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Por uma política de saúde pública fraterna Imprimir E-mail
Escrito por Frei Marcos Sassatelli   
Sexta, 23 de Março de 2012
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A Campanha da Fraternidade (CF) 2012 tem como tema Fraternidade e saúde pública e como lema: Que a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38, 8). O grande desafio da CF deste ano é ajudar as pessoas a tomar consciência da necessidade de uma política de saúde pública fraterna: uma utopia possível.

 

Como afirma Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de S. Paulo, na CF 2012, “o olhar está voltado para o acesso aos serviços, para as políticas em saúde pública, os atendimentos médicos e hospitalares, a falta de acesso a medicamentos. A situação está muito séria na adequação do SUS. Os pobres, que não têm possibilidade de ter plano de saúde, dependem de um sistema de saúde deficitário, que está longe de atender aos requisitos básicos. A saúde vai muito mal no Brasil” (Folha de S. Paulo. Entrevista da 2ª, 05/03/12, p. A16).

 

Em 3 de março de 2012, o Ministério da Saúde divulgou um relatório de avaliação do SUS, no qual a nota média ficou em 5,4. Perguntado sobre o relatório, Dom Odilo afirmou: “(O SUS) foi muito mal avaliado. Não basta que poucos tenham condições de ter acesso a ótimos hospitais. É uma questão de fraternidade, solidariedade, levantar a questão, reclamar, mostrar a situação real nos grotões do país, nas periferias das grandes cidades. E não é só isso. A saúde pública vive um processo de terceirização, de comercialização” (Ib.). E, fazendo duras críticas às Organizações Sociais - OS (que em princípio - dizem - seriam entidades privadas sem fins lucrativos que administram serviços públicos a partir de parcerias com o governo), afirmou ainda: “Na medida em que se terceirizam os serviços de saúde, vira comércio, eles acabam sendo submetidos às leis de mercado. Isso pode comprometer o atendimento dos pacientes. Saúde é um bem público, um direito básico, fundamental. Impostos são recolhidos para esse fim” (Ib.).

 

O Hino da CF 2012 retrata muito bem a situação desumana e antiética em que se encontra a saúde pública. Meditemos!

 

1. Ah! Quanta espera, desde as frias madrugadas, 
Pelo remédio para aliviar a dor! 
Este é teu povo, em longas filas nas calçadas, 
A mendigar pela saúde, meu Senhor!

 

Tu, que vieste pra que todos tenham vida, (Jo 10, 10)
Cura teu povo dessa dor em que se encerra;
Que a fé nos salve e nos dê força nessa lida, (Mc 5, 34)
E que a saúde se difunda sobre a terra! (Cf. Eclo 18, 8)

 

2. Ah! Quanta gente que, ao chegar aos hospitais,
Fica a sofrer sem leito e sem medicamento! 
Olha, Senhor, a gente não suporta mais,
Filho de Deus com esse indigno tratamento!

 

3. Ah! Não é justo, meu Senhor, ver o teu povo
Em sofrimento e privação quando há riqueza! 
Com tua força, nós veremos mundo novo, (Cf. Ap 21, 1-7) 
Com mais justiça, mais saúde, mais beleza!

 

4. Ah! Na saúde já é quase escuridão,
Fica conosco nessa noite, meu Senhor, (Cf. Lc 24, 29)
Tu que enxergaste, do teu povo, a aflição 
E que desceste pra curar a sua dor. (Cf. Ex. 3, 7-8)

 

 

5. Ah! Que alegria ver quem cuida dessa gente
Com a compaixão daquele bom samaritano. (Lc. 10, 25-37)
Que se converta esse trabalho na semente
De um tratamento para todos mais humano!

 

6. Ah! Meu Senhor, a dor do irmão é a tua cruz!
Sê nossa força, nossa luz e salvação! (Cf. Sl. 27, 1)
Queremos ser aquele toque, meu Jesus, (Cf. Mc. 5, 20-34)
Que traz saúde pro doente, nosso irmão!

 

Como já disse no artigo Tempo da Quaresma (Diário da Manhã, Opinião Pública, 24/02/12, p. 4), com a CF 2012, a Igreja deseja SENSIBILIZAR a todos e a todas “sobre a dura realidade de irmãos e irmãs que não têm acesso à assistência da Saúde Pública condizente com suas necessidades e dignidade”; REFLETIR sobre essa realidade, “que clama por ações transformadoras” e MOBILIZAR “por melhoria no Sistema Público de Saúde”. “A conversão pede que as estruturas de morte sejam transformadas” (CF 2012. Texto-Base, p. 9 e 12).  Lutemos por uma política de saúde pública fraterna e de qualidade para todos/as.

 

Sobre a realidade da saúde pública, leia também os meus artigos:

 

  1. Uma saúde pública criminosa (Diário da Manhã, Opinião Pública, 11/06/11, p, 3).
  2. As mortes do sistema público de saúde: quem vai responder por elas? (Ib. 09/07/11, p. 3),
  3. O Ipasgo e o descaso com a saúde pública (Ib. 08/08/11, p. 4).
  4. O ‘corredor da morte’ dos pobres (Ib. 17/08/11, p. 6).
  5. Um descaso inadmissível e injustificável (Ib. 04/11/11, p. 7).
  6. Saúde pública: uma situação de violência permanente (Ib. 27/01/12, p. 6).

 

Os artigos foram publicados também nos sites  www.adital.com.br; www.direitoshumanos.etc.br; e www.correiocidadania.com.br.

Frei Marcos Sassatelli, frade dominicano, doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP), é professor de Filosofia da UFG (aposentado). E-mail: mpsassatelli(0)uol.com.br

 

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Última atualização em Sexta, 23 de Março de 2012
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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