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Traumas no narcisismo humano Imprimir E-mail
Escrito por Paulo Metri   
Sexta, 15 de Julho de 2011
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Freud descreveu três grandes desilusões ou mágoas da humanidade, que chamou de “feridas narcísicas”, por terem atingido os humanos nos seus maiores orgulhos. A primeira ocorreu quando Copérnico e Galileu provaram que a Terra não era o centro do universo, mas, tão somente, um dos muitos corpos celestes que se movem no universo. De seu centro, onde julgávamos nos encontrar, passamos a residir em um dos seus muitos confins.

 

Depois, Darwin revelou que toda a natureza era produto de uma evolução histórica e a humanidade era apenas um dos diversos resultados da evolução das espécies. Convenhamos que foi um choque profundo para quem antes se julgava criado diretamente por Deus. Foi a segunda ferida narcísica.

 

Como a terceira ferida, o próprio Freud alertou-nos para que nem somos de todo senhores de nós mesmos, uma vez que aquilo que julgamos ser, baseado na racionalidade, é apenas nossa parte consciente. Entretanto, ele lembra que está escondido em nós o incontrolável inconsciente.

 

Devemos agradecer estes desmistificadores da presunção de grandeza da espécie, pois os humanos passam a ser mais compreensíveis com seus pares e sensíveis com as demais espécies sem a arrogância dos divinos e eleitos. Enfim, tornam-se seres melhores.

 

Como se não bastassem os três choques para os seres humanos sentirem-se preteridos pela sorte, alguns estudiosos buscam aumentar a lista de feridas narcísicas, talvez no desejo de tornar o humano ainda menos orgulhoso e “mais humano”.

 

Assim, alguns desses lançaram Marx como o novo desmistificador de humanos, à medida que ele nos revelou que, em muitas situações, a sociedade não se posiciona, deixando prepostos da classe dominante e espoliadora decidirem por ela. Sem entrar no mérito da obra de Marx, não achamos que ele tenha aniquilado alguma presunção de grandeza da espécie. A nosso ver, para se ter uma ferida narcísica é necessário que o fato denunciado cause perplexidade e deixe os humanos, como um todo, desiludidos.

 

Qual será a próxima causa frustradora da humanidade e como ela irá ferir o narcisismo humano? Atrevo-me a lançar uma, que provavelmente já deve ter sido citada, pois se trata da evolução natural do pensamento. Ser inédito em um planeta com mais de seis bilhões de humanos é muito difícil.

 

Se naves alienígenas chegam a Terra, os extraterrestres terão tecnologia superior, pois eles nos descobriram e não nós a eles. Isto será um imenso trauma para nós, pois não somos únicos no universo e, além do mais, os alienígenas têm tecnologia superior.

 

A equação de Drake procura quantificar o número de civilizações extraterrestres na nossa galáxia com tecnologia avançada, com interesse na comunicação, considerando-se a fração de tempo das civilizações em relação ao tempo de vida dos planetas. Ele conclui que este número é igual à multiplicação dos seguintes fatores: 1) número de estrelas na Via Láctea; 2) fração destas estrelas com planetas em órbita; 3) fração dos planetas, dentro de cada sistema planetário, com condições propícias para o aparecimento da vida; 4) fração de planetas, dentre aqueles com condições para o aparecimento da vida, nos quais ela realmente apareceu; 5) fração de planetas, dentre aqueles onde apareceu vida, que contiveram vidas inteligentes; 6) fração de planetas, dentre os com vida inteligente, nos quais se desenvolveu uma civilização com tecnologia e comunicativa; e 7) fração da duração de uma civilização com tecnologia e comunicativa, comparada com a duração do planeta acolhedor. O número de estrelas na Via Láctea é estimado em 400 bilhões e este é o único parâmetro, dos sete citados, cuja estimativa tem algum grau de segurança.

 

Carl Sagan, no livro Cosmos, utilizando várias suposições, estima que possam existir de uma a milhões de civilizações na Via Láctea. No caso de ser um número bem pequeno de civilizações, elas poderão existir em épocas não coincidentes. Desta forma, nada pode ser concluído sobre a espécie humana vir a sofrer o trauma de não ser a única na galáxia. 

 

Paulo Metri é conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros.

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