Belo Monte: a batalha dos vídeos

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Finalmente, o debate sobre os problemas da construção da hidrelétrica de Belo Monte ganhou a visibilidade que merece no Brasil. Isso, em grande medida, graças a um vídeo organizado pelo ator Sérgio Marone com a participação de vários atores e atrizes da Rede Globo. O vídeo, “É a Gota D'Agua + 10” veiculado no Youtube, foi amplamente divulgado pelas redes sociais, resultando rapidamente na coleção de um milhão de assinaturas enviadas à presidente Dilma Rousseff na forma de uma petição pedindo “a interrupção imediata das obras de Belo Monte e a abertura de um amplo debate que convoque os brasileiros a refletir e a opinar sobre qual o modelo de progresso que estamos dispostos a perseguir, ciente das conseqüências de suas escolhas”. Porém, se por um lado o vídeo dos atores globais foi extremamente eficiente na divulgação da questão e na coleta de assinaturas contra a barragem, por outro lado desencadeou uma série de reações violentas, na forma de vídeos-resposta produzidos por defensores de Belo Monte (“Tempestade em copo d’’água”, proveniente da faculdade de Engenharia Civil da Unicamp e “Verifique os fatos”, da UnB).

 

 

O vídeo “É a gota d’água +10” foi inspirado em “Don’t Vote”, produzido em 2008 pelo ator Leonardo Di Caprio e dirigido por Steven Spielberg, em que atores hollywoodianos pediam à população que votasse na eleição em que Barack Obama se elegeu presidente dos EUA. Apesar do seu mérito em dar visibilidade à luta contra Belo Monte, a versão brasileira do vídeo de celebridades engajadas tem algumas falhas. Falhas que não invalidam o seu argumento central, contra a barragem, que é correto, mas que serviram de poderosa munição para a resposta barrageira. A que mais chama a atenção, na voz da atriz Ingrid Guimarães, é a observação de que “Abaixo da barragem, o rio banha o Parque Nacional do Xingu”.

 

Na verdade, o parque indígena está distante cerca de 1000 km rio-acima, já no estado do Mato Grosso. O que não significa que não esteja seriamente ameaçado pela construção da barragem, que traz conseqüências para toda a bacia deste que é o último grande rio em bom estado de conservação da Amazônia. Ameaçado, principalmente, devido aos seus impactos indiretos, como a atração de um imenso contingente populacional para a região, que já está causando um pronunciado aumento nos desmatamentos em toda a bacia do Xingu.

 

E, abaixo da barragem, está a menos famosa que o Parque, mas não menos gloriosa, Volta Grande do Xingu. Uma centena de quilômetros de cachoeiras, corredeiras, ilhas e praias de areia branca, que seria devastada com a construção da barragem que desviaria permanentemente quase todo o fluxo do rio, deixando-o praticamente seco.

 

Se, por um lado, o único equívoco de fato do filme dos artistas foi falado por Ingrid Guimarães, por outro, é ela mesma que diz o mais importante: “A gente pode parar essa obra!”. O BNDES, por exemplo, até agora não aprovou oficialmente o financiamento. Por que essa coisa “tão maravilhosa” continua tendo problemas?

 

Outra falha do vídeo dos atores globais foi botar ênfase demais no custo de 30 bilhões de reais da obra, e no alagamento de 640 km2 de floresta. Trinta bilhões de reais, que de fato viriam em sua grande maioria dos impostos que pagamos, é muito dinheiro e 640 km2 também é muita floresta. Mas, como argumentam os que defendem as obras, esta soma não é tanto dinheiro assim, junto do que o Brasil fatura todos os anos com exportação agropecuária e a mineração.

 

E os 640 km2 de floresta que seriam alagados também não é tanta floresta assim, se pensarmos que é mais ou menos o que perdemos continuamente a cada dois meses com os desmatamentos na Amazônia. O grande problema é que, com a construção de Belo Monte e das outras dezenas de hidrelétricas planejadas para as próximas décadas, teríamos a destruição de metade da floresta amazônica devido às profundas transformações causadas pela imigração de centenas de milhares de pessoas para o centro de áreas remotas de floresta. Além da perda de biodiversidade, que seria uma tragédia imensa para toda a humanidade, essa devastação já está causando profundas mudanças climáticas no nosso país. Isso sim nos trará um prejuízo em dinheiro enorme.

 

A revista Veja, que consegue sempre se superar em seu baixo nível, publicou na edição de 7 de dezembro uma reportagem odiosa sobre o assunto: “Nocauteados pela lógica”, de André Eler e Laura Diniz, em que os atores globais que fizeram o vídeo-protesto contra Belo Monte são chamados de “celebridades-desmioladas-que-abraçam-qualquer-causa-politicamente-correta”.

 

Dentre uma série de informações distorcidas para defender, a todo custo, a construção da barragem, há um quadro explicativo com citações do vídeo dos artistas e comentários dos vídeos dos estudantes favoráveis à barragem, em que eles supostamente “nocauteariam” os atores no que seria, segundo eles, “o primeiro debate sério da internet brasileira”. O curioso é que, com a exceção do equívoco de Ingrid Guimarães sobre a posição do Parque do Xingu em relação à barragem, não há o que se recriminar nas falas dos artistas.

 

O primeiro suposto nocaute seria em Marcos Palmeira. O ator diz “Se não fizer a hidrelétrica de Belo Monte, não vai ter energia. Se não tiver energia, como é que eu vou ver televisão pra assistir minha novela?”. Um estudante da UnB responde “Após passarmos por ameaça de apagão, reduzir a questão da demanda de energia no Brasil para assistir novela parece até piada”. Só que era realmente piada. Nesse ponto do vídeo, Marcos Palmeira e os outros atores, para introduzir o assunto e chamar a atenção, claramente imitam o consumidor de energia elétrica desinformado e preocupado com o simples funcionamento da sua televisão. Assim como os atores do vídeo americano diziam don’t vote, who cares? (não vote, quem se importa) antes de dizer vote. “Gente, não dá para ficar sem luz. Eu sou a pessoa mais conectada. Sem luz, sem celular, sem iPad, sem iPhone, sem iTudo?”, também falou Guilhermina Guinle nessa linha. E uma vez que Marcos Palmeira trabalha fazendo novelas, a piada se justifica totalmente e a observação do estudante, ao invés de ser um “nocaute”, foi apenas uma grosseria de quem não entendeu, ou fingiu não entender o vídeo dos artistas.

 

A atriz Elisângela falou: “Durante oito meses do ano, aquela região praticamente seca”. E teria sido nocauteada pela observação “Dizer que praticamente seca é um pouquinho exagerado, não acham?”, feita com o rio Xingu ao fundo, que em seu leito é mundo de água, mesmo na época da seca (ainda que a água estivesse praticamente parada). Só que a atriz, em sua pertinente observação, não disse que “o rio” praticamente seca. É claro que o rio permanece com água! O Xingu praticamente pára de correr e não tem condições de mover uma turbina sequer em boa parte do período seco. A região de fato praticamente seca. Estamos na metade de dezembro e, enquanto chove no país quase todo, a seca que começou em maio continua forte por aqui. Isso é uma novidade dos últimos anos nessa região da Amazônia, devido à progressão dos desmatamentos. Os imigrantes que chegaram por aqui na década de 1970 com a abertura da Transamazônica vivem comentando essa drástica redução nas chuvas da região em relação ao que se via naquele tempo. O que traz graves ameaças à conservação da floresta e ao próprio potencial hidrelétrico de Belo Monte. Fato que já foi devidamente estudado através de projeções climáticas que já antevêem uma profunda redução do fluxo do Xingu devido às mudanças climáticas globais. Por que a Veja não trata deste assunto seriamente?

 

A atriz Claudia Ohana perguntou: “Quem se importa se os índios não vão ter onde morar?”. O suposto nocaute vem de um estudante da UnB que diz: “Eu me importo. Foi por isso que pesquisei e descobri que nenhuma das dez terras indígenas da região será alagada”. Se o garoto tivesse pesquisado direito veria que não há aldeias alagadas, mas, com o desvio da maior parte do fluxo do rio Xingu em trecho de 100 km, várias aldeias terão um rio morto a sua frente, sem peixes e cheio de lagos de pedra abandonados que se transformariam em criadouros de mosquitos, causando a proliferação de doenças. Isso, o desvio do fluxo natural do rio, pode ser até pior do que seria o alagamento de suas terras. Dizem que o leito do Xingu também tem muito ouro. Então se formarão garimpos sobre o leito seco do rio, que sempre trazem uma série de problemas sociais desastrosos para qualquer povo indígena que conviva com a proximidade dos garimpeiros. A imensa imigração também vai aumentar em muito a tensão entre índios e colonos em toda a região do Xingu, multiplicando as invasões às suas terras. Então, a observação de Claudia Ohana é pertinente.

 

Maitê Proença pergunta: “De onde tiraram essa idéia de que hidrelétrica é energia limpa?”. Como resposta vem a observação de um aluno da Unicamp que diz: “Energia hidrelétrica é energia  limpa. Vamos ver a usina como uma fábrica. Ela usa água como matéria-prima. Mas e como resíduo? Água. Sai tão limpa quanto entrou. A diferença é que ela entra em um lugar alto, usa sua energia para movimentar as turbinas e sai em um lugar baixo. Sai a mesmíssima água, do jeito que entrou”. O estudante está enganado. Além da água, os lagos das hidrelétricas também produzem grande quantidade de metano, que é um gás, proveniente da degradação de matéria orgânica em condições anaeróbicas, extremamente potente sob o ponto de vista do efeito estufa. Graças a ele as hidrelétricas na Amazônia muitas vezes contribuem mais para aquecimento global do que termelétricas de potência equivalente. Além disso, os desmatamentos, direta ou indiretamente causados pela construção das barragens, acabam por torná-las um desastre completo sob o ponto de vista da poluição ambiental. “Seria energia limpa se fosse no deserto, mas na floresta...?”, perguntou muito bem Letícia Sabatella.

 

Outra crítica ao vídeo dos atores globais, mais velada, seria quanto a uma suposta “prostituição” do grupo. Explico: no filme original “Don’t Vote”, dos Estados Unidos, depois de muita insistência para que o internauta encaminhe para cinco amigos a mensagem sobre a importância de se comparecer às urnas nas eleições presidenciais, a comediante de stand up, atriz e escritora Sarah Silverman, em um dado momento, parece estar realmente cansada da espera para que o internauta tome uma atitude. Então, aparentemente por uma questão de conforto, tira o sutiã por baixo da camisa comprida.

 

Na versão brasileira, que infeliz e diferentemente daquela não contou com a direção de Steven Spielberg, Maitê Proença é bem mais sedutora. Como que pedindo a clicada em troca da sua nudez. Abriu-se assim espaço para a maior tirada do vídeo da Unicamp, que foi colocar uma aluna fazendo que tiraria a camiseta, mas cortando com um “não”, como quem diz “não sou deste tipo, sou superior”. Só que a realidade é justamente o contrário. Parte deste grupo de atores, especialmente os veteranos, tem um longo histórico de preocupação com o problema da destruição da Amazônia e eles sabem sim do que estão falando. Não são apenas os atores globais, tem gente em todas as profissões preocupada com o que se passa atualmente na Amazônia, mas há uma “cortina-de-fumaça” sobre o debate de Belo Monte. Esta obra desastrosa está “blindada”, para usar um termo da moda. O diferencial deste grupo dos atores envolvidos com o projeto Gota D’água é que eles têm, principalmente agora com a independência da Internet, como furar esse bloqueio.

 

Aqueles alunos das faculdades de Engenharia Civil e Economia da Unicamp, por outro lado, estavam apenas lendo cegamente um texto do Prof. Sebastião Amorin, engenheiro eletrônico formado no ITA, que não deve conhecer nada da região e diz que a “conversão hidrelétrica não é limpa , é limpíssima...”. Alienados são os estudantes que compraram essa bobagem cegamente. Segundo o vídeo dos estudantes paraenses (“Resistência contra Belo Monte - Vídeo dos estudantes amazônidas”), são “uns estudantes bundões, que são a favor de Belo Monte, que querem meter o bedelho, mas com um texto encomendado, é claro”.

 

Uma excelente tréplica é o vídeo “O belo monstro e o belo castelo (uma resposta a "Tempestade em copo d'àgua?")”, de Gabriel Barcelos. Este mostra como Belo Monte é um projeto da ditadura, revela a coalizão de Dilma Rousseff com a turma do Sarney e traz um trecho de uma entrevista do professor do Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica, também da Unicamp (mas historicamente contra os desastrosos projetos das hidrelétricas do Xingu), Oswaldo Sevá, explicando como Belo Monte atende a principalmente a interesses internacionais, não dos brasileiros (a íntegra da entrevista do professor para o programa Ação Nacional da TV Século XXI segue nos links 1, 2, 3 e 4).

 

Tudo isso está sendo feito com o dinheiro público, sem que a sociedade tenha a chance de debater o assunto clara e informadamente e com a possibilidade real de rejeitar o projeto. Essencialmente, é isso o que os atores tentaram dizer com o seu vídeo. Excelente! Parabéns para eles. Claro que teria sido melhor se eles tivessem consultado os pesquisadores que há vários anos estudam os previsíveis impactos desastrosos de Belo Monte. Mas o importante é que deram o primeiro passo. E sempre se pode fazer um novo vídeo melhor.

 

 

Rodolfo Salm, PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, é professor da UFPA (Universidade Federal do Pará) em Altamira, e faz parte do Painel de Especialistas para a Avaliação Independente dos Estudos de Impacto Ambiental de Belo Monte.

Comentários   

0 #16 RE: Belo Monte: a batalha dos vídeosFlana 26-03-2012 00:21
As pessoas que se preocupam com o meio ambiente sao chamadas de "ambientalistas" como se este termo fosse algo ruim. Pensar em questões ambientais e' fundamental para se buscar um desenvolvimento mais inteligente. Ser "ambientalista" ou simplesmente ter consciencia dos impactos ambientais, muitos irreversíveis, de obras e' muito bom!

Ruim e' pensar em desenvolvimento a qualquer custo ou que o desenvolvimento que o governo brasileiro apoia atualmente e' bom. O modelo de desenvolvimento do atual governo e' o que sempre existiu no Brasil, que beneficia a poucos em detrimento da maioria da população e em detrimento do meio ambiente. Não e' atoa que o Brasil esta entre os 5 primeiros países com maior desigualdade social. Os desenvolvimentistas que apoiam a Belo Monte a qualquer custo e não conseguem enxegar os muitos prejuizos desta obra, estes sim são 'facistas' -- querem os seu modelo de desenvolvimento a qualquer custo.

Por fim, ha realmente pessoas e grupos estrangeiros que são contra a Belo Monte. Mas ser estrangeiro não os desqualifica. Afinal, antes de tudo, ha MUITOS de brasileiros que são contra a Belo Monte. Neste sentido, antes de falar que a Belo Monte e' bom para o Brasil, e' preciso perguntar: Bom para quem?
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0 #15 Aos anti-ambientalistasItanaú 22-01-2012 04:53
Os anti-ambientalistas, não contentes com o silêncio cúmplice da grande mídia corporativa – que fingem frequentemente criticar – acham-se no direito de atacar as vozes lúcidas como a do Ruddolfo Salm nos poucos mídia independentes que ainda dão voz à perspectiva dos moradores pobres, dos índios e dos desalojadospelo plano de ataque em curso contra a Amazónia.
Insistem em que não há impactos ambientais e que os os índios vão ser defendidos.
“Uma imagem vale mais que mil palavras” – mas no caso são milhares de imagens. Vejam no You Tube “ kurt trennepohl presidente do IBAMA em "off" admite ” onde o novo diretor do Ibama que substitui o anterior, demisionário em protesto contra Belo Monte. Apanhado inadvertidamente em Off, confessa que não tem problemas nenhuns em exterminar os índios.

Depois, apresentam uns cálculos falsários, provavelmente encomendados pelas empresas construtoras ou pelo Governo, em que dizem que a energia solar tem custos impraticáveis.
Se assim é, porquê os EUA, a UE, o Japão e a própria China, que recentemente comprou a portuguesa EDP, dona de parques eólicos nos EUA e na Escócia, além de Portugal, porquê esses países estão virando para as energias alternativas ?
O Eólico, está estudado, é tão rentável como as formas tradicionais, incluindo a hidroelétrica. O solar é já rentável para aquecimento de água. Recupera em 3 a 5 anos o investimento. Pode ser colocado em diversos locais sem prejuízo para atividades agrícolas ou outras.
Há 30 anos atrás ainda se pensava que as barragens não tinham nada de negativo. Hoje, qualquer barragem num país do 1º mundo levanta um coro de protestos dos ambientalistas, e os Governos muitas vezes têm de recuar. Quase sempre os lagos artificiais afogam florestas de árvores nativas, fauna importante ou vestígios arqueológicos. Quando atingem seres humanos, então estão fora de questão.
Poderia citar aqui múltiplos casos de embargo definitivo a grandes diques pelo mundo fora –Myitsone, no rio Mekong (Sul da Ásia – afetaria milhares de pessoas), rio Franklin – Tasmânia, Austrália (região património mundial), rio Côa – Douro, Portugal (inundaria gravuras rupestres), Rio Forks . em Sacramento, EUA (proteção ambiental em zona sensível).
Infelizmente, no Brasil, parece que as vozes de burro ainda chegam aos céus. O caso do Xingú é um crime muito mais grave que os anteriores, pois não só afetará fauna e flora únicas no mundo, como incidirá sobre o rio cuja bacia albega o maior parque indígena das Américas, contendo dezenas de etnias até hoje salvaguardadas da invasão “branca”. Pior ainda, o valor simbólico desta destruição, é uma pedra de toque para os planos predatórios que estão na mira dos políticos corruptos e das grandes empresas, que preferem o lucro fácil da exploração primária ao invés das novas tecnologias e forte identidade cultural como marca própria.
É urgente suspender esta obra, e nesse sentido todos os esforços devem ser feitos nas instâncias nacionais e internacionais.
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0 #14 ReflitamUirapuru 27-12-2011 12:45
O fato é que quem é contra não apesenta uma solução melhor. Está claro que existe um problema eminente de falta de energia (já tivemos até racionamento). Qualquer solução tem impactos sociais e ambientais e ninguém foi capaz de mostrar uma solução viável com menos impactos que a de Belo Monte.

Os vídeos contrários escondem o que está projetado oficialmente para minimizar os impactos e isso não é honesto. Se o que está projetado será feito ou não é outra discussão, e pode ocorrer com qualquer outra solução.

Vejam aqui o que está esclarecido nos sites oficiais e que não foi questionado nos vídeos e sim escondido ou distorcido.

Informações oficiais, inclusive o Edital (primeiro link da ANEEL):

• Ministério de Minas e Energia (MME): http://www.mme.gov.br/mme/galerias/arquivos/belomonte/BELO_MONTE_-_Fatos_e_Dados.pdf

• Empresa de Pesquisa Energética (EPE):
http://www.epe.gov.br/leiloes/Documents/Leil%C3%A3o%20Belo%20Monte/Belo%20Monte%20-%20Perguntas%20Frequentes%20-%20POR.pdf

• ANEEL:
http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/editais_geracao/documentos_editais.cfm?IdProgramaEdital=82
http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/hotsite_beloMonte/index.cfm?p=7

• Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA):
http://www.ibama.gov.br/phocadownload/ibama/uhe-belo_monte_perguntas_respostas.pdf

• FUNAI:
http://www.funai.gov.br/home/BeloMonte/belomonte.html
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0 #13 Guerra da Vacinarenato 22-12-2011 09:52
Graças a Deus, o professor Rodolfo nasceu na nossa época. Fosse a do começo do seculo passado, seria ele comandante da Revolta da Vacina ( ocorrida no Rio ) defendendo a inutilidade da dita cuja e o sagrado direito dos ignorantes arguirem "o direito de seus corpos nao serem 'invadidos' por essas medicinas idiotas chamadas de vacina.....e estariamos convivendo com surtos de malaria mais agudos que os de hoje! Professor sai da tua catedra e nao seja parte da nova-santa-inquisiçao : a terra é sim redonda!!!
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0 #12 Ecofacismo...João Nélson 14-12-2011 11:06
A posição do leitor Alexandre é sensata. 'Belo Monte é irreversível. Para o bem do Brasil, da nossa soberania, de todos os brasileiros ... baseado no aproveitamento dos rios'. Trata-se de um investimento para o bem dos habitantes da região que vivem vidas miseráveis às margens do rio. Enquanto um grupo barulhento se azucrina em sua obstinada oposição ã usina, os moradores da região sonham com o futuro que, com certeza, será melhor com Belo Monte!

Ora, estamos falando aqui de política, de uma posição sensata tomada a despeito do ecofacismo imposto no exterior contra os países menos desenvolvidos para que fiquem eternamente servis. Belo Monte é energia limpa, sim. A crítica do autor do artigo sobre o gás metano não cabe pois, mais recentemente, na construção de usinas hidroelétricas, as áreas a serem alagadas têm sido limpas de árvores e vegetação rasteira para evitar esse e outros problemas. Aliás, a maior parte da área a ser alagada com a represa de Belo Monte já está desmatada há anos – veja o Mapa da Google!

Àqueles que se opõem à construçao da Usina de Belo Monte, sugiro que se mudem pra lá e vivam a tal existência sustentável que defendem para os outros enquanto usufruem de todos os confortos da vida moderna nas cidades eletrificadas.

O leitor Oswaldo transformou completamente o que o leitor Alexandre disse, enquanto outros leitores encheram o espaço com tecnicidades... Assusta essa oposição nervosa, agressiva contra a construção da Usina de Belo Monte... Quem está por trás disso? O Correio me surpreende com a publicação desse artigo em defesa dos atores da Globo. Trata-se de uma oposição politicamente ingênua e perigosa, e a direita tem tudo a ganhar com isso... Apenas indivíduos politicamente cegos e aqueles bem pagos pela oposição estrangeira e nacional não enxergam isso...

CUIDADO com posições pseudo-esquerdistas como a do autor deste artigo.

Somos anônimos. Somos uma legião. Esperem por nós.
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0 #11 Belo MonteHélio Jost 14-12-2011 09:25
- É impressionante como os defensores de Belo Monte só veem o aspecto econômico e os custos de outras alternativas. É tipicamente ECONOMÊS. Não pensam no meio-ambiente (que não tem preço) e quais os reais interesses da usina que não é o povo amazônico. Não basta falar em sustentabilidade, é preciso praticá-la. Que se comecem já as usinas eólicas em projetos de longo prazo.
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0 #10 RE: Belo Monte: a batalha dos vídeosAlexandre 14-12-2011 08:50
Caro professor Oswaldo (sevá?), a tarifa é definida quando da realização dos leilões. Desde 2002 não existe mais tarifas subsidiadas pelo governo para atender a grandes consumidores industriais, mentira que o senhor vem repetindo como se ainda fosse verdade. Toda a energia é negociada nos ambientes livre e regulado e circula por todo o País, a partir de despachos autorizados pelo ONS por meio do Sistema Interligado Nacional. Só Amazonas e Amapá ainda não estão interligados, mas serão até o final de 2012. Roraima, inteligado à Venezuela, será o próximo. Faz o seguinte: aproveite mais 35 anos de faculdade paga pelos contribuintes brasileiros para estudar primeiro o português e depois o modelo atual do setor elétrico brasileiro. Aí então para de falar bobagens. E vai ter que que me aturar aqui no Correio da CIDADANIA.
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0 #9 Absurdo!Letícia 13-12-2011 20:12
Absurdo algumas pessoas comentarem que "que continua tendo água para suprir a demanda" Vocês realmente não tem a MENOR FORMAÇÃO ACADEMICA PARA DISCUTIR ESTE ASSUNTO! Quando as pessoas vão entender que a Belo Monte NÃO É, NEM NUNCA FOI UMA QUESTÃO ENERGÉTICA, FINANCEIRA OU MESMO ECOLÓGICA? Isso trata-se de POLÍTICA, novamente meus queridos! E enquanto voces calculam quanto a Belo Monte economiza em reais, nós BIÓLOGOS calculamos quantas vidas ela vai destruir! NÃO PRECISA SER BIÓLOGO PARA SABER QUE EXTINÇÃO É PARA SEMPRE NÉ? Diferente do capital e da energia "limpa" que vocÊS insistem.. mas é isso, discutam com um PhD em Ciências AMbientais! Faz todo o sentido ¬¬" Belo Monte de lixo!
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0 #8 texto bem fundamentadoGustavo 13-12-2011 12:57
É importante ressaltar que existem interesses contrários a Belo Monte que não tem por origem a questão ambiental. Eles apenas utilizam da proteção a natureza como pretexto para impedir o desenvolvimento brasileiro. Agora, pela floresta amazônica, acho q essa contrução deve ser evitada, assim como as demais usinas que estão em projeto.
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0 #7 RE: Belo Monte: a batalha dos vídeosAlexandre 13-12-2011 08:39
Um levantamento feito pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ) aponta que erguer parques eólicos com potência equivalente à hidrelétrica de Belo Monte (11.233MW), que está sendo construída no rio Xingu, Pará, custaria entre R$47,8 bilhões e R$83,6 bilhões. Ainda de acordo com o estudo, a alternativa de uso de energia solar exigiria investimentos de algo entre R$355 bilhões e R$507 bilhões. A megausina do Xingu está orçada em R$25 bilhões. Para os especialistas do Gesel, utilizar essas fontes renováveis ao invés de construir a megausina implicaria em “perda de competitividade da economia brasileira, em função do diferencial de custos dessas fontes em relação à hidroeletricidade” e em “problemas de garantia e segurança do suprimento em função da sazonalidade e intermitência” dessas formas de geração. O estudo aponta “menor densidade energética” e “imaturidade tecnológica” dessas fontes. Assim, para substituir Belo Monte à altura, “seria obrigatória” a construção de termelétricas. Nesse sentido, o grupo compara os custos de mitigação de impactos sócio ambientais. Em Belo Monte, serão R$3,3 bilhões destinados a esse fim. No caso de térmicas a gás natural – as menos poluentes – a estimativa é de que o impacto ambiental custaria R$24,1 bilhões, quase oito vezes mais. “Foi possível constatar que políticas de eficiência energética e investimentos em fontes alternativas de energia são incapazes de atender por si só o crescimento da demanda por energia elétrica”, conclui o Gesel. O estudo é assinado pelo coordenador do grupo, Nivalde José de Castro, e os pesquisadores André Luís da Silva Leite e Guilherme Dantas. Números Para chegar às conclusões apresentadas, o Gesel mostra os números utilizados como referência. Para os parques eólicos, foi calculada uma tarifa média de R$148 por MWh e um fator de capacidade médio de 30%. Nos últimos leilões, porém, a fonte chegou a uma tarifa de R$100 por MWh e as usinas prometeram índices de eficiência acima dos 50%. Na geração solar, os especialistas utilizaram como referencial um custo de R$500 por MWh. A tarifa de Belo Monte para o consumidor regulado será de R$78 por MWh.
Leia também: Mentiras sinceras interessam (Opinião)

Murillo Aragão
Brasil Econômico
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