O ENEM levou bomba

 

Pela segunda vez consecutiva, o tão bem concebido programa do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) levou bomba. Elaborado para avaliar o desempenho do Ensino Médio, foi transformado em concurso seletivo para ingresso em instituições de ensino superior.

 

Entretanto, pelo seu gigantismo, uma vez que envolve milhões de candidatos no Brasil inteiro, o exame vem se mostrando difícil de ser administrado a contento e florescem tropeços e irregularidades.

 

O ENEM de 2010 apresentou erros na confecção das provas e revelou o despreparo dos fiscais em dirimir as dúvidas suscitadas. Constatados os erros, o presidente Lula, como emérito palanqueiro, dotado de uma leviandade a toda prova, pronunciou-se: "o ENEM ocorreu com absoluto êxito".

 

Ora, ou o presidente não compreende o que significa a palavra "absoluto", que corresponde a total, ou pouca importância dá a uma questão tão séria, refutando de pronto denúncias tão evidentes. Menos de vinte e quatro horas depois, sua excelência, o presidente, com o mesmo tom teatral de sempre, próprio dos animadores de auditórios, passou a dizer que se necessário fosse se faria um, dois, três ENEMs.

 

Não foi somente diante de tão escandaloso episódio que se revelou a completa incompetência do governo. Em muitos casos, de gravidade semelhante ou maior, Lula da Silva deu mostras de sua leviandade e de suas permanentes bravatas.

 

Para ilustrar o comportamento leviano que chega às raias da irresponsabilidade, citemos o episódio em que o Tribunal de Contas da União (TCU) ordenou a suspensão de obras, principalmente do Programa de Aceleração Crescimento (PAC), que apresentavam múltiplas e gritantes irregularidades, e ele, Luiz Inácio da Silva, fazendo pouco caso da decisão daquele órgão, ordenou que as obras apontadas como irregulares continuassem.

 

Por sinal, em vários momentos, o "nosso mandatário maior" revelou pouco apreço pelas chamadas "instituições republicanas", como foram exemplo as sucessivas punições que lhe aplicou o Tribunal Superior Eleitoral e ele "deu de ombros".

 

Gilvan Rocha é presidente do CAEP- Centro de Atividades e Estudos Políticos.

Blog: http://www.gilvanrocha.blogspot.com/

 

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Comentários   

0 #3 EnemMarcia 18-11-2010 12:45
Considero sua analise absolutamente tendenciosa. O Enem foi e é um êxito. Acaso erros de 0,0001% são considerados problemas onde e em que lugares? Verifiquei objetivamente, em TODOS os exames do tipo (EUA) possuem "falhas" maiores que a do nosso Enem. Gilvan, vc é sócio de alguma faculdade privada ou coisa parecida? Senão é, parece.
Eu gostaria que vc me apresentasse uma única construção em qualquer área do saber humano com 100% de acerto, ou como vc disse que o palanqueiro afirmou, acerto absoluto.
Eu penso que vc está é desfocado.
Se liga cara!
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0 #2 edith 18-11-2010 07:35
é difícil no Correio da Cidadania aparecer uma coluna isenta de paixão e com uma visão racional. Parabéns, Gilvan Rocha.
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0 #1 Frei, freioCarlos Rodrigues 17-11-2010 11:47
Você anda muito raivoso ultimamente Frei, parece até eis que ocupava cargo publico de confiança. “Menas freio,” ou então menos Frei.
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