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Kátia Abreu e Dillma: agora só faltam vocês (porque eu tô fora!) Imprimir E-mail
Escrito por Raymundo Araujo Filho   
Quarta, 21 de Setembro de 2011
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(O que relato aqui, se acontecesse 30 dias mais à frente e não hoje, poderia entrar para a História como o 18 do Brumário à Brasileira, A Farsa).

 

Hoje, dia 18 de Setembro (Fructidor, no calendário da Revolução Francesa) de 2011 oficializou-se através do jornal O Globo, e sem desmentido da própria (muito pelo contrário), nem do Governo Federal e nem do PT (muitíssimo ao contrário), a adesão da inebriante senadora latifundiária Kátia (cachaça na gíria dos bebuns) Abreu ao (des)governo Dillma Rousseff (a Dama de Ferro recém humanizada pelo Fantástico).

 

Com direito a declarações de respeito e concordância sob vários pontos com a agenda do governo (como o salário mínimo de míseros R$545,00) e o pequeno comentário “prefiro perder os anéis do que os dedos”, relativo à votação do Código Florestal, proposta que após inúmeras concessões inadmissíveis vai para votação. E pelo visto sobrarão anéis de muitas cores pelos tapetes, salvando-se dedos de muitos lados. Dedos amputados mesmo, só os dos agricultores familiares, ecológicos e dos sem terra (exceto de suas direções pelegas).

 

O relato tem seu lado frívolo quando a senadora petista, digo, ruralista, digo PSDista, diz que “não houve química com Lula”. Mas, recupera o tom afetivo, como se ela fosse uma destas mulheres comuns e cheias de amor pra dar (e receber), imagem construída por declarações e encontros com Dillma e até com a ministra Ideli Salvar-se. Esta, surpresa com as declarações de apoio da presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e da bancada de latifundiários do Congresso, ouviu de Dona Kátia: “Meus tempos de líder estudantil estão superados” (é pior ser cego do ler isto!).

 

Assim, Dona Kátia Abreu veio construindo a sua adesão ao governo Dillma, através de encontros e declarações nas principais Feiras Agropecuárias do país (EXPOINTER-RS e AGRISHOW – Ribeirão Preto do Palloci). Em seguida, como uma senha, o Fantástico humaniza a presidente-que-tinha-fama-de-Cyborg e... Fez-se a luz (este negócio de fumaça da paz não ia pegar bem, em se tratando das duas caretonas).

 

“Não sou vira-casaca. Sei que é difícil entender a minha posição. Mas o tempo vai esclarecer tudo...”, disse a senadora-latifundiária Kátia Abreu, e avisou que não quer cargos, “pois tenho minhas convicções”.

 

Penso que qualquer nerd cibernético poderia concluir o que passo a formular, mas sei que a ex-esquerda corporation S.A., muito aquém desta categoria nerdiana, finge não ser capaz de perceber a trapaça:

 

1)    Sobre a primeira declaração, jogando para o tempo futuro o esclarecimento da sua posição, só posso crer que algo foi lhe dito e acertado com e pela presidente Dillma, que a sossegou, acalmou e a fez confiar que não será (a classe ruralista que representa) prejudicada. Como dizia um personagem mascarado de folhetim televisivo mais ou menos recente, “Quem Ama CONFIA”...

 

2)    Se a senadora Kátia mantém suas convicções, como afirma, a ponto de sequer querer cargos no governo que passou a apoiar, é porque tem a certeza MESMO que ganhará algo em breve, junto com a sua classe de assassinos de ativistas rurais em luta pela Reforma Agrária. Espero, sinceramente, que este presente esperado por ela não seja mais gente assassinada no campo e mais impunidade dos mandantes e executores, sob o esquálido olhar da esquálida secretária de direitos humanos do Ministério da Justiça, Maria do Rosário - aliás, procura-se viva ou morta!

 

3)    Esta gente RURALISTA nunca deu laço sem nó, assegurando a mim que não erro em afirmar que o que vem por aí não cheira bem. Coloco no fogo minha certidão de nascimento e diploma de veterinário, caso esteja errado.

 

Desta forma, restam algumas perguntas:

 

1)    O que farão os dirigentes das Federações de Agricultura dos Estados, do SENAR e tantos outros dirigentes do agronegócio que até hoje imprecam contra Dillma o mesmo que imprecaram com Lulla-lá, onde palavras de baixo calão eram doces elogios frente ao conteúdo do que propunham? Eles ficarão órfãos da Mãe Kátia ou aprovarão a mais nova união de duas mulheres? Refiro-me a união política, que fique bem claro, embora me pareça uma promiscuidade de tal monta que os bordéis brasileiros ficam parecendo reuniões das participantes da antiga Marcha pela Família com Deus pela Liberdade.

 

2)    Será que Dona Kátia da CNA irá pedir desculpas pela forma com que se referiu a sua nova “partner”, a presidente Dillma, em recente reunião em um estado do Centro-Oeste do país? Ou ficará por isso mesmo, como se ninguém fosse referir-se a isso?

 

3)    O que terá mudado de lá prá cá, que tanto animou a senadora latifundiária e a levou a emprestar o seu apoio a este governo de natureza e ações antipopulares tão transparentes? Será que foi algum compromisso de Dillma com alguma política popular, ou com a reforma agrária e a contenção do uso de venenos e fertilizantes e a limitação da propriedade de terras por indivíduo, família ou empresa?

 

Transcrevo aqui o que diz o jornal emblema do que a Ex-Esquerda Corporation chama de detratores da Dillma, sob a sigla PIG, da qual o jornal O Globo é considerado um expoente: “A afinidade entre a senadora ruralista e a presidente Dillma leva a interpretações que não só a senadora mudou. Mas também que a política ambiental do governo teria mudado e ficado, sob alguns aspectos, mais próximas dos grandes agricultores”. Quem há de negar? Eu não nego e afirmo que O Globo escreve isso com ar de vitória, mas dialeticamente preparando o terreno para a tentativa de retorno do Lulla, com discurso mais à esquerda, mas com prática de direita, como sempre, e ainda garantindo o “status quo” da corrupção, tal como Dillma se prepara para fazer, “pois este negócio de faxina, a gente faz de 6 às 8h da manhã”...

 

Termino este artigo lembrando a todos da frase dita por esta neocônjuge política do governo petista e que tais, sobre a questão dos alimentos produzidos pelo agronegócio brasileiro, cliente mundialmente majoritário das fábricas de fertilizantes químicos e venenos altamente cancerígenos, além das ações predatórias ao ambiente e às pessoas: “o povo quer alimentos baratos e estes quem produz somos nós” (referindo-se aos empresários do agronegócio). Esta frase nada mais é do que a realização de mote musical popular nordestino: “não me importa que a mula manque, o que eu quero é rosetar” (envenenar no caso da senadora latifundiária). Nossos alimentos são caros, baratos são os grãos para exportação...

 

Fico no aguardo, como não poderia deixar de ser, dos posicionamentos da Ex-Esquerda Corporation S.A. sobre tão palpitante assunto, mas que derruba a tese mentirosa que tentam nos impingir, afirmando que existe uma “disputa de projetos” no seio (agora “reforçado”) deste governo entreguista e antipopular, qual seja, o de Lulla-Dillma-Kátia Abreu-Sarney e Cia bela.

 

E fico no aguardo de alguma declaração do Stédile, assim que acabar de contar a gorjeta de R$400 milhões que recebeu, em nome do MST, como resultado do tal Dia Nacional de Lutas, DESDE QUE os assentados em dívida paguem à vista 10% de suas dívidas com o PRONAF e re-escalonem os outros 90%, pois dinheiro novo só para os ricos, como sabemos.

 

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e acaba de chegar de um Assentamento da Reforma Agrária, no Centro-Oeste, que leva a bandeira do MST (mas que está abandonado pela sua direção – ainda bem, penso eu), onde as famílias acabam de receber um crédito de R$2400,00... A serem recebidos em três parcelas de R$800,00 cada, anualmente, nos próximos três anos. Até 2014, minha gente!

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Última atualização em Sexta, 23 de Setembro de 2011
 

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