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O Brasil continua sem governo para os pobres! Imprimir E-mail
Escrito por Raymundo Araujo Filho   
Qui, 27 de Janeiro de 2011
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Causa-me até constrangimento ler e ouvir as "novas" análises e perspectivas para o Brasil, que dizem agora estar sob um "novo" governo, o da presidentA DiLLma, mas que na minha opinião é apenas mais um governo que sucumbe às suas próprias circunstâncias políticas. Decerto muito conservadoras no principal, isto é, nas políticas econômicas para o desenvolvimento e infra-estrutura, e as relativas às riquezas naturais. Também as políticas cambial, de emissão de títulos do Tesouro, de refinanciamento da dívida interna, do superávit primário e nas áreas industrial e rural; por fim, as outras são meramente assistencialistas, como fachada de dar serviço aos empresários que vivem do erário.

 

Mas, os que estão aí há oito anos e quase um mês elegeram-se e foram reeleitos dizendo que fariam "outra política", o que temos provado em centenas de artigos que é a mais pura mentira. E faz-se tal "descoberta" apenas consultando as próprias contas e estatísticas oficiais, expostas no SIAF, IPEA, BNDES, BC e BNDES. Tá tudo lá!

 

Só houve migalha de consolação, e com ajuda desta turma de gorilas que é o generalato brasileiro, acolhida por Lulla e também pelo atual governo que se diz popular, e que, com suas falas anacrônicas e odientas, permite à presidentA DiLLma "jogar para a platéia", fazendo cara feia e pedindo "esclarecimentos" sobre as falas claras do brutamonte nomeado por ela. E pior, aceitando como verdade a versão de que foi tudo má interpretação da imprensa. Enquanto isso, os jovens cadetes da AMAN (os futuros gorilas) homenageiam o general Médici, na última formatura de 2010...

 

Mas a tragédia das chuvas que novamente se abate sobre o Brasil, e não só a região Sudeste, apenas nos mostra mais do mesmo, em termos de iniqüidade operacional, pão-durismo do governo em relação a verbas (não) liberadas, falta de compostura e "esquecimento" do nada que aconteceu de concreto com as "medidas tomadas", notadamente nos últimos oito anos (nos quais DiLLma Roussef ocupou cargos importantes e importantíssimos), com pelo menos uma tragédia anual, cujas vítimas estão esperando até hoje um mínimo de ressarcimento do período, além de prevenção a novas tragédias.

 

Posso citar muitas delas, e só nos últimos oito anos (afinal o passado "era" neoliberal): Campos (1), Baixada Fluminense (2 ou 3), Petrópolis (2 ou 3), Teresópolis (2 ou 3), Friburgo (2) - com os três últimos tendo atingido o ápice este ano -, Rio (3), Niterói (2), sendo a do Bumba, em abril, a representação da tragédia, mas que na verdade envolveu 500 mortos e 11 mil desabrigados de outras localidades).

 

Fora do RJ tivemos Santa Catarina (especialmente Floripa), Alagoas (já se esqueceram?), Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo. Ah! Ia esquecendo a da Bahia, já com o governador petista, Jacques Wagner "Love", empoderado.

 

Quanta falta de memória, né gente? E o Maranhão e o Piauí? Mas esses estados inexistem, apenas seus povos resistem aos governos que os exploram e acobertam suas elites criminosas impunes, também na Era Lulla, e que colocaram seus ovos de serpentes também no governo DiLLma, tendo sido esta a quinta posse do Sarney, em duas décadas e pouco mais, fora a de seus filhos e apaniguados.

 

E o que foi feito pelo (des)governo Lulla? Vou relembrar aos esquecidos leitores: Liberava IMEDIATAMENTE verbas para "prevenção e emergências" nas regiões afetadas. Novamente, lembro aos esquecidos que é só consultar a internet para vermos que ATÉ HOJE a população espera por estas "polpudas’ (uma merreca, na verdade) verbas, além de descobrir que parte dela já foi gasta com contratação de "consultores" especialistas em (fabricar) tragédias. A professora Urda (grande historiadora e escritora), desabrigada, lá de Blumenau, tem vários relatos sobre isso, referentes à tragédia de SC.

 

O Brasil acaba de ter de reconhecer frente à ONU que nada fez em relação ao protocolo assinado por Lulla, referente à estruturação do Sistema de Defesa Civil no país. Mas a Copa do Mundo e as Olimpíadas vão de vento em popa. E que popa!

 

E aí acontece não o previsto (afinal, não somos pitonisas de tragédias e nem dispomos dos aparelhos de previsão do clima e desastres, subutilizados por guardas pretorianas, que não se lembram ser material público e não corporativo), mas sim o PREVISÍVEL, até por análises dos gastos dos governos federal, estaduais e municipais no setor.

 

A presidentA DiLLma, em sobrevôo de helicóptero na região da tragédia serrana, dois dias depois do desastre, declarou solenemente: "Esta tragédia não tem como única causa as chuvas, mas também a ausência do poder público". Juro que pensei (perdoa-me Pai!) que ela iria criticar o governo Lulla, do qual foi ministra-chefe da Casa Civil por seis anos, por não ter gasto mais de 39% da verba do orçamento para prevenção de enchentes e deslizamentos de encostas.

 

Juro que pensei (Perdoa-me Pai!) que ela também iria criticar o governador Cabral (sempre ao seu lado) por não ter feito nada neste campo, no seu primeiro mandato. E, já certamente estando perdoado pelo Pai, juro que pensei que ela ia reconsiderar a emissão, feita por ela, de R$ 20 milhões para a prefeitura de Niterói (aquele balcão de negócios do prefeito Jorge Roberto Silveira) para a construção de uma Torre Panorama, com restaurante de luxo na cumeeira, e transferir a verba para a construção de casas populares, pois NENHUMA ainda foi erigida desde a tragédia de abril 2010. E pensei que ela ia proibir a emissão de R$1 bilhão para a compra de dólares, pelo BC, quatro dias após as enchentes.

 

Enquanto isso, o governador Sergio Cabral demorou três dias para declarar Estado de Emergência na região atingida. A verba que a presidentA DiLLma diz que liberou para a tragédia (R$780 milhões) padece à espera de aprovação pela comissão do Congresso, de dezessete deputados e oito senadores, instituída para funcionar em emergências, isso há uma semana da liberação pela presidenta. E sem que ela mesma convocasse pela imprensa os preguiçosos parlamentares, submetendo-se, e à população, à vontade preguiçosa dos insensíveis parlamentares, para dizer o mínimo deles.

 

Ao contrário, DiLLma desembarcou do helicóptero no campo do Fluminense, nas Laranjeiras, e posou imediatamente toda sorridente, abraçada (com todo o respeito) ao governador Sérgio Cabrão Filho, ostentando ... uma bandeira do Tricolor. EM PLENA TRAGÉDIA SERRANA.

 

As Forças Armadas Brasileiras demoraram três dias - isso mesmo, três dias - para chegarem à Serra com 400 soldados, meia dúzia de helicópteros e uma morosa (in)capacidade de erigir hospitais de campanha, creches e cozinhas comunitárias, que são os três elementos básicos para este tipo de ação, "pois a ORDEM só veio tarde", como explicou um destes oficiais da indecisão. Acontece que três dias são os dias em que ainda se acham pessoas vivas embaixo dos escombros. Assim, a demora em agir condenou à morte, certamente, algumas pessoas que poderiam ser salvas e com vida.

 

Lembro que para a ocupação do Complexo do Alemão, para exercer o controle social, segundo explicou o general Monteiro (de alto coturno, que reivindica o controle social nas mãos das Forças Armadas), "em 12 horas disponibilizamos três mil soldados para a missão de guerra".

 

Bem fizeram alguns dos assessores da presidentA DiLLma, conforme nota em jornal do dia 13 de janeiro, que a desaconselharam a vir ao Rio, "por não ter o que apresentar"... Fecha o pano!

 

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e acha que é necessário constranger as autoridades públicas, de maneira forte e vigorosa. A iniqüidade administrativa não tem perdão, ainda mais em uma situação destas.

 

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Última atualização em Sábado, 29 de Janeiro de 2011
 

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