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Petróleo e Atlântico Sul Imprimir E-mail
Escrito por Wladmir Coelho   
Qui, 01 de Março de 2012
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A militarização do Atlântico Sul, efetivada pela 4ª Frota dos Estados Unidos, recebe um reforço da Armada Inglesa. Tudo para garantir o controle do petróleo da América do Sul. A dupla Estados Unidos e Inglaterra movimenta suas tropas para garantir o controle colonial das áreas produtoras ou detentoras de grandes reservas petrolíferas ainda não exploradas em sua plenitude.

 

O caso iraniano, em função da importância deste país para o fornecimento mundial de petróleo, recebe grande atenção da mídia e, apesar dos esforços do oligopólio da informação em reduzir a ameaça de invasão do Irã ao “combate às armas de destruição em massa”, não existe ser humano, possuidor de inteligência mediana, que não associe ao petróleo os verdadeiros motivos do conflito.

 

O cerco ao Irã necessita de uma operação complexa envolvendo o controle político da Síria como forma de isolamento dos persas e enfraquecimento da presença militar russa no Mediterrâneo. Como sabemos, no cenário de guerra previsto para o controle do Irã, a Rússia é classificada como aliada deste país e possui, justamente na Síria, uma base militar naval cujo poder de fogo foi acrescido desde o final de 2011 com pelo menos um porta-aviões, submarinos e mísseis balísticos.

 

Enquanto ao caso iraniano aplica-se o clássico conto das armas de destruição em massa – lembrai-vos do Iraque –, no Atlântico Sul, as forças coloniais apresentam-se menos sutis; revivendo os dias de glória, a esquadra britânica envia de forma despudorada forças navais, incluindo a jóia da Armada, devidamente protegida por um submarino nuclear.

 

Nesta ocupação militar, a monarquia inglesa (existiria um regime mais ridículo?) aproveita para promover o príncipe herdeiro que divide o seu tempo nesta missão entre divertir-se pilotando um avião e posar para fotos vestindo uniformes militares, em tentativa patrioteira de levantar o moral da elite britânica, fortemente abalada em função da crise econômica.

 

Apenas um questionamento: o leitor já imaginou que tipo de repercussão resultaria da imagem do filho do presidente da Venezuela (eu nem sei se ele tem um filho) usando uniforme militar e pilotando um caça em qualquer região do planeta? Sabemos todos a resposta.

 

Retomando. Uma força militar inglesa, sem justificativa aparente, está ocupando o sul do nosso continente. O motivo oficial seria um exercício de rotina para proteger um enclave colonial – sim, eles ainda existem! -, no caso, as Ilhas Malvinas.

 

A Argentina, que não possui bomba atômica, reivindica a soberania das Malvinas. Os ingleses, para militarizar a região, não podem, deste modo, usar a desculpa da arma de destruição em massa para proteger a sua colônia. Assim, utilizam-se do aniversário de 30 anos da guerra contra os argentinos como justificativa.

 

Certamente, com seu apego a tradição supersticiosa dos magos, os ingleses consultaram os astros e receberam algum tipo de informação mágica dando conta da tomada da ilha a cada 30 anos pelos argentinos.

 

Independentemente da magia, o potencial petrolífero das Malvinas merece nossa atenção. Estima-se um volume de 8,3 bilhões de barris, existindo cálculos que elevam este número para 60 bilhões de barris.

 

Somente a empresa Rokhopper possui em seu bloco estimativas de 350 milhões de barris, mas, ao buscar financiamento, alega um potencial de 500 milhões. A Coroa, que se encontra em apuros financeiros, estima arrecadar nas Malvinas, somente em royalties, 180 bilhões de dólares.

 

A Inglaterra possui vasta experiência em controlar na marra áreas petrolíferas fora de seu território. A atual Brittish Petroleum (BP) nasceu assim, e, por coincidência, no Irã, quando, no início do século XX, o Lorde do Almirantado, Winston Churchill, resolveu substituir o carvão por um óleo derivado do petróleo para movimentar os navios de guerra.

 

Este controle durou até os anos 50, quando o governo de Mohamed Mossadegh nacionalizou pela primeira vez o petróleo iraniano. Depois desta nacionalização, os Estados Unidos – ironicamente com apoio dos aiatolás – realizaram um golpe contra Mossadegh, instituindo uma monarquia que entregou o petróleo às empresas estadunidenses.

 

Em nossos dias as duas potências realizam um acordo quanto à divisão das áreas produtoras, reservando o petróleo iraniano, em sua maior parte, para os Estados Unidos, enquanto os ingleses assumem, dentre outras regiões, as ilhas Malvinas.

 

Lembre-se: o Brasil, abençoado por Deus e bonito por natureza, também se localiza no Atlântico Sul e possui petróleo em grande quantidade ainda não explorado. A legislação brasileira, ao contrário da iraniana ou venezuelana, permite a livre exploração por empresas estrangeiras, que se tornam proprietárias do petróleo retirado das profundezas do pré-sal ou dos blocos em terra. Ao que tudo indica, para o Brasil não há necessidade de navios de guerra, afinal, possuímos um governo pacífico e cordial.

 

Wladmir Coelho é mestre em Direito, historiador e membro do Conselho Curador da Fundação Brasileira de Direito Econômico.

Web-Site: http://politicaeconomicadopetroleo.blogspot.com/

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Última atualização em Sábado, 03 de Março de 2012
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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