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A injustiça social em Recife: a atuação da polícia Imprimir E-mail
Escrito por Silvio Profirio da Silva   
Terça, 11 de Outubro de 2011
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A injustiça cometida por parte de autoridades brasileiras não é algo recente. Pelo contrário, diversos vestígios dessa problemática são registrados historicamente. Contudo, as mais recentes ações que envolvem esse problema são intensas e, sobretudo, jamais vistas na história brasileira.

 

Na quinta, 6, uma reportagem revoltante foi exibida pelos principais jornais de Pernambuco. Tal notícia veiculava o assassinato de um jovem de 18 anos, André Batista. Os responsáveis pelo tiro, acreditem, foram policiais militares. Profissionais estes que deveriam agir justamente de forma oposta, isto é, deveriam atuar no sentido de proteger a população. Mas será que esses atos cometidos por tais profissionais são algo que surpreende a sociedade?

 

Conforme dito anteriormente, toda essa injustiça cometida por profissionais que, teoricamente, deveriam agir de acordo com a lei não é algo novo. Inclusive, há registros de um caso idêntico a esse no estado de Pernambuco e que até os dias atuais não teve punição para os profissionais responsáveis pelo assassinato.

 

Voltando ao caso de André Batista, que foi assassinado brutamente com um tiro nas costas em virtude de não parar em uma blitz da Polícia Militar (pelo fato de estar com a documentação atrasada). Ele que trafegava em uma motocicleta após receber o primeiro salário do seu primeiro emprego, teve sua vida extinta em decorrência de um tiro acidental, conforme foi classificado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa - DHPP (o nome que se contrapõe totalmente ao ocorrido).

 

Essa notícia surpreende bastante no que concerne à legislação atual, ou seja, uma portaria datada de dezembro de 2010, que proíbe o ato de atirar em caso de blitz. Tal portaria também especifica que a Polícia Militar teria o prazo de três meses para se adaptar a esse novo paradigma, o que não aconteceu. O que, também, culminou na morte de mais um inocente. Outro aspecto que surpreendeu bastante foi o fato de a Polícia Militar de Pernambuco não divulgar os nomes dos profissionais responsáveis pelo tiro acidental e, sobretudo, classificar esse assassinato como homicídio culposo (quando não há intenção de matar), pondo em liberdade o responsável por esse ato. O que de fato não aconteceria caso o responsável não pertencesse a esse âmbito profissional.

 

Mas, sem dúvida, o que mais chamou a atenção foi o depoimento da mãe da vítima. Em poucas palavras, ela definiu a atual situação que reflete a atuação da Polícia Militar no estado. Segundo as palavras proferidas pela mãe da vítima, “meu filho não era marginal, não usava drogas. Tinha arrumado o primeiro emprego. A polícia matou o meu filho. A polícia passa por aqui e pega uma pessoa, mete a mão na cara e fica por isso mesmo. Cadê o governador? Cadê o governador para dar ordem na polícia? Eu perdi o meu filho. Eu perdi o meu filho e quem matou foi a polícia. Eu sou mulher de polícia. Mas boto minha cabeça no travesseiro tranqüila, pois meu marido sabe trabalhar!!!”. Essas palavras refletem, também, a dor e o desespero de uma mãe em face da perda de um filho em condições extremamente injustas. Tal dor que jamais será apagada enquanto essa mãe tiver vida.

 

Enquanto isso, nós temos de presenciar toda a situação passivamente e certos de que o crime será mais um entre os milhares no Brasil que não recebem punição. Não se afirma, neste texto, que não foi acidente, mas, que deve haver punição, independentemente do cargo do responsável pelo ato que ceifou a vida de um inocente.

 

Silvio Profirio da Silva é aluno do Curso de Letras da UFRPE.

E-mail: silvio_profirio(0)yahoo.com.br

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