topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Zara, marca da escravidão. “E daí?” Imprimir E-mail
Escrito por Cida Trajano   
Sexta, 09 de Dezembro de 2011
Recomendar


 

A grife espanhola Zara virou marca da escravidão em nosso país, após suas oficinas terceirizadas serem flagradas com o uso e abuso de trabalhadores em condições desumanas, submetidos a práticas coercitivas que remontam aos tempos do chicote e da senzala.

Surpreendida por equipes de fiscalização trabalhista, a multinacional aposta na impunidade, recusando-se até mesmo a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) no dia 30 de novembro. Aliás, compareceu na reunião após ser duplamente intimada, já que havia faltado à anterior.

Conforme o TAC, a Zara deveria investir R$ 20 milhões em ações de combate ao trabalho degradante, reduzir a absurda subcontratação dentro da cadeia produtiva e se responsabilizar pelas condições de trabalho nas confecções contratadas. Mas, segundo o diretor de “responsabilidade social” do grupo controlador da Zara, Félix Poza, não há nada que a multinacional possa fazer, pois as empresas picaretas que contrata para terceirizar o arrocho e a precarização, são “autônomas” e “apenas” prestam serviço sujo para esta e para outras marcas. Maior confissão de fé na impunidade, impossível, o que estampa que a tal “responsabilidade social” é mais uma das peças de ficção publicitária no guarda roupa de imoralidades da grife.

Vale lembrar que nos termos propostos pelo Ministério Público do Trabalho ainda estava definido que a Zara estaria proibida de contratar mão de obra de operários estrangeiros em situação irregular e que teria a obrigação do cumprimento integral da legislação trabalhista brasileira. Mesmo para o óbvio, a resposta foi negativa, uma vez mais.

O fato é que as equipes de fiscalização encontraram 51 pessoas (46 bolivianos) trabalhando para a Zara em condições análogas à escravidão no mês de junho na cidade de Americana, no interior paulista. Como a situação era a mais degradante possível, vamos resumir o escárnio a uma jornada média de 14 horas por dia, na qual recebiam o equivalente a R$ 0,20 por peça de roupa produzida para a grife. Nem bem havia se passado um mês, mais 14 bolivianos – todos trabalhando para a mesma Zara - foram encontrados em condições semelhantes, no centro da capital paulista.

Não é possível deixar esta multinacional se comportando como se estivesse na casa da mãe Joana. A postura mais do que negligente, de afronta à legislação social e trabalhista do país, bem como o comportamento irresponsável e criminoso em relação ao Estado e aos trabalhadores, merece punição. Exemplar e pra já. Do contrário, continuaremos tendo senhores como Félix Poza que, após sapatearam sobre a própria Constituição, dizem: “E daí?”

O governo e a Justiça com a palavra.

 

Cida Trajano é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Vestuário.

Retirado do site da CUT

 

Recomendar
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates