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O golpe de Honduras desmascarado Imprimir E-mail
Escrito por Gustavo Robreño   
Sexta, 21 de Janeiro de 2011
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Como se houvesse qualquer dúvida, as verdadeiras intenções do brutal golpe militar realizado em Honduras em 28 de junho de 2009 foram completamente desnudadas com a "emenda constitucional" recente, que acabou de aprovar o espúrio Parlamento surgido a partir da farsa eleitoral, levando à presidência Porfirio Lobo.

 

Acontece que há dois anos de realizado o golpe de Estado, o atual Congresso, liderado pelo Partido Nacional (o partido de Lobo) mudou os mesmos artigos da Constituição, que, segundo os golpistas, pensava em modificar o então presidente José Manuel Zelaya, supostamente para garantir sua reeleição no cargo.

 

São precisamente os artigos 5 º e 213, considerados como "inamovíveis", agora reformados e que irão permitir a convocação de um plebiscito que poderia abrir caminho para a reeleição, assim como conceder a iniciativa legislativa para além dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e do tribunal eleitoral.

 

Na realidade, a audácia do golpe em Honduras não tem limites: com o voto parlamentar, foram retomados sem a menor timidez os mesmos propósitos atribuídos a Zelaya e usados como um argumento para justificar o golpe militar, segundo eles, feito em defesa da Constituição que o presidente tentou violar.

 

Nesse sentido, pode-se afirmar que tanto o golpe militar como a farsa que "elegeu" Lobo superaram todas as expectativas, e que poucos poderiam supor que a dupla moral da oligarquia hondurenha - verdadeira organizadora do golpe que executou o general Romeo – chegasse aos extremos que estamos presenciando.

 

Ao mesmo tempo, fazem o maior dos ridículos o Departamento de Estado norte-americano e seus sócios, que correram para legalizar a farsa eleitoral e reconhecer a presidência de Porfirio Lobo - filha de um golpe militar e da comédia eleitoreira – confrontados hoje com a insólita decisão do Parlamento, validando as razões que justificaram a ação ilegal contra Zelaya.

 

Por mais que tentasse, o governo dos EUA não conseguiu impor o retorno de Honduras à OEA, pois uma série de governos latino-americanos e caribenhos que conduzem sua política externa com dignidade e independência tem se posicionado firmemente e impediram a presença do regime militar-oligárquico, cuja cabeça visível é Porfirio Lobo. Tampouco o país teve acesso à Cúpula Ibero-americana, e certamente não será aceito na Comunidade da América Latina e Caribe, atualmente em formação.

 

Enquanto isso, a repressão baseada no crime e seqüestro, bem como a campanha implacável na mídia - quase que totalmente controlada pela oligarquia local, a mesma que promoveu o golpe de 2009 -, não pôde impedir a mobilização da Frente Nacional de Resistência Popular, nascida em sindicatos, movimentos sociais e camponeses, este último com uma longa tradição de organização e luta no país centro-americano.

 

Da República Dominicana, onde está situado, o presidente constitucional José Manuel Zelaya emitiu uma mensagem de fim de ano para o povo de Honduras, onde fez uma análise da situação econômica e social em que o golpe de Estado mergulhou a nação, falando do declínio da receita tributária, déficit fiscal, crescimento da dívida interna e externa e as concessões onerosas para os setores bancário e empresarial, os principais beneficiários deste regime por eles imposto.

 

Zelaya conclui: "Que ninguém tenha dúvida de que 2011 seja o ano do fim da perseguição política, do meu retorno e da consolidação da nossa proposta de refundação de Honduras junto à Frente Nacional de Resistência Popular e todas as forças que a compõem, do Partido Liberal na resistência, UD e muitas outras organizações, temos a certeza de que conseguiremos. Esta Honduras que herdaremos aos nossos descendentes hoje sabe defender os seus direitos e nunca mais baixará a cabeça diante de ninguém".

 

Por mais que se tente silenciá-lo, o caso de Honduras não cairá no esquecimento e continua a ser uma questão pendente.

 

Publicado originalmente em Discrepando

 

Traduzido por Daniela Mouro, Correio da Cidadania.

 

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