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Bolívia: uma crítica a Boron Imprimir E-mail
Escrito por Cesar Sanson   
Terça, 20 de Dezembro de 2011
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Reducionista a análise do sociólogo Atílio Boron sobre a oposição ao governo de Evo Morales. O sociólogo, ao comentar o Primeiro Encontro Plurinacional para Aprofundar a Mudança promovido pelo Movimento ao Socialismo (MAS), reproduz o discurso oficial. Certamente não se interessou pelo encontro paralelo dos movimentos sociais e, tampouco, procurou compreender as razões e as críticas desses setores ao governo.

 

É evidente que o governo de Evo Morales é um enorme avanço na história boliviana, mas isso não significa que seja imune a críticas. Rotular a oposição de “esquerda hiper-radicalizada” e com pouco representatividade é um equívoco. Certamente, a Central Operária Boliviana (COB) não está entre as organizações de pouca representatividade. E mesmo que fosse uma esquerda de pouca representatividade, isso não lhe tira o direito da crítica, de oposição. Poder-se-ia lembrar aqui que o próprio Evo já foi um dia considerado de um tipo de esquerda “hiper-radicalizada”, como qualifica Boron.

 

Há ainda outro mal-estar na análise de Boron sobre o triunfalista texto que relata o encontro organizado pelo governo. Boron dá a entender que endossa o “rasga-acordo” que Evo fez recentemente com os indígenas – que se mobilizaram contra a estrada que iria cortar o parque Tipnis – ao reproduzir as palavras de Evo no Encontro: (...) “antes havia grupos e organizações que se mobilizavam para que os governos fizessem obras; agora há minorias muito barulhentas que se mobilizam para que o governo não as faça. Mas devemos fazê-las, respeitando a Mãe Terra: do contrário como poderemos viver sem indústrias, sem petróleo, sem gás, sem os minérios?”.

 

Boron exalta ainda que “diferentemente da maioria das intervenções de outros presidentes ou chefes de Estado em qualquer parte do mundo, Evo começou a fala destacando o que ele mesmo qualificou como erros cometidos pelo seu governo”. Isso não é verdade, é apenas uma retórica de discurso que a direita também usa. O que pode fazer a diferença nesse caso e, em favor de Evo, é o fato de que ele tenha sido sincero, apenas isso.

 

Por último, diz Boron: “Evo enfrenta o desafio de aprofundar a democracia, facilitando o diálogo horizontal entre governantes e governados, e fazendo verdade a consigna zapatista de ‘mandar obedecendo’”. Tomara que Evo caminhe mesmo por aí e não tenha tentações de isolar e desqualificar a esquerda que lhe critica. Ela pode lhe fazer falta mais à frente nos embates contra quem de fato tem que ser combatido.

 

Leia mais:

Brasil, via BNDES e Itamaraty, reforça caráter regressivo da integração latino-americana

 

Bolívia: um debate democrático e plural

 

Cesar Sanson é pesquisador do Cepat.

Retirado de Diário Liberdade.

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Última atualização em Quarta, 21 de Dezembro de 2011
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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