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Verde, maduro e podre Imprimir E-mail
Escrito por Gilvan Rocha   
Segunda, 21 de Fevereiro de 2011
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No último dia 11 de fevereiro, o Partido dos Trabalhadores completou 31 anos de seu reconhecimento enquanto partido institucional. Nasceu verdíssimo e, como se diz que o verde é a cor da esperança, ele exalava esperanças por todos os poros.

 

Três eram os esteios desse partido. O primeiro deles era o sindical. Era o mais forte e o que inspirava maiores esperanças, calcadas na intuição e no instinto de classe. Assim pensávamos.

 

O segundo grande esteio na composição do Partido dos Trabalhadores eram as chamadas CEBs - Comunidades Eclesiais de Base -, movimento apoiado na então propalada Teologia da Libertação. A tradição do cristianismo não é a de erradicar a pobreza.

 

A isso ele nunca se propôs, todo o seu pensamento poderia ser resumido na afirmação do padre dominicano Regis Lebrê, quando dizia ser obrigação dos cristãos "empenharem-se para que os ricos fossem menos ricos e os pobres menos pobres".

 

Não podemos deixar de lembrar que a nossa Santa Madre Igreja teve um papel importantíssimo no processo do golpe de Estado em 1964. A CNBB chegou, em documento oficial, a agradecer os préstimos das "gloriosas Forças Armadas" que libertaram o Brasil das garras sinistras do comunismo ateu.

 

O terceiro esteio na formação do PT era o mais frágil, extremamente fracionado e politicamente atrasado, confuso e prostrado diante da capitulação geral que se avizinhava. Tratava-se de dezenas de grupelhos de origens marxistas, leninistas, trotskistas ou, simplesmente, marxistas-leninistas. Esses grupelhos traziam consigo todos os defeitos de nascedouro, eram grupos de matrizes stalinistas e, assim sendo, não se cansavam de levar à prática um exacerbado monolitismo, uma absoluta supressão do livre debate, a excludência do tipo "somos o povo escolhido de Deus", o aparelhismo como objetivo precípuo, fosse ele de Estado, sindical ou partidário, usando para os seus fins políticos a rasteira e a calúnia.

 

No começo, a burguesia egressa dos anos de ditadura amedrontou-se com a possibilidade da real implantação de um partido que representasse os interesses históricos dos trabalhadores. Buscou de todas as formas inviabilizar essa proposta, fosse pela via da confusão da legislação eleitoral ou pela via da intolerância e da perseguição.

 

Frustradas essas tentativas anti-petistas levadas a cabo pela direita troglodita, o segmento burguês mais lúcido, onde estavam incluídas figuras como Mario Covas, Ulisses Guimarães, Franco Montoro, Fernando Henrique, Teotônio Vilela e uns poucos outros, compreendeu, perfeitamente, que "o leão era mansinho", ou seja, o assustador Partido dos Trabalhadores não era e não viria a ser uma organização de caráter anticapitalista como temiam os menos avisados.

 

Além da boa fé da imensa maioria dos que aderiram ao Partido dos Trabalhadores, acreditava-se no refrão de que o PT seria um partido diferente. Ou noutro momento, levou-se a sério a afirmação de Luiz Inácio Lula da Silva de que o que faltava no Brasil era "vergonha na cara". Noutro instante o "salvador" proclamou que existia no Congresso Nacional "mais de trezentos picaretas". Deixou de dizer, entretanto, que esses picaretas haveriam de ser os seus mais sólidos aliados.

 

Lula no governo veio provar que o "leão era realmente mansinho". O seu governo garantiu os maiores lucros para a burguesia, enquanto concedeu migalhas de vantagens ao sofrido povo e transformou a massa de miseráveis, através do programa Bolsa Família, num imenso colégio eleitoral, que bem lhe serviu para reelegê-lo e eleger sua sucessora Dilma Rousseff.

 

A cada concessão que fazia o governo Lula e seus apaniguados, a burguesia exultava e proclamava aos quatro cantos: "O PT já não é mais aquele partido verde, hoje ele é maduro e totalmente confiável".

 

Antes, Lula e sua laia distanciavam-se dos peemedebistas de perfil ideológico como eram Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro, Mario Covas, Teotônio Vilela, já citados. Hoje, ao deixar de ser "maduro" para se tornar PODRE, assumiu de público, sem nenhum recato, estreita aliança com o que existia e existe de mais pútrido, mais picareta, mais fisiológico no cenário nacional.

 

É nosso dever estabelecer a diferença entre os interesses imediatos do povo trabalhador e seus interesses históricos. Os interesses imediatos consistem em se defender da ganância desabrida de uma burguesia sempre famélica por vultosos lucros. O defender-se, o buscar uma ou outra melhoria nas condições de vida é uma tarefa de casa, de cada dia, das massas de trabalhadores.

 

Outra coisa é lutar pelos interesses históricos dessas massas. Outra coisa é quebrar as algemas que prendem a humanidade à cruel dominação capitalista. O interesse imediato, o interesse reformista reduz-se à busca da migalha; os interesses históricos representam a busca da total liberdade.

 

Gilvan Rocha é membro do Centro de Atividades e Estudos Políticos – CAEP.

Blog: http://www.gilvanrocha.blogspot.com/

 

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