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Estados Unidos: democratas em vantagem em novembro de 2012 Imprimir E-mail
Escrito por Virgilio Arraes   
Sexta, 11 de Maio de 2012
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A oposição partidária posiciona-se diante de uma encruzilhada na eleição do final do ano: a acomodação democrata, materializada na manutenção de várias diretrizes da administração anterior, faz com que não haja muito entusiasmo entre os eleitores de tendência republicana para se manifestar, seja para protestar contra o governo de Barack Obama, seja para militar a favor do candidato Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts.

 

Na disputa das prévias, uma alternativa para tentar superar isso foi deslocar mais à direita parcela da militância - via Partido do Chá, por exemplo - de modo que o ideário republicano fosse novamente bem delineado aos olhos do eleitorado.

 

Todavia, o declínio extemporâneo das hostes chazeiras aponta que a tentativa de extremar o posicionamento político, com o propósito de renovar positivamente a identidade do Partido Republicano, malogrou perante a maioria da opinião pública, conforme demonstrou a desistência de Rick Santorum, ex-senador da Pensilvânia.

 

Outra opção aos republicanos, embora improvável nos dias de hoje, seria rumar para o lado contrário, ao defender modificações na estrutura sócio-econômica do país, de maneira que toda população pudesse ser mais beneficiada, e, por conseguinte, encerrar a representação plena dos segmentos sociais na economia a partir da classe média alta.

 

Isso seria basear-se no pilar do progressismo, manifestação doutrinária existente no partido nos primeiros anos do século XX – ela ocasionou a divisão da militância na eleição de 1912, com duas candidaturas, Wiliam Taft, mais conservador, e Ted Roosevelt, o que permitiria a vitória do Partido Democrata, com Woodrow Wilson.

 

No quadro atual, os militantes republicanos, com a chancela em breve da candidatura de Mitt Romney, parecem optar pela moderação, ou antes, pela cautela em termos de programa, por conta do comportamento dele como empresário – um dos fundadores na primeira metade da década de 80 da Bain Capital, empresa de gestão de capitalismo de risco.

 

A preocupação principal do pleito de 2012 centrar-se-á em dois aspectos por meio de ênfases distintas: uma menor na dificuldade dos democratas de reduzir o desemprego e outra maior na necessidade de recuperar a competitividade da indústria do país no tocante aos rivais asiáticos, através da via monetária, e desta maneira recuperar o desenvolvimento.

 

Na área de políticas públicas, não poderão os republicanos desferir de maneira contundente juízos negativos contra a iniciativa de Barack Obama na saúde pública: a Lei de Proteção aos Pacientes e do Serviço Acessível foi baseada em medida do próprio Mitt Romney quando governador de Massachusetts. Na época, ele se posicionou também a favor do direito de escolha da mulher, embora atualmente expresse opinião contrária, com a finalidade de cativar o eleitorado cristão conservador.

 

Na política externa, os republicanos destinarão críticas ao governo Obama por não ter logrado sucesso militar em solo iraquiano e afegão, mas as queixas maiores direcionar-se-ão ao comportamento da Casa Branca concernente ao Irã e à Coréia do Norte, considerado hesitante e tíbio.

 

Por outro lado, a eliminação sumária de Bin Laden no Paquistão neutralizará a maioria das opiniões desfavoráveis aos democratas no combate ao terrorismo. Ademais, não padecerão os defensores da candidatura de Obama de críticas acerbas relativamente à manutenção dos polêmicos centros de detenção, como o de Guantánamo, por ter tal medida sido instituída durante a gestão de Bush.

 

Em 2008, os democratas ousaram na indicação do nome de Obama e beneficiaram-se porque o eleitorado desejava mudança; em 2012, malograda a existência do mesmo almejo, eles acomodaram-se, mas devem ser favorecidos por causa do conformismo político dos republicanos.

 

Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

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Última atualização em Quarta, 16 de Maio de 2012
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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