Direitos humanos

 

Na medida em que o capitalismo marcha celeremente para o seu completo esgotamento, avolumam-se os episódios de violência e desrespeito gigantesco aos direitos básicos da humanidade.

 

Seja pela fome, seja pelas péssimas condições de moradia, seja pelas drogas que infestam no meio de nossa juventude, sejam pelas sucessivas agressões e homicídios, vivemos um quadro desesperador em relação às condições de vida do nosso povo, seja aqui no Brasil, seja em muitos recantos do mundo onde o quadro até se agrava, como é o caso da África negra, que rasteja na inanição, merecendo por seus excessos até a atenção dos organismos do imperialismo no sentido de ministrar algumas iniciativas que atenuem esse quadro desesperador.

 

Sendo esta a nossa realidade, justo ou mesmo mais do que justo, é que os partidos e movimentos socialistas e progressistas empunhem a bandeira da defesa dos direitos humanos. É necessário, porém, que não acalentemos ilusões de que a humanidade terá os seus direitos garantidos quando vivemos numa sociedade que tem por base a exploração do homem pelo homem.

 

Nos limites do capitalismo, o máximo que podemos fazer em relação à questão levantada é proceder a um trabalho de resistência aos abusos que as próprias instituições burguesas, como a polícia, praticam deslavadamente. Devemos aproveitar as nossas iniciativas políticas no sentido de levar o povo a resistir à sanha assassina desse sistema exaurido para levar a cabo uma campanha sistemática de denúncia do próprio sistema.

 

Louvamos a atitude daqueles que, de uma maneira ou de outra, procuram criar uma rede de proteção ou mesmo construir uma legislação que pretenda proteger os desfavorecidos, como é o caso das leis que asseguram os direitos das crianças e adolescentes. Contudo, o combate aos efeitos produzidos pelo sistema é uma luta insuficiente caso não busquemos a causa e contra ela envidemos esforços para suprimi-la.

 

É preciso ter bem clara a lição: a causa tem nome, está bem presente em nossas vidas e chama-se capitalismo.

 

Gilvan Rocha é membro do CAEP - Centro de Atividades e Estudos Políticos.

Blog: www.gilvanrocha.blogspot.com/

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