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A Demissão de jobin e a Cortina de Fumaça Imprimir E-mail
Escrito por Raymundo Araujo Filho   
Sábado, 06 de Agosto de 2011
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Escrevo este artigo na noite do dia em que foi anunciado que a presidenta DiLLma solicitou ao ex-ministro jobin a sua carta de demissão do governo.

 

Amanhã certamente verei loas e boas na afirmação de autoridade “mais uma vez demonstrada por DiLLma Rousseff”, quem sabe dando mais lastro ainda para a mística da mulher durona e ciosa, mas que, a meu ver, contrasta com suas ações e reações realmente atrapalhadas no comando do país.

 

A começar pela imprecação que fez contra todos os amazônicos e amazônicas e da própria Amazônia, quando disse que “se eu pudesse eu arranjava uma função para o jobin lá na Amazônia e o deixava por lá de castigo”. Este é o tipo de ato falho que expõe as reais perspectivas e concepções da atual mandatária do país, com o apoio da ex-Esquerda Corporation S.A., que, por sua vez, protagoniza a versão moderna e farsesca de famosa peça teatral de Becket, agora sob o nome de Esperando Lulla... Nunca que DiLLma Roussef diria o mesmo de seu estado de nascimento (MG) ou o Rio Grande do Sul, dois estados onde as matas naturais foram e são quase que totalmente derrubadas e onde o preconceito contra não brancos grassa sem graça.

 

Mas a história é outra, pois só os desinformados e os mal intencionados podem acreditar que jobin sai contrariado do governo, quando a evolução dos fatos demonstra claramente o contrário. Senão vejamos:

 

1) jobin, que estava em ócio forçado e de braços dados com o ostracismo, foi “reinventado” por Lulla para a substituição do ex-ministro Waldir Pires, que não deu nem pro cafezinho...

 

2) Mas as exigências ao Lulla naquela altura já eram crescentes, pois o presidente se fragilizara muito com o problema dos aeroportos, denunciados pelos controladores de vôo, que foram massacrados pelo governo popular. jobin veio, então, como nome imposto “de fora” para Lulla, que como sabemos aceitaria qualquer coisa para se manter no poder.

 

3) Uma das exigências era a privatização dos aeroportos, aliás, receita dada na época pelo senador do DEM-PFL Demóstenes Torres, acatada por Lulla e agora  por DiLLma, como se ele fosse da base governista.

 

4) Outra exigência foi a conclusão do acordo militar Brasil-EUA, iniciado por FHC, empacado com Waldir Pires que, defenestrado, deixou o caminho livre, o que realmente aconteceu, tendo jobin concluído uma peça lesa-pátria no ano passado, sem Lulla dar um só muxoxo, ao contrário, elogiando.

 

5) O envio de tropas para conter a população haitiana e consolidar o golpe dado com o seqüestro e a retirada de Aristide foi a senha para o primeiro treinamento do exército na contenção de populações civis, outra prerrogativa que irá para as forças armadas, como vemos acontecer paulatinamente.

 

6) Depois de todas essas tarefas cumpridas, mas vendo cair na água a compra dos caças franceses, na qual, dizem, tem interesse especial (parece que DiLLma cedeu mesmo aos EUA), jobin estava no governo DiLLma sem muito o que fazer. A não ser com o tal plano de ocupação das fronteiras, em início, mas coisa que não o leva a Nova York, mas sim para “aquele lugar amazônico”, como eles consideram aqueles longínquos estados e territórios, alvos da cobiça internacional e por isso mesmo desdenhados por quem devia valorizar a região.

 

7) Na nomeação dele, por Lulla, já era público e notório as ligações e predileção eleitorais de jobin pelo Serra. Era homem de freqüência certa nas elucubrações e convescotes tucanos. Portanto, certamente não foi este o motivo de sua saída.

 

8) Fico, assim, com a confluência de dois fatos, vontades e necessidades que, a meu ver, foram os determinantes desta saída do jobin do governo DiLLma.

 

9) O primeiro parte da observação de que um ministro que gostaria de ficar no cargo, com certeza, não iria ficar imprecando contra a presidente, sua chefe, e nem diria que seu governo é “atrapalhado”, tampouco esculacharia duas ministras de predileção da presidenta (aviso que não há jobin que me faça elogiar ou contemporizar com Ideli Salvar-se e Gleise Hoffman, duas eleitas financiadas por empreiteiras). Portanto, jobin QUIS sair do governo e creio que pela perda do contrato dos caças franceses.

 

10) O segundo é que, obviamente, se DiLLma se deixa barato para jobin, seu governo acabaria agora, e não seguiria agonizante e dependendo da “glicose” corporativa, como querem os que verdadeiramente mandam por aqui. Também serve, esta demissão, para dar continuidade à maquiagem midiática (o PIG não é mais aquele...) que se iniciou com a “faxina” no Ministério dos Transportes (com as concessões e acertos de praxe, para ninguém se ferir seriamente). E este episódio veio a calhar, pois para entregar o país é preciso que qualquer presidente ostente índices de aceitação popular vistosos.

 

11) Para ir terminando este relato, quero lembrar aos pacientes leitores que HOJE é o dia do lançamento da Programa de Desoneração das Folhas de Pagamento Patronais, com uma benesse de R$ 25 bilhões por ano de desfalque só na Previdência (já deficitária, segundo outra mentira governamental) - contrariando a nota Técnica do DIEESE, que prova que a oneração imposta aos patrões, em relação aos salários pagos, é de apenas 25%, sendo que tudo é transferido para o preço final do produto.

 

Assim, creio que está feita a cortina de fumaça e estabelecida a confusão programada, para que as mesmas entidades que estão criticando o Programa de Desoneração Patronal estejam, no mesmo dia, dando entrevistas e postando artigos elogiando a “esquerdização” do governo DiLLma pela demissão de jobin. Eis a notícia a ser explorada, enquanto a benesse de R$ 25 bilhões anuais mal será comentada.

 

Deveriam ganhar o Prêmio Nobel de (des) Comunicação Social. Goebbels não faria melhor.

 

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e parece que vive no filme Asilo Muito Louco (Nelson Pereira dos Santos), baseado no livro O Alienista, de Machado de Assis.

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Última atualização em Quarta, 24 de Agosto de 2011
 

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