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Eletrificando o Brasil Imprimir E-mail
Escrito por Paulo Metri   
Sexta, 11 de Março de 2011
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O jogo começa com o carregamento no programa pelos jogadores, da demanda adicional de geração elétrica que o Brasil irá precisar, a cada ano, entre 2016 e 2045. Entretanto, só há necessidade deste carregamento se não for utilizado o valor conservador de 30 TWh (terawatts hora) de demanda adicional anual, que já consta do programa. Neste instante, estar-se-á decidindo, principalmente, se o Brasil será um país eletricamente intensivo. Por exemplo, se o carro elétrico for introduzido no país no período, esta cifra terá que ser bem maior. Até 2015, as decisões já foram tomadas e estão sendo providenciadas.

 

Cada jogador escolhe, a seu inteiro gosto, fontes para satisfazer, com acréscimos de geração, a estas demandas adicionais do mercado brasileiro no período. As fontes disponíveis no Brasil para suprimento de razoáveis quantidades de energia elétrica são hidráulica, nuclear, gás natural, petróleo (através dos derivados óleo combustível e diesel), carvão, biomassa (basicamente, o bagaço de cana) e eólica. Energia solar, energia das marés, fusão nuclear, além de outras, são possibilidades desejadas para o futuro, mas, não poderão oferecer grandes quantidades de energia elétrica até 2045.

 

Inclusive, cada uma destas fontes alternativas se tornará viável em diferentes horizontes. Por exemplo, a energia solar já é, hoje, tecnicamente viável, faltando somente ocorrerem novos desenvolvimentos que barateiem seu custo. Quanto à fusão nuclear, ainda não se pode dizer, com certeza, que será tecnicamente viável.

 

Cada conjunto de fontes de geração escolhido trará, como conseqüência, diferentes resultados para: 1) o investimento adicional requerido no período; 2) o custo médio da energia elétrica adicional gerada no período; 3) as emissões adicionais de gases do efeito estufa liberadas na atmosfera no período.

 

Note-se que os jogadores escolhem os acréscimos de capacidade instalada de geração de cada fonte, que proporcionarão aumentos da oferta de energia elétrica do país. Mas, é preciso estar consciente que, por razões técnicas, o mesmo acréscimo de capacidade instalada de duas fontes diferentes não significa, necessariamente, acréscimos iguais de energia elétrica gerada.

 

O programador do jogo, além de mostrar os resultados devido às fontes escolhidas por um jogador para satisfazer às necessidades adicionais do mercado brasileiro no período, mostra também um grau para o conjunto das escolhas. Dentro do programa, existem três tabelas que permitem transformar em graus os resultados das escolhas feitas pelos jogadores.

 

Na primeira tabela, faixas de variação dos investimentos necessários para o citado período determinam o primeiro grau. Na segunda tabela, faixas de variação do custo médio da energia elétrica adicional de todo o período determinam o segundo grau. Finalmente, na terceira tabela, faixas de variação da quantidade adicional de emissões devido a estes novos investimentos determinam o terceiro grau.

 

Os jogadores podem definir, de comum acordo, seguindo ou não recomendação do programador, pesos ou níveis de importância de cada um dos graus obtidos. A partir daí, o programa calcula a média dos graus de um jogador, utilizando os citados pesos para valorizar o que for julgado mais importante, obtendo-se o grau final. Aquele que tiver o maior grau final será o campeão. Ele foi o que melhor eletrificou o país, tendo escolhido as melhores fontes para geração, sob os critérios criados.

 

Este jogo servirá para conscientizar o cidadão comum, não técnico, que a decisão das fontes geradoras de eletricidade que irão satisfazer a demanda não pode ser tomada com emoção e análises simples, a menos que se esteja querendo enganar outras pessoas. Este jogo tem o benefício extra de atrapalhar os lobistas no seu trabalho de ludibriar.

 

A melhoria da eficiência elétrica não é, obviamente, uma fonte, mas ela libera geração que está comprometida e diminui a necessidade de expansão próxima da capacidade instalada.

 

No entanto, há limite para o aumento desta eficiência e, assim, a necessidade de expansão a médio prazo não está eliminada. Portanto, pode-se fazer uma extensão deste jogo para contemplar o aumento da eficiência do setor elétrico. Podem ser mostradas informações da literatura técnica, como, por exemplo, se 10% dos chuveiros elétricos forem trocados por coletores solares, o que irá requerer um esforço grande de propaganda e muito incentivo, a economia do consumo de energia elétrica não será tão palpável.

 

É claro que existem, em órgãos do governo, modelos com esta finalidade e muito mais sofisticados que este, mas nenhum deles foi construído especificamente para ser um modelo de interação com o cidadão comum, visando a sua conscientização sobre as dificuldades existentes no planejamento do setor elétrico.

 

Qualquer estudante de engenharia, economia e outros cursos relacionados ao tema que estiver precisando de um desafio para uma monografia de fim de curso, se achar este interessante e não tiver ainda o identificado, por favor, sinta-se livre para assumi-lo.

 

Nota exclusiva para os programadores do jogo:

 

Os programadores do jogo irão implantar, no programa, as informações e os parâmetros técnicos mostrados a seguir.

 

  1. Os módulos disponíveis de capacidade de geração para cada fonte são informados. No caso da fonte hidráulica, como ela não é modular, a capacidade de geração de cada aproveitamento hidráulico remanescente será informada.
  2. Será implantado no programa, também, o investimento de cada fonte geradora por tipo de módulo ou, se for a hidráulica, por capacidade de geração de cada aproveitamento.
  3. Quando a fonte for a hidráulica e o aproveitamento específico estiver distante dos centros de consumo, o investimento da transmissão deve ser adicionado ao da geração.
  4. Quando a fonte for a hidráulica, o custo do pagamento de indenizações aos desalojados pela barragem deverá ser adicionado ao investimento da geração. Quando a fonte for a nuclear, o custo da constituição de um fundo para a disposição dos rejeitos radioativos deve estar incluído no custo do combustível nuclear. Enfim, o custo da mitigação de qualquer dano ou potencial dano ambiental deve estar alocado ao investimento ou ao custo de operação da respectiva fonte.
  5. O fator de disponibilidade de cada fonte, que influencia o custo da energia gerada, é introduzido no modelo. Por exemplo, este fator para as nucleares é em torno de 85%; para as hidroelétricas 55%, mas, como estão sendo construídas muitas usinas sem grandes reservatórios e sem excesso de turbinas (usinas a fio de água), o fator tenderá a aumentar; para as eólicas é próximo de 30%.
  6. A eficiência da transformação de cada fonte energética para a eletricidade também deve ser informada. Por exemplo, a eficiência da transformação da energia térmica oriunda da queima de carvão para a eletricidade é da ordem de 35%. Esta eficiência influencia o custo da energia gerada a partir de carvão.
  7. O modelo de expansão do setor elétrico, descrito neste jogo, deve valorizar a fonte que não possui restrição técnica para o acompanhamento da variação da demanda durante o dia. Como exemplo, a fonte nuclear não consegue acompanhar esta variação. Entretanto, em uma primeira fase do desenvolvimento do modelo e como a introdução da possibilidade deste acompanhamento aumenta a complexidade do mesmo, a verificação, se as soluções propostas estão satisfazendo a variação da demanda diária, seria feita externamente ao modelo.
  8. Os custos de operação e manutenção, e os custos dos combustíveis, se existirem, devem ser introduzidos também.
  9. O custo da energia elétrica gerada é calculado a partir de parâmetros citados e seguindo a metodologia tradicional.
  10. Cada opção tecnológica de geração tem caracterizada sua respectiva emissão de gases do efeito estufa na atmosfera.

 

Paulo Metri é engenheiro.

 

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