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Brasil, via BNDES e Itamaraty, reforça caráter regressivo da integração latino-americana (Valéria Nader e Gabriel Brito, da Redação)

Os protestos indígenas que tiveram lugar na Bolívia nas últimas semanas, notabilizados pela marcha contra a estrada que corta o Parque Tipnis, deixaram os setores progressistas do continente latino-americano em situação desconfortável. Afinal, o presidente Morales sofre pesada resistência da direita e de setores conservadores, em função de seu esboço de um projeto de nação de enfrentamento ao imperialismo. Neste contexto, tem desempenhado um papel preponderante o Brasil, através do BNDES e também do Itamaraty. Para o sociólogo Luis Fernando Novoa Garzon, ambos têm se colocado como meras pontas de lança de empresas brasileiras no exterior.
POLÍTICA
A insurreição está viva! (Gilvan Rocha)
Mas a realidade mostra a total inviabilidade de um socialismo constitucional, calcado nas regras jurídicas do próprio capitalismo, como costuma acontecer nos exemplos atuais.
A escolha de Sofia (Wladimir Pomar)
A opção de congelar o desenvolvimento industrial, limitar sua exploração mineral e paralisar sua produção de commodities, dedicando-se exclusivamente aos serviços pós-industriais, representa impedimento à geração de riquezas na escala necessária para a inclusão social e redução da dependência.
SOCIAL
“Se acabarem com a Dandara, eu morrerei também” (Frei Gilvander Moreira)
A Constituição Federal não defende direito absoluto à propriedade, mas condiciona o direito de propriedade ao cumprimento da função social (Art. 182 e 183).
Documento da OMS reforça papel do Estado na regulação do setor privado (Rodrigo de Oliveira Andrade)
Para a OMS, não há comprometimento político com a saúde, uma vez que a execução de uma abordagem ligada aos determinantes sociais demanda alterações em setores influentes.
Microsoft/Apple: barreira ao conhecimento livre (José Carlos Moutinho)
Para evitar o avanço do software livre, o sistema procura endeusar Gate/Jobs e manter intacta a barreira MS/Mac. Por seu turno, a mídia ignora a importância do software livre, do microcomputador a preço popular nas escolas e universidades e a considerável economia para os cofres públicos por meio da adoção dos programas livres. Ao contrário da Apple, o GNU/Linux, com todos os entraves que vem sofrendo, está conseguindo tornar realidade os microcomputadores em milhões de lares.
INTERNACIONAL
Israel a um passo da guerra (Luiz Eça)
Mesmo com o programa nuclear iraniano temporariamente comprometido, mesmo com mínimas possibilidades de as potências ocidentais acertarem os ponteiros com o Irã, as possibilidades de guerra persistem. Netanyahu teria concordado com seus falcões em fixar um prazo para o Irã pedir água e renunciar ao programa. Venceria antes do inverno, quando começa um tempo pouco propício a ataques aéreos. Pode ser verdade. Do comportamento irresponsável e agressivo do primeiro-ministro israelense, é lícito se esperar tudo.
Kadafi, as contradições e o maniqueísmo (Celso Lungaretti)
Kadafi caiu porque a maioria do povo líbio ou estava contra ele, ou indiferente à sua sina. O engajamento das nações ocidentais ao lado dos rebeldes não foi o fiel da balança.
Muros que dividem (D. Demetrio Valentini)
Como conciliar a utopia cristã com a dura realidade dos muros da fronteira que ainda permanecem de pé, é um desafio que Tijuana enfrentou neste Congresso e merece outras reflexões.
Ainda os muros (D. Demétrio Valentini)
A visão do muro que separa o México dos Estados Unidos permanece gravada na retina. Tão logo não desaparecerá. É como selecionar uma imagem para servir de tela permanente do computador.
Atentado ou armação? (Luiz Eça)
Especialistas dos EUA descartam responsabilidade iraniana O MEK, um movimento terrorista iraniano contra o governo, está em campanha para sair da lista do terrorismo do Departamento de Estado dos EUA. Seu principal argumento, repetido por republicanos, é que, como inimigo do Irã, seria muito útil aos EUA.
ECONOMIA
Mantendo a Trilha (Paulo Passarinho)
Em 5/10, o FMI recomendou aos países da América Latina – frente ao recrudescimento da crise européia – o relaxamento da política monetária e o aprofundamento, ou início, de políticas de ajuste fiscal, com contenção de gastos públicos. Assim, antes que a demagogia de uns ou o oportunismo de outros tente passar a idéia – ou reforçar a versão – de uma nova política econômica em curso, ou o resgate de um desenvolvimentismo, convém lembrar que continuamos na trilha recomendada por bancos, transnacionais e o próprio FMI.
Os direitos das mulheres na Arábia Saudita (Raphael Tsavkko)
O rei Abdullah deu às mulheres um direito que estas dificilmente poderão usufruir, mas ainda assim conseguiu enganar metade do mundo (ao menos a metade que sente prazer em ser enganada).
MEIO AMBIENTE
Wall Street e os OVNIS (Roberto Malvezzi -Gogó)
Qual será o futuro humano? Não será o do bom senso. Nesses momentos impera a lógica do espólio, da vitória dos poderosos, sobre as cinzas dos derrotados. Os impasses civilizacionais se colocarão cada dia mais sem retorno.
A ORDEM NA MÍDIA
Tempos de crise radicalizam ideário conservador e neoliberal da mídia (Gabriel Brito, da Redação)
Vale repassar alguns fatos recentes e as respectivas abordagens conferidas pela mídia tradicional, cada vez mais patronal em sua orientação ideológica e cega pelo mercado em suas análises, ainda que os tempos de crise causada pelo receituário político-econômico que defenderam exaustivamente recomendassem algum arejamento e reflexão.
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