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Governo Dilma: esperanças e interrogações Imprimir E-mail
Escrito por D. Demétrio Valentini   
Terça, 04 de Janeiro de 2011
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O primeiro de janeiro de 2011 assinala um fato único na história do Brasil. Pela primeira vez, uma mulher assume a presidência da República. A sra. Dilma Rousseff, eleita por voto direto do povo, se torna a primeira mulher presidente do Brasil.

 

Ela recebe a faixa das mãos de Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro operário a governar o Brasil, concluindo o seu segundo mandato consecutivo com uma aprovação popular nunca antes registrada.

 

São fatos por demais significativos para deixarem de ser registrados. Constituem-se em sinais eloqüentes da mudança de paradigmas, a sinalizarem um novo processo político em andamento, capaz de alterar em profundidade o futuro do país.

 

Finalmente se desenham os contornos de um projeto de Brasil, pensado para todos os brasileiros, na valorização das extraordinárias potencialidades colocadas a nossa disposição, na superação de discriminações e exclusões, preconceitos e desigualdades.

 

O novo governo da sra. Dilma se inicia, claramente, sob o signo da continuidade. Isto significa que recebe do governo anterior um cabedal de acertos, que precisam ser bem identificados, para serem devidamente valorizados, no aprimoramento que podem comportar.

 

Quando mudam os governantes, e ao mesmo tempo se afirma a continuidade, é sinal de que ela contém indicativos evidentes, que favorecem o prosseguimento de iniciativas em andamento, e que afinal são as responsáveis pela credibilidade do governo que as promoveu.

 

Mas o governo Dilma não tem só a incumbência da continuidade, que poderia parecer falta de inspiração diante da novidade. Ao contrário. O novo governo tem a clara incumbência da consolidação. O novo processo político, impulsionado pelo presidente Lula, precisou contornar e enfrentar muitas resistências, provindas de setores que usufruíam das vantagens políticas, econômicas, sociais e regionais, derivadas da situação de desigualdade que sempre marcou a fisionomia do país.

 

Para que este novo processo político possa vingar e se afirmar, será necessária a condução firme e decidida do novo governo, que a presidente Dilma simboliza e encarna. Não lhe faltará apoio da grande maioria do povo brasileiro, que percebeu a validade de apostar num projeto de Brasil condizente com sua vocação de grandeza, de convívio fraterno, e de abertura para o mundo.

 

Aguardam o novo governo alguns desafios e dificuldades, que podem se avolumar. Em primeiro lugar, no contexto internacional, será preciso administrar com prudência e sabedoria os riscos da inserção da economia brasileira no mercado global. Será necessário compatibilizar, com firmeza, a fome de lucro do capital multinacional, que investe no Brasil em vista das grandes vantagens que aqui encontra, com os legítimos interesses do povo brasileiro. Precisamos garantir os investimentos necessários para um desenvolvimento sustentável, compatível com os recursos naturais que o Brasil possui de maneira privilegiada, mas que precisam ser usados com o imprescindível equilíbrio ambiental.

 

Outra frente de desafios será administrar internamente as forças políticas, de maneira a conseguir, especialmente com o apoio do Congresso e da opinião pública, o consenso suficiente para levar em frente a administração pública, promovendo algumas reformas estruturais que há tempo vêm se mostrando urgentes.

 

A herança política deixada pelo presidente Lula, e a firme disposição da presidente Dilma, asseguram-nos a esperança de que o povo brasileiro deposita no novo governo, invocando sobre ele abundantes bênçãos de Deus, com os votos de plena realização dos seus sonhos.

 

D. Demétrio Valentini é bispo de Jales.

 

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Última atualização em Terça, 04 de Janeiro de 2011
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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