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Escrito por Joaquim Francisco de Carvalho e Emico Okuno   
Terça, 03 de Abril de 2012
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O estudo mais completo sobre a segurança dos reatores nucleares foi feito para a Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos, por um grupo dirigido pelo professor Norman Rasmussen, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Relatório Wash 1400, de 1975). Nesse estudo, calculou-se que a probabilidade de falha em central nuclear é tão reduzida que um acidente grave só poderia ocorrer a cada 35 mil anos.

 

Os acidentes de Three Mile Island (1979), Chernobyl (1986) e Fukushima (2011) mostraram que acidentes graves podem seqüenciar-se em poucos anos. Diante disso, o governo alemão resolveu desativar imediatamente as usinas mais antigas em operação no país – e abandonar definitivamente a energia nuclear em 2022. E o governo da França decidiu adotar normas de segurança mais rigorosas, o que encarecerá em cerca de 20% o custo da eletricidade.

 

Usinas nucleares são importantes para países que não disponham de melhor alternativa. Entretanto, considerando a probabilidade de acidentes, medidas preventivas devem ser tomadas, começando pela inclusão, nos currículos escolares, de cursos destinados a informar a população sobre a natureza das radiações ionizantes. Isto deve ser feito em linguagem acessível ao não especialista em Física das radiações.

 

Radiações são úteis na medicina, mas também podem causar mortes. Acidentes nucleares são muito mais graves do que outros acidentes. Esconder ou banalizar as conseqüências desses acidentes é algo inaceitável numa democracia.

 

Após um acidente nuclear, átomos instáveis podem ser colocados no ambiente, contaminando o ar, o solo, os vegetais etc. Normalmente, respiramos ar, bebemos água e ingerimos alimentos levemente radioativos, porque carregam radônio e rádio, e isótopos instáveis de potássio, carbono etc.

 

O problema surge quando os isótopos instáveis aparecem em concentrações acima da encontrada normalmente na natureza. Esses isótopos se desintegram, emitindo radiações de alta energia (raios-X e raios gama), além de partículas carregadas ou não (partículas alfa e beta, pósitrons, nêutrons etc.) que são ionizantes, isto é, deslocam elétrons de átomos que formam moléculas de tecidos constituintes do corpo humano.

 

Dependendo do nível e do tempo de exposição, estas radiações podem causar lesões que vão de problemas no sistema sanguíneo – como diminuição do número de glóbulos vermelhos e brancos e leucemia – até, em longo prazo, câncer de diversos órgãos.

 

Acidentes nucleares apenas começam no local e no momento em que ocorrem, depois vão se propagando sobre regiões inteiras, ao longo de muitas décadas. Em Chernobyl, por exemplo, oito meses após o acidente havia 35 mortes, entre bombeiros e técnicos. Segundo estudos muito conservadores, podem chegar a 105 mil as fatalidades causadas pelas radiações ionizantes na população diretamente exposta – incluindo os 600.000 “liquidadores” que trabalharam na descontaminação. Para áreas mais extensas, as estimativas são polêmicas, porque o acidente contaminou diversas regiões da Europa, em diferentes níveis.

 

O Brasil tem a sorte de não precisar de usinas nucleares.

 

Joaquim de Carvalho é pesquisador associado ao Instituto de Energia e Eletrotécnica da USP; Emico Okuno é professora do Instituto de Física da USP.

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