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"Sem diálogo, sem negociação!" Imprimir E-mail
Escrito por Lahcen el Moutaqi   
Sábado, 03 de Março de 2012
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No meio dos acontecimentos da primavera árabe, muitas vezes aparece o slogan: "Sem diálogo, sem negociação". Existem razões para isso. Por um lado, a natureza do poder nos Estados dos países árabes impede qualquer uma de suas instituições de executar um verdadeiro papel em resposta às reivindicações populares. Enquanto isso, naturalmente a interação entre as partes contribui no sentido de derrotar os Estados e seus líderes, após o surgimento de protestos em massa inspirados na legitimidade e na soberania dos seus povos, abrindo o caminho para reeleger uma nova maioria de um governo representativo. Por outro lado, a natureza do levantamento da primavera árabe é vista na sua massa sem uma liderança política como o nexo que une uns aos outros, diluindo-se facilmente: “Que tudo caia...”.

No entanto, a negociação é necessária para que aconteça a mudança. O fim de Zine Din Ben Ali aconteceu como resultado de negociações entre a liderança do exército e altos moderadores do Estado. Pois o ex-presidente contou muito com a segurança policial, o que veio depois de uma negociação com países árabes.

 

A negociação com Hosni Mubarak e o general Omar Suleiman foi graças à intermediação de militares e algumas instituições de forças estatais e políticas, consideradas a base do suporte dos Estados Unidos, sob a intratabilidade da firmeza do sit-in do povo na praça Al Tahrir, opondo-se às forças de segurança.

 

Finalmente veio a saída de Ali Abdullah Saleh do Iêmen, como resultado da incapacidade e da intratabilidade do poder contra a dinâmica do movimento popular e da sua insistência em resistir aos desertados do velho poder, incluindo unidades inteiras do Exército, embora a intermediação dos Estados Unidos seja invisível, diante de uma situação difícil, sem um equilíbrio das forças no terreno. O que criou naturalmente uma plataforma para negociação, identificando os elementos essenciais para chegar a uma solução. Antes da queda do regime, bem como depois dele.


No Bahrein, o poder negociou com as forças políticas, tal como no assunto do progresso, como manobra de enganação, uma vez que se apresentou como agente de união da força popular, atraindo um apoio militar dos Estados do Golfo, com o silêncio implícito das forças externas. Exatamente isso é feito para afastar a idéia de uma possibilidade de negociação em prol da mudança.

 

Na Líbia, a negociação não é um direito proposto, mas realmente abolido por qualquer uma das partes: por parte do poder, por parte dos países árabes ou estrangeiros e por parte do Conselho de Transição, criado originalmente como representante sem ser eleito, tampouco tendo conhecimento de quem são seus membros, mas reconhecido pelos países ocidentais como representante exclusivo do povo e da soberania dos líbios. Em ambos os casos, as partes não reconhecem os opostos, nem com a negociação.

Na Síria, o governo desempenha a linguagem de negociação no primeiro estágio, camuflado, enquanto prepara uma grande ofensiva, com a detenção de milhares de ativistas da mobilidade social; intimida e ameaça as áreas principais apenas para eliminar a possibilidade de negociação. Na verdade, manipula a situação incitando o ódio sectário com o objetivo de criar um obstáculo contra a decisão de negociação. No entanto, a revolta da Síria provou o poder do momento, e a adesão e unidade do povo e das seitas, levando a mobilidade da massa a resistir durante meses.

 

O resultado é a criação de uma oposição principal no corpo político sírio, ou no Conselho Nacional, inspirada no exemplo líbio, que usou o poder da vontade no impasse criado pela revolta popular. Assim, em vez de trabalhar para perturbar o equilíbrio de forças em seu favor, a direção das categorias populares fica cética em relação à mudança e à vitória sobre as forças pró-autoridades, por conta do tamanho da revolta, porque neutralizar o exército e as forças de segurança requer apoio de todos. Lidando abertamente com as asas da outra oposição, apesar de suas deficiências, seu apelo permanece na reivindicação específica do reconhecimento internacional como representante da soberania do Estado e em todas as fases de negociação e direito de liberdade, garantidos pelo Conselho de Segurança da ONU.

O prolongamento fica cada vez mais difícil perante tal situação e a escolha de alguns setores do movimento popular visa armar-se contra a intensidade da repressão e a perda de esperança em qualquer solução política negociada. Assim, os fatos evoluíram com algumas deserções do exército, representadas por alguns elementos do exército sírio e da polícia. Os militares reclamam um cessar-fogo entre a resistência popular e o exército. No entanto, a opção da oposição, base do destaque da mídia, permaneceu "líbia", e não "iemenita". O discurso da mídia sobre a inevitabilidade de alguns partidários de erradicação, após a mudança no poder, é difícil de mudar. Mas o que virá pelo Conselho de Segurança, nestas circunstâncias, se o espasmo de cada partido é decidido em ação militar?

A negociação é arte da política, donde decorre a mudança... Pois negociar é o caminho, embora seja difícil e penoso para o cidadão! A criação de alianças para perturbar o equilíbrio de forças revela outra fase da luta do povo. Cada uma tem seu tempo. Inevitavelmente, surge algum slogan do tipo "sem negociação", mas constitui em si somente uma postura de negociação e, inevitavelmente, combate também! No entanto, a arte, e a responsabilidade política, exigem de qualquer uma das partes que seja apta a usar essas armas, ergonomicamente, pois qualquer um acredita que o equilíbrio do poder se inclina a seu favor e leva à mudança por meio de negociação.

A mídia aparece para expor os acontecimentos, e não para negociar com as sensibilidades através dessa arte. Mas quem faz a história não é a mídia, e sim os homens da política, aqueles que podem vencer pelos próprios sacrifícios e riscos destes povos, afastando qualquer perigo ou armadilha mortal que os espera. Mesmo que seja por raiva ou ressentimento de um contra outro.

 

Lahcen el Moutaqi é pesquisador na Universidade Mohammed V, na cidade de Rabat, Marrocos.

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