Não ter pena de bater, não ter medo de apanhar!

 

Nos idos de 1967-68, auge das manifestações estudantis no Brasil, notadamente no Rio e São Paulo, em plena ditadura militar, as manifestações eram noticiadas em destaque pela mídia burguesa, em revistas e jornais (O Cruzeiro, Manchete, Realidade, Fatos & Fotos e jornais em geral), muito diferentemente de hoje, em plena “democracia”, quando os episódios como os de Pinheirinho, Vila Autódromo, entre outros, foram relegados ao ostracismo ou à livre distorção midiática.

 

Hoje, eu tenho certeza que a radicalização do movimento estudantil e a sua evolução para a luta armada foi estimulada pelos que “operavam” a ditadura, pois, em 1967, se reorganizava o movimento operário, a partir de São Paulo e com grande força, com o surgimento da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo (cujo “modus operandi” e princípios, a meu ver, deveriam ser retomados por quem tem, ou diz ter, juízo), pois este era o alvo central da repressão burguesa, a força produtiva operária brasileira, a se rebelar.

 

Até hoje me soam ridículas algumas histórias de infiltração dos órgãos de repressão naqueles que se pensavam clandestinos, como foi, por exemplo, a história da namorada de Zé Dirceu (então um dos principais articuladores estudantis) que foi descoberta como agente policial, quando ensinou seu apaixonado par a manipular um revólver, de forma correta... Hoje, Zé Dirceu é vendedor de cacimbas de matéria plástica para um dos mega-capitalistas que lhe sustenta, pagando-lhe, quem sabe, por informações estratégicas e privilegiadas. Eu não boto a minha mão no fogo por este gajo, nem a pau de arara...

 

Lembro aqui, já passados 45 anos deste 1967-68, de uma crônica magistral, publicada n’O Cruzeiro, de autoria do não menos magistral Stanislaw Ponte Preta (Sergio Porto), com o título que nomeia este artigo e descrevia a situação de um policial militar e também estudante universitário (ou secundarista), que na caserna ouvia o mote “não ter pena de bater!”, do seu comandante, antes de sair para as ruas para perseguir estudantes revoltosos.

 

E a crônica também descrevia que este jovem PM ouvia na escola onde estudava o grito de guerra “não ter medo de apanhar”, constrangendo-o sempre. Não precisa ter muita verve literário-ideativa para vermos que o fim desta crônica descrevia o jovem PM-estudante em pleno surto psicótico, trancado em seu quarto, martirizando-se com o seu próprio cassetete e gritando “não ter pena de bater, não ter medo de apanhar!”.

 

Assim, da mesma forma que este personagem da crônica, a relação da esquerda brasileira com o aparelho policial burguês sempre foi constituída de uma espécie de Amor e Ódio, só que nada shakespeariano (pois apenas aditivado por interesses menores e materiais).

 

De uma parte (aliás, boa parte) temos aquela “esquerda”, hoje, ao que parece, vitoriosa, que queria apenas tomar o Estado e suas estruturas funcionais e repressivas, para “darem o troco” e levarem os seus “projetos populares” adiante, muito bem emblematizados pela privatização da saúde, das estradas, da educação, da previdência, dos transportes, do petróleo e mineração.

 

Estas que, se receberam estas privatizações como “herança maldita”, nada fizeram para anulá-las, muito ao contrário, agora inaugurando a privatização através do modelo de concessão dos aeroportos, nas chamadas “Parcerias Público-Privadas” de FHC, com tudo o que isso acarreta, como a perda de soberania, muito além da “concessão sem perda de patrimônio”, como o PILD (Partido da Imprensa Lulista-Dilmista) quer nos empurrar goela abaixo, junto com sua atual aliança com Kassab - e futuramente com Serra (mais tarde escreverei sobre isso). Tudo sob a desculpa de ser mais uma etapa para “derrotarem definitivamente” FHC, Alckmin e Aécio - os, a meu ver, cachorros mortos -, além do DEM (que se suicidou de forma histriônica), mantidos vivos “sob aparelhos” justamente pelo PT, que os faz de verdadeiros “tigres de papel” para uso “prêt-à-porter” eleitoreiro.

 

Porém, há outra “esquerda” institucional no Brasil que se diz oposição à que esta aí, mas atua sob os mesmos paradigmas, ao que me parece, por ter as mesmas origens e cartilhas teóricas pseudo-revolucionárias que a atual situação bradava quando era oposição. E por motivo óbvio de ser irmã, aliás, originada de costelas da que descrevi acima, portanto, com a mesma carga genética, a esquerda que se diz “diferente” age igualzinho à outra, “só que ao contrário”, como se viesse para confundir e não para esclarecer, como fazia o velho guerreiro das casas da banha, Abelardo Barbosa, o Chacrinha.

 

Assim, a “esquerda” no poder, mesmo após ter apoiado, quando oposição, greves armadas (com os agentes armados) da Polícia Federal contra FHC e tenha estimulado movimentos parecidos nas polícias estaduais, hoje impreca como “motim de vagabundos”, uma formulação simplista e bem ao gosto daqueles que precisam parecer revolucionários (sem o serem) a esta greve de policiais militares, civis e bombeiros, pré-anunciada, com a recusa do “governo popular” da presidente Dilma em votar a PEC 300. Originalmente, a PEC em questão equiparava os salários das polícias e bombeiros (os professores e médicos mais uma vez ficaram de fora) com o maior salário pago a tais categorias, o do Distrito Federal. Aliás, esta polícia bem paga e satisfeita, outro dia, sob o governo petista de Agnelo Queiroz, desocupou na base da porrada área em litígio social...

 

Já a “esquerda” da oposição, através de uma nova “heroína” que surge na ALERJ, a deputada estadual do PSOL Janira Rocha, passa a defender os “trabalhadores da segurança pública” com unhas e dentes, articulando táticas e estratégias para o movimento grevista, como se fosse uma líder sindical e não uma deputada estadual.

 

Desta forma, tomada por sua antiga função de trabalhadora sindicalista, “esqueceu-se” de colocar uma óbvia pauta para os líderes do movimento policial grevista, que seria própria se um pouco de norte político tivessem estes(as) que só pensam nos votos a mais que irão obter em eleições futuras, em vez de se colocarem no lugar daqueles que costumeiramente levam as cacetadas, balas de borracha – quando não reais – e gás pimenta da repressão policial às justas manifestações populares, sofrem as extorsões das mais variadas formas. Além de serem vítimas das temidas “polícias mineiras”, “milícias” ou, caso prefiram, “carro da salsicha”, que são os “bondes assassinos” comandados por policiais, em ação paralela e clandestina ao Estado (mas não para muitos mandatários do Estado).

 

E esta pauta não poderia ser outra, senão, para começar, o fortalecimento da principal, quase única, pauta de seu correligionário e líder de bancada Marcelo Freixo (PSOL-RJ), sobre a questão das milícias, tráfico de armas, extorsão e estas coisas de “maus policiais”, como sempre diz o deputado, afirmando a todos que “uma outra polícia é possível”. Não sem antes uma completa “débâcle” deste sistema de dominação burguesa, sempre afirmo eu, mas sem muito sucesso aos ouvidos desta gente, que acaba apenas como “heróis vendedores de ilusões”, mas sempre se reelegendo, o que penso satisfazer a proposta de adequação à ordem burguesa da qual venho afirmando ser o PSOL um portador inequívoco.

 

Mas, o que tanto reclama este Raymundo, criticando a tudo e a todos? Terá alguma ação propositiva a sugerir?

 

Embora eu não tenha nenhum sentimento de obrigatoriedade a esta demanda “propositiva”, freqüentemente cobrada por muitos que não têm como responder às nossas críticas (afinal sou eu-nós que pagamos a festa dos inspetores gerais – majoritários e minoritários – que deveriam se ocupar ao menos em ser coerentes), não posso fugir a ela, pois seria deixar a viagem pelo meio.

 

Assim, de minha parte, gostaria muito de ver algumas organizações sociais, notadamente aquelas que têm um discurso anti-“esquerda” institucional, da situação ou da oposição, que se reunissem e se dirigissem aos policiais grevistas não para exatamente “prestar apoio” (ou deixar de prestá-lo), mas, sim, expor alguns pontos que devem ser discutidos na greve ou fora dela. Poderia servir como uma mostra, exposta por eles, de que os policiais podem não ser os verdadeiros animais que se mostram quando chamados para enfiar a porrada, na repressão e desmonte de ocupações legítimas de imóveis, que se multiplicam dia a dia nas cidades, por parte dos sem teto e dos trabalhadores desempregados e favelados em geral, agindo como verdadeiros “gendarmes” da burguesia, como se pudessem fazer isso sem serem chamados de covardes.

 

Sugiro aqui, então, uma pequena pauta para estes movimentos discutirem com os policiais grevistas (e não grevistas):

 

1) Reconhecerem a legitimidade dos pobres em ocupar os imóveis “largados de mão” e vazios, enquanto hordas de pessoas vagam sem ter para onde ir.

 

2) Recusarem-se, como força policial, a espancarem e humilharem, com suas armas que de efeito moral não têm nada, mas físicos, principalmente quando crianças, grávidas, portadores de necessidades especiais por deficiência física ou mental e idosos estiverem legitimamente defendendo seu direito à moradia, assim como se recusarem a fazer greves com armas de fogo nas mãos.

 

3) Recusarem-se a usar cães, armas elétricas ou balas de borracha, armas de fogo e gases adstringentes ou de qualquer efeito físico nos que legitimamente lutam pelos seus direitos.

 

4) Que exijam ser representados nas reuniões táticas e estratégicas, que determinarão as ações do Estado com uso da força policial.

 

5) Que se declarem, e façam por onde, contra as milícias, torturas, polícias mineiras, extorsões, pagamentos régios de rondas e camburões (como se fosse um negócio) e que combatam a malversação de dinheiro público nas compras de intendência das polícias civil e militar.

 

6) Que reivindiquem a carga horária fixa e o fim dos chamados “bicos”, e se envergonhem do fato de mais de 50% dos crimes no RJ terem a participação de algum policial.

 

Isso já seria um bom começo, não que eu tenha esperança de que seja acatado por neófitos em greves e distanciados dos movimentos sociais, como são os policiais. Mas já daria uma boa discussão na sociedade, que, afinal, lhes paga o salário.

 

O que não dá é para fazer politicagem eleitoreira com uma contraditória corporação de servidores públicos, aliás, tão parte do esquema de repressão como médicos, professores e burocratas que hoje ostentam em cima de suas cabeças o cartaz com a Lei que imputa pena de prisão para aqueles que agredirem moral ou fisicamente qualquer funcionário público, em clara intimidação ao usuário.

 

O que não dá é pra se fazer de heroína e “sindicalista experiente”, defendendo os policiais sem nada exigir como contrapartida, como fez a deputada psolista Janira Rocha no Programa Faixa Livre, sob o aplauso do apresentador, em entrevista no estúdio, no dia em que os jornais estampavam o massacre e pancadaria em cima dos usuários dos trens suburbanos cariocas que, pela enésima vez, os deixavam a pé, no meio do caminho, tendo crianças, idosos e pessoas, de forma indiscriminada, levado porrada, balas de borracha e gás pimenta, pelos policiais militares, um dia antes da greve ser marcada. Ou então, como divulgaram outras tendências psolistas opostas à da deputada, coadunando-se com jornalistas lulo-dilmistas, colocando na categoria dos policiais todas as mazelas do mundo. O PSOL não passa de mais uma "sopa de letrinhas", sem articulação e sem rumo definido.

 

O que não dá é para repetir o assessor do Ministério da Defesa, o ex-guerrilheiro esquerdista José Genoíno, que disse “a ordem é reprimir sem violência”. Mal sabe ele que os conceitos de “violência” mudam de acordo com as pessoas “em quem os olhos ardem”.

 

Se é para continuar assim, que os salários da polícia sejam reduzidos pela metade e que a deputada heroína seja eleita apenas a Rainha da Polícia Militar e dos Bombeiros.

 

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e denuncia aqui o assassinato do jornalista fluminense, conhecido como Boca Maldita, ocorrido esta semana em Barra do Piraí (onde estava refugiado), tendo sido o quarto jornalista assassinado no interior fluminense em um ano.

Comentários   

0 #4 esclarecendoRaymundo Araujo Filh 24-02-2012 16:22
Não cito nenhuma Heloísa neste artigo.

Marcelo Freixo tem como principal porta voz um indivíduo chamado Flávio Serafini, que preferiu jogar para o fim do Comitê dos Desabrigados de Niterói do que deixar este movimento existir, sem a hegemonia do ENLACE, aliás prática corrente em nossa falida esquerdinha.

Tem como membro da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ, da qual é presidente um advogado de nome Thiago Mello. Tem como militante de ponta em torno do seu mandato um jornalista empregado na APN (Agência Petroleira de Notícias)de nome Rafael de Oliveira.

Os militantes milicianos do MTD que se diz "nacional" a médica de Niterói Ivi, seu marido, o musculoso (e sem cérebro) Marcelo e um militante de aparelho que atende pela alcunha de Madureira são TODOS articulados com o ENLACE, sem dizerem que são da tendência (uma espécie de clandestinidade organizada, para dar a impressão que o mandato do deputado está presente em muitos movimentos).

O militante recém falecido Paulo Piramba, do Rio, articulador de Marcelo Freixo era do ENLACE. A deputada Janira Rocha, se não é do ENLACE é da CST (corrente do Babá), o que dá no mesmo, mesmo que seja de outra tendência destas representantes da pequena burguesia que se espelha na esquerda européia, fantasiados aqui no Brasil de Partidos Revolucionários (deve ser só para assustar os pobres pais desta gente...).

Todos estes citados fazem oposição destrutiva e sistemática ao único vereador do PSOL, o Renatinho de Freitas, que come o pão que o diabo amassou nas mãos e (de)mentes desta gente, constituindo-se esta gente na maior oposição ao mandato psolista em Niterói (esta prática fraticida e desonesta é própria da esquerda pequeno burguesa, como sabemos).

Conheço um ditado português que diz: Se parece merda, fede como merda e suja como merda, podes ter a certeza, ó pá, que é merda. A não ser que queiras provar para tirar a prova dos nove.

Fique á vontade....
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0 #3 RE: Não ter pena de bater, não ter medo de apanhar!Allan Silva 22-02-2012 21:05
Está incorreta a informação de que Janira e Marcelo sejam do Enlace.

sua critica provoca reflexão.
no entanto, por desconhecimento meu, não entendi a relação da Heloisa com o Zédirceu no caso da infiltração. Poderia esclarecer?
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0 #2 Ao AlexandreRaymmundo Araujo Fil 20-02-2012 20:47
Existe muita diferença sim, entre a ação de uma parlamentar (que não necessariamente pode estar nas "fronteiras do legislativo”) e o "modus fasciendi" de uma sindicalista.

Vou me aventurar a enumerá-las, ao menos algumas que me ocorrem agora, embora eu também acredite que Lênin deve ter escrito sobre isso, e muitos outros ligados às lutas políticas. Recomendo-te a literatura anarquista sobre o tema.

Já vou avisando que não sou um seguidor bíblico de Lênin (aliás, tenho tantas divergências, principalmente de projeto de sociedade que ele propunha, que acho que, se vidas passadas existem - penso que não -, posso ter sido um dos Anarquistas assassinados friamente pela dupla pré stalinista Lênin-Trotsky. Este vítima do veneno mais poderoso, que Stálin lhe pregou na cabeça, mas de mesma origem estrutural que Trotsky aplicou em muitos, isto é, a eliminação física não só de inimigos de classe, mas também de adversários políticos, pois o Poder é Total, ou não satisfaz, como qualquer reles drogas para um viciado nelas e Lênin, afirmo sem medo de errar que não foi um Stálin apenas porque morreu antes – e o massacre de Kronstad e Tambov, só para ficar nestes, não me deixam mentir.

Recomendo o link de marxistas não leninistas – e longe da social democracia, os do Movimento Autogestionário, com os quais não concordo muito, mas que, ao menos, não perderam a vergonha, como muitos leninistas perderam (movaut.ning.com/group/90anos domassacredekronstadtetambov).

Assim, prezado Alexandre (qual seu sobrenome?), a primeira diferença que me salta aos olhos, entre as diferentes e necessárias atuações de parlamentares e sindicalistas, é aquela que me diz que, “se não houvesse diferença, um dos dois não existiriam, os sindicalistas ou parlamentares”.

A segunda confirmação que existe diferença sim, é que os sindicalistas, por mais politizados que sejam, só sobrevivem em função de reivindicações econômicas mais acentuadas de suas próprias categorias, muitas vezes sobrepujando, ou não se solidarizando com interesses de outras, mais fracas e de menor inserção reivindicativa na sociedade. Afinal, a tal Solidariedade de Classe, pelo visto, ainda está por vir...

Assim, a Polícia sobrepujou outras categorias sociais, em suas reivindicações EXCLUSIVAMENTE MATERIAIS, no que foi apoiada, sem críticas ou sugestões, pela deputada Janira Rocha e sua tendência política, o ENLACE, e seus aliados internos ao PSOL, desta, a meu ver, iniquidade de perfil eleitoreiro.
A primeira "categoria" que me vem à cabeça, como exemplo daqueles que foram egoisticamente sobrepujadas pela Polícia e seus aliados, ditos de esquerda (mas na verdade, de "esquerda") são os trabalhadores que vêm protestando contra o absurdo que se faz com os transportes de massa do Brasil, notadamente no Rio de Janeiro, mas com extensão às diversas cidades, onde os protestos foram organizados, cuja ação policial, todos puderam ver até na TV Globo. Será que Lênin escreveu sobre isso? Pouco me importa...

Outras categoria que a, agora deputada e ex sindicalista (ao menos momentaneamente), Janira Rocha sobrepujou neste seu apoio aos policiais em greve apenas salarial, que denuncio como eleitoreiro e míope, foi a dos ativistas dos Movimentos dos Sem Teto e dos Trabalhadores Desempregados (não os que se anunciam como "nacional", que é apenas uma espécie de milícia política, se não mantida, apoiada fortemente pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL RJ) e sua tendência política, o ENLACE, cuja eleição se deve, principalmente ao dito combate às Milícias de policiais. São “militantes” truculentos, ameaçam inclusive fisicamente, quem lhes faz discordâncias e usam de todos os artifícios escrotos, ao “modus” MR-8 dos velhos tempos.

Os ativistas do MTD Pela Base, MTST, e tantos outros que felizmente se multiplicam entre nós, como sabemos, têm sido IMPIEDOSAMENTE perseguidos por esta polícia súdita de sua Rainha Janira Rocha, em desocupações (algumas das quais eu estava lá resistindo solidariamente aos que tentavam morar dignamente em prédios abandonados), quando até crianças foram vítimas de gases pimenta, balas de borrachas, cacetadas e humilhações, além do relento.

Os Desabrigados das Chuvas de Niterói, também foram sobrepujados pela deputada Janira Rocha e seus aliados da Polícia, nesta reivindicação apenas material e exclusiva, fato que ficou emblematizado em foto de circulação internacional de um Capitão da "valorosa" e covarde PM RJ despejando spray pimenta nos olhos de duas crianças com menos de 10 anos uma, e apenas cinco anos outra, com o frasco a centímetros de distância de seus olhos.
Terminando, vou esperar ansiosamente ver as justificativas dos militantes psolistas, pelo PSOL querer ter como base eleitoral tanto os pobres acossados pelas remoções violentas, por exemplo os da Vila Autódromo, no Rio, e os Policiais que lhes baixam a porrada frequentemente. Estarão juntos no palanque eleitoreiro do candidato a prefeito do Rio, o dep. Marcelo Freixo? Lênin terá escrito algo sobre isso?

Assim, caro Alexandre (agradeço a provocação, para que eu pudesse expor melhor a minha forma de ver as coisas), mas alerto a ti, que por aqui no Correio devemos ter NOME E SOBRENOME, por motivos óbvios, o principal deles é nos expormos completamente e sem vergonhas, pelas nossas opiniões. Afinal, no anonimato, qualquer um defende qualquer coisa, sem, precisar responder pelos seus atos. E lamento que tenha sido o único ponto observado por ti, talvez fruto de uma desatenta ou mediocrizada leitura do meu artigo....

P.S. – A outrora adversária do governador Sérgio Cabral, a deputada Cidinha Campos (que até bem pouco tempo denunciava nosso governador como portador de grandes deformações de conduta, como enriquecimento ilícito e corrupção (muitos discursos dela na ALERJ são prova do que afirmo), mas que hoje só o chama de “meu competente governador”, também criticou a dep. Janira Rocha de “agir como uma sindicalista e não como uma deputada”, mas acrescentando que “um deputado serve para apaziguar, e não para incendiar”. O que não pé o meu caso, como podes ver.
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0 #1 RE: Não ter pena de bater, não ter medo de apanhar!Alexandre 17-02-2012 11:47
"articulando táticas e estratégias para o movimento grevista, como se fosse uma líder sindical e não uma deputada estadual."

Eu não entendo qual é esse princípio que postula que representante do legislativo só pode atuar nas fronteiras do poder legislativo. Tem alguma contradição em um deputado representar/auxiliar determinada base?
Lenin deve falar sobre isso em algum lugar.. vou deixar aberto.
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