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Taxa de Juros: ‘pátria financeira’ e mídia tratam público como ‘tolo’ (Guilherme C. Delgado)
A despesa economizada entra na categoria da despesa financeira, portanto, não sujeita aos limites da “austera” Lei de Responsabilidade Fiscal. O leitor municiado de mais informações sobre economia monetária e financeira certamente lerá editoriais e outros “papers” de especialistas, com outras lentes, não se deixando ludibriar pelos arautos da pátria financeira. Finalmente uma pergunta, até quando a grande mídia nos tratará como tolos nessas questões de interesse público geral, como o sejam a política monetária, o sistema de previdência social, o sistema tributário etc.?
EDITORIAL
Histeria coletiva
Fechar os olhos à realidade para ver só a desumanidade do ataque às torres é de uma hipocrisia revoltante. Os estadunidenses devem perguntar a chilenos, cubanos, palestinos, paquistaneses o que seus exércitos fizeram nesses países e oferecer desculpas e compensações que permitam atenuar a ira que provocaram. Que as celebrações de respeito aos mortos sirvam não para exaltar o nacionalismo maléfico, mas para perceber suas atuais práticas e mudar de conduta.
POLÍTICA
O empresariado brasileiro e a ética na política (Leo Lince)
O sistema FIRJAN, em consonância com os valores imateriais que sustentam seu manifesto, poderia atacar essa dimensão do problema. Montar, seguindo o belo exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil, o seu próprio Observatório da Corrupção. Com os holofotes voltados para observar eventuais “malfeitorias” em sua própria base. Seria, sem sombra de dúvidas, uma contribuição inestimável ao esforço da cidadania para construir um novo padrão de política.
No Fantástico, Dilma reforça política como show da vida (Francisco Bicudo)
Diante dos olhares desejosos de distração da opinião pública, em horário nobre, a política aparece banalizada, surge como frivolidade. Esse movimento, (o que é mais preocupante e acachapante), parece tendência dominante do governo.
Aprendiz de feiticeiro? (Wladimir Pomar)
O discurso do presidente Obama no Congresso, apresentando seu plano de geração de empregos para tirar o país da crise, parecia cópia modificada da política adotada pelos chineses. Se fez isso conscientemente, Obama pode estar tentando uma reforma que só terá sucesso com uma reestruturação do capitalismo norte-americano.
Minas do ouro (Frei Betto)
Em Minas do Ouro procurei demitizar personagens históricos, situá-los com os pés no chão e não nos pedestais dos heróis da pátria, e realçar a inusitada trajetória da família Arienim em busca de um tesouro que produziria a alquimia de suas vidas.
INTERNACIONAL
Estados Unidos: qual democracia no Oriente Médio? (Virgilio Arraes)
Com a vitória de Reagan, a atenção a direitos humanos seria substituída por outra, a democracia. Isso desaguaria na aceitação de alterações meramente compensatórias, nunca estruturais. A troca de prioridade dos EUA viabilizou a várias ditaduras prolongar a sobrevivência, ao desenvolver a fórmula da transição sempre negociada. Das últimas movimentações no norte da África e Oriente Médio, espera-se que avancem bem mais na pavimentação dos direitos fundamentais.
Documentos revelam que Kadafi, CIA e MI-6 eram “sócios do horror” (Atilio A. Boron)
Dias atrás, o correspondente do jornal londrino The Independent estabelecido em Trípoli trouxe à luz uma série de documentos que havia encontrado em um escritório governamental. Essa matéria traz uma luz de cegar os olhos para quem crê que, para se opor e condenar o criminoso ataque aéreo da OTAN sobre a Líbia, é necessário enaltecer a figura de Kadafi e ocultar seus crimes.
Torres gêmeas: muito mais do que 3.000 (Luiz Eça)
vítimas Joseph Stiglitz nota que de US$ 600 a 900 bilhões terão de ser gastos no futuro por incapacidades físicas e assistência médica - além de despesas entre 3 e 5 trilhões nas guerras. Já morreram em vão no Iraque e Afeganistão 6.300 soldados; 100.000 foram gravemente feridos. Segundo o Just Foreign Policy o número de civis mortos chega a 1.455.000.
O mais trágico 11 de setembro (Milton Temer)
Allende volta à pauta por outros caminhos bem mais louváveis do que os deixados pelas lembranças dos tempos do auge da “guerra ao terror” nos EUA, nas manifestações gigantescas que retornam às ruas de Santiago e principais cidades. Com eles já estão os sindicatos de trabalhadores em greve, reprimidos, liderados por uma jovem militante do PC Chileno.
ESPORTE
A 1000 dias da Copa, desregulação de gastos públicos e escárnio geral são fatos consumados (Gabriel Brito, da Redação)
A mil dias de iniciar a Copa do Mundo, os trabalhos de preparação e organização do mundial seguem a toada prescrita por este Correio desde a eleição do Brasil como sede do evento, ou seja, uma balbúrdia de atrasos, custos que crescem inexplicavelmente e inescapáveis leis flexibilizadoras.
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