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‘Sindicalização de servidores de uma nova polícia é a única alternativa para a Segurança Pública’ (Valéria Nader, da redação- Colaborou Gabriel Brito)

Em entrevista ao Correio da Cidadania, a sindicalização de servidores é uma das essenciais alternativas vislumbradas pelo sociólogo Luiz Eduardo Soares. Mas não a sindicalização dos profissionais da PM tal como está dada nas atuais circunstâncias –inclusive, constitucionalmente proibida -, mas de uma polícia de novo tipo, inserida em uma nova arquitetura institucional da segurança pública. Requer-se, para tal, uma estrutura organizacional descentralizada, flexível e que, primordialmente, corte o cordão umbilical que liga as PMs ao Exército, de modo a liberá-las para uma reestruturação profunda.
Atlântico Sul: do colonialismo do século 19 ao imperialismo do século 20 (Rina Bertaccini)

Nos anos 30 do século 19, a Grã Bretanha, com apoio dos EUA, desalojou a guarnição argentina, menção importante para jogar luz sobre o absurdo da pretensão britânica de apresentar o caso Malvinas como assunto de auto-determinação dos ilhéus. Ao final da guerra de 1982, os EUA conseguiram a construção de uma grande base militar, dando à OTAN o controle das rotas oceânicas do Atlântico Sul.
EDITORIAL
Direito de Greve
Qualquer regulamentação do seu exercício constitui uma restrição ao direito conferido. Contudo, os constituintes, em maioria conservadores, optaram pela restrição. Não causou surpresa, tendo em vista a composição daquele corpo legislativo. Surpresa no episódio de Salvador é a conduta do governador Jaques Wagner. Era de se esperar que, como antigo sindicalista, enviasse representantes para dialogar com os policiais.
POLÍTICA
Verde, um bom negócio! (Gilvan Rocha)
Vê-se que a “elite” soube cumprir seus deveres de casa, enquanto a esquerda direitosa afastou-se, quilometricamente, dos princípios revolucionários para adotar uma seqüência de dogmas, negando todos os princípios da causa socialista.
O novo fetiche (Frei Betto)
Diante da crise financeira que afeta o capitalismo e, em especial, direitos sociais conquistados nos últimos dois séculos, é hora de se perguntar: qual será o paradigma da pós-modernidade? Mercado ou a “globalização da solidariedade”.
Repressão Preventiva, Ovo da Serpente (Léo Lince)
Barbas de molho, cidadãos. O contubérnio de forças articulados no episódio presente pode ser o ensaio geral do que está por vir. Autorizações judiciais secretas, governos submissos aos ditames da máquina mercante, informação manipulada nos canais da mídia oligopolizada. O “estado de exceção”, já anunciado como recurso indispensável para o sucesso dos megaeventos esportivos, sempre esteve entre os desígnios permanentes da máquina mercante. Ecos da doutrina Bush, ela é a ante-sala do arbítrio total, o ovo da serpente.
Não ter pena de bater, não ter medo de apanhar! (Raymundo Araujo Filho)
Que a polícia se declare contra as milícias, torturas, extorsões, pagamentos régios de rondas e camburões; que reivindiquem a carga horária fixa e o fim dos chamados “bicos”, e se envergonhem do fato de mais de 50% dos crimes no RJ terem a participação de algum policial. Mas se é para continuar assim, que os salários da polícia sejam reduzidos pela metade e que a deputada heroína seja eleita apenas a Rainha da Polícia Militar e dos Bombeiros.
A ‘engenharia da cooptação’ e os sindicatos no Brasil recente (Ricardo Antunes)
O primeiro desafio para a retomada de um sindicalismo de classe e de esquerda é criar um pólo sindical, social e político de base que não tenha medo de oferecer ao país um programa de mudanças profundas, capazes de iniciar a desmontagem das causas estruturantes da miséria brasileira e de seus mecanismos de preservação da dominação. É imprescindível, desde logo, romper a política de servidão voluntária que empurrou os sindicatos em direção ao Estado.
Luta de classes (Wladimir Pomar)
As camadas que protagonizaram lutas democráticas e populares têm apresentado uma radicalização que, aparentemente, se confronta com a postura do governo federal em não criminalizar nenhuma dessas lutas. O que deveria alertar a esquerda.
SOCIAL
Sete anos do “Sonho Real”: até quando a impunidade? (Frei Marcos Sassatelli)
A secretaria de Direitos Humanos da presidência da República - presidida atualmente pela ministra, professora Maria do Rosário Nunes - tem a obrigação constitucional e, sobretudo, ética de “federalizar” esses dois crimes bárbaros: o do Parque Oeste Industrial em Goiânia - GO e o do Pinheirinho em São José dos Campos - SP.
INTERNACIONAL
Síria: sem luz no fim do túnel (Luiz Eça)
Começa a se esboçar uma guerra civil, com a entrada da Irmandade Muçulmana e da Al Qaeda do lado dos rebeldes e a disposição da Arábia Saudita e do Qatar de fornecer armas à revolução.
Jerusalém, Tel Aviv, Gaza e Sderot: cidades entre muros e fronteiras (Raquel Rolnik)
Em uma área de menos de 40 mil quilômetros quadrados, numa terra disputada milímetro a milímetro, estas cidades se debatem entre muros e fronteiras.
A Grécia e a oportunidade da história: o que fazer? (Milton Pinheiro e Sofia Manzano)
Os trabalhadores gregos fizeram o seu ensaio geral, os ecos do padrão histórico da revolução proletária ressoam por todas as ruas da Grécia carregados pelos turbilhões humanos nas grandes manifestações. A luta chegou a um impasse.
ECONOMIA
Dilemas humanos perante a crise econômica: perspectivas (Guilherme C. Delgado)
Necessidades humanas básicas quando convertidas em mercadorias impõem à economia política exigências éticas completamente estranhas ao utilitarismo social, fundamento ético da economia capitalista desde Adam Smith.
MEIO AMBIENTE
O Papa e a Rio+20 (Roberto Malvezzi - Gogó)
Grande parte dos cristãos espera do Papa muito mais que uma oração ou carta de solidariedade às vítimas de catástrofes. Esperamos algum gesto real em relação à preservação da vida, particularmente diante das Mudanças Climáticas.
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