremamente precisa. Segundo John Brennan, seu assessor de contra-terrorismo, os danos colaterais seriam mínimos, raríssimas as mortes de camponeses inocentes.

 

Nem tanto. Segundo o Birô de Investigação de Jornalismo da Inglaterra, eles já mataram entre 479 e 821 civis inocentes. As organizações de direitos humanos locais falam em cerca de 2.000.

 

Deputados, chefes militares, ministros e até o presidente paquistanês cansaram de protestar contra os bombardeios dos drones sobre seu país.

 

O Parlamento em três ocasiões emitiu resoluções, exigindo que fosse proibido que os EUA continuassem bombardeando território paquistanês. Tanto por razões humanitárias quanto de defesa da soberania nacional.

 

Na última vez, o primeiro-ministro Yousuf Raza Gilani, emocionado, garantiu que isso seria cumprido. Mas Obama respondeu que nada feito, que os drones eram importantes para a guerra contra o terrorismo. E eles continuaram a bombardear e matar inocentes no Paquistão.

 

Já que o governo falhou, as vítimas resolveram agir

 

Na semana passada, o advogado Shahzad Akbar entrou com um processo na Suprema Corte do Paquistão, em nome de parentes de 50 pessoas, mortas por ataques de drones, em 17de março de 2011, no norte do Waziristão.

 

O processo solicita que o governo categorize os ataques como crimes de guerra e apele ao Conselho de Segurança e ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e à Corte Internacional de Justiça para proibi-los.

 

“Queremos saber se o Paquistão consentiu ou tacitamente aprovou os ataques de drones. Ou se tem um acordo com o governo dos EUA. Caso isso aconteça, queremos que seja alvo de um escrutínio judicial”, declarou o advogado Akbar.

 

Conforme ele declara, caso os EUA se recusem a interromper os bombardeios, o Paquistão deveria reduzir suas relações com os EUA; expulsar o embaixador americano de Islamabad; chamar de volta o embaixador paquistanês em Washington; requerer que a ONU enviasse um relator especial para investigar o assunto e proferir um parecer legal; exigir reparações para todas as vítimas; e, se os vôos mortais não pararem, derrubar os drones.

 

O caso parece claro. É muito estranho que os EUA bombardeiem um país aliado, como o Paquistão. Em termos de direitos humanos, não se pode aceitar o uso de uma arma que esteja tirando a vida de civis inocentes, apesar de sua apregoada “precisão cirúrgica”.

 

Em termos de direito internacional, o espaço aéreo paquistanês é parte do território nacional. Os drones de Obama só poderiam invadi-lo com autorização do Paquistão.

 

Pelo jeito, ela existe, e o governo não tem coragem, ou interesse, ou ambos, em negá-la. Caberá à justiça paquistanesa resgatar a honra nacional e retirar a permissão para os EUA seguirem bombardeando um país amigo e seu povo.

 

Luiz Eça é jornalista.

Website: Olhar o mundo.

Recomendar
Última atualização em Terça, 22 de Maio de 2012
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates