Viva o povo ianque!

 

Temos dito que a luta anticapitalista, para ter êxito, é necessário que se processe nos países centrais, localizados na Europa Ocidental, Japão, Estados Unidos e Canadá.

 

As revoluções se deram nos países periféricos, como a Rússia, a China, parte da Coréia e Cuba, e esse fato redundou na sua derrota diante da contra-revolução mundial. Esses países tornaram-se estados policiais que se prestaram a ser vitrines da propaganda anti-socialista. Não bastasse esse efeito negativo, a derrota do socialismo em escala mundial produziu o stalinismo cuja grande obra contra-revolucionária foi a de submeter o socialismo científico a um trabalho de descaracterização na medida em que construíram um conjunto de dogmas sob o carimbo do “marxismo-leninismo”.

 

O fato, repetimos, de o capitalismo ter se preservado nos países centrais explica de forma contundente a hegemonia política que esse sistema ora desfruta, apesar de que, do ponto de vista econômico e financeiro, viva momentos conturbados por sucessivas crises que castigam esses países que compõem a vanguarda desse sistema socioeconômico exaurido. 

 

Vemos hoje, com sobeja alegria, manifestações populares de descontentamento, tanto na Europa como, sobretudo, nos Estados Unidos da América. O povo norte-americano foi completamente esquecido pela velha esquerda de matriz stalinista. Não se encontram nos inflamados discursos do sr. Fidel Castro palavras de apelo à conscientização e organização do povo ianque. As massas trabalhadoras daquele país foram sempre abandonadas à sua própria sorte, prestando-se a imolarem-se como verdadeiros mártires, nas inúmeras guerras levadas a cabo pela ordem capitalista, destacando-se, dentre tantas, a longa e triturante guerra do Vietnã e, mais recentemente, as guerras do Iraque e do Afeganistão, que produziram e produzem um sem número de mortos, mutilados e outros emocionalmente desajustados.

 

Agora, o povo ianque começa a tomar consciência e levanta acampamentos de protestos, particularmente, no santuário do capitalismo, na Wall Street.

 

Gilvan Rocha é presidente do CAEP- Centro de Atividades e Estudos Políticos
Site do autor: www.gilvanrocha.blogspot.com/

 

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