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O empresariado brasileiro e a ética na política Imprimir E-mail
Escrito por Leo Lince   
Sábado, 17 de Setembro de 2011
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O sistema FIRJAN, corporação dos industriais do Rio de Janeiro, comprou página dupla nos jornais do dia 7 de setembro para publicar um vistoso manifesto. Em duas cores e letras garrafais, o título pomposo - ”MANIFESTO DO EMPRESARIADO BRASILEIRO EM FAVOR DA ÉTICA NA POLÍTICA” – fornece cabeçalho para um texto no qual desfilam belíssimas palavras.

 

Reitera, de maneira categórica, “firmes princípios de defesa da ética na política e da transparência no trato da coisa pública”. Afirma que vivemos “momento histórico”, decisivo para o país, que se coloca “diante de um ponto de não retorno às práticas da velha política”. Rechaça como falso o dilema que serve de escudo para os “santos do bordel”: “ética e governabilidade jamais serão incompatíveis numa democracia”. E, por fim, faz um chamado à mobilização: “é necessário que toda a sociedade civil se posicione”.

 

Sem dúvida, impressionante. E, por si só, positivo. Deixa claro que o mal estar da cidadania diante da degradação nas práticas políticas já disparou alarme no arraial dos poderosos. Ademais, que não se desqualifique por tardia a manifestação da corporação empresarial. Antes tarde do que nunca. No entanto, ao cidadão escaldado no engodo é legítimo desconfiar. Refrear o aplauso e aguardar o desdobramento prático de tão promissora declaração de princípios.

 

O próprio manifesto, quando diz ser “reconfortante verificar que a retórica dá lugar à ação”, coloca em pauta o xis do problema. Campanhas publicitárias e movimentos de rearmamento moral operam no plano da retórica e da autopromoção. A ação concreta deve habitar outro lugar: o debate sobre o padrão dominante na política brasileira. O político ladrão e o servidor venal não se realizam sem a participação ativa de operadores no setor privado. O passivo da corrupção faz por merecer a execração pública. Ao mesmo tempo, o corruptor ativo não pode ficar protegido nas fortalezas inexpugnáveis do poder privado.

 

O sistema FIRJAN, em consonância com os valores imateriais que sustentam seu manifesto, poderia atacar essa dimensão do problema. Montar, seguindo o belo exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil, o seu próprio Observatório da Corrupção. Com os holofotes voltados para observar eventuais “malfeitorias” em sua própria base. Seria, sem sombra de dúvidas, uma contribuição inestimável ao esforço da cidadania para construir um novo padrão de política.

 

Existirá, por acaso, entre os filiados do sistema, algum empresário que empresta jatinhos para o divertimento de governantes na Europa, França e Bahia? Existirá, entre os empreiteiros filiados, algum que tenha conseguido, sem licitação, obras cujo custo foi decuplicado por aditivos tóxicos? Licenças ambientais criminosas, subsídios indevidos para empreendimentos de duvidosa prioridade, obras de fachada para fazer fundos de campanhas eleitorais, quantas de tais práticas correntes foram urdidas nos salões da corporação empresarial?

 

Os princípios e conceitos que brilham no manifesto dos industriais ganhariam eficácia cortante ao responder tal tipo de pergunta. São questões concretas que, devidamente esclarecidas, poderiam definir diante da consciência digna da cidadania o lugar real do empresariado brasileiro na luta pela ética na política.

 

Léo Lince é sociólogo.

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Última atualização em Quarta, 21 de Setembro de 2011
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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