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Curso intensivo para eleitores Imprimir E-mail
Escrito por Paulo Metri   
Quarta, 29 de Setembro de 2010
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Distinguindo os candidatos

 

Não acredite em tudo que irá assistir nas televisões e ler nos jornais, revistas, sites, enfim, nas diversas mídias sobre os candidatos. Infelizmente, você vai ter que dedicar parte do seu tempo, se quiser votar bem, para a tarefa de conhecê-los de verdade. Mas, é melhor dedicar-se agora do que passar quatro anos lamentando o voto dado.

 

Nenhum candidato mostra, conscientemente, seus pontos fracos ou más intenções nas suas falas e textos. É necessário estar alerta para os atos falhos ou as inconsistências de discursos de diversas épocas; ou entre o discurso e a prática, o que requer muita atenção para tudo que ocorre.

 

E o pior é que, conscientemente ou não, quase todas as mídias são tendenciosas, em diferentes graus, pela simples razão de que mídia é instrumento de poder. Como arquitetar para que a sociedade seja bem informada é um drama que as sociedades do mundo inteiro ainda estão por resolver. Ouve-se muito a expressão "democratização da comunicação de massas", mas uma democratização verdadeira é quase um sonho, que, entretanto, vale a pena ser perseguido.

 

Algumas mídias são tendenciosas por dinheiro, pois querem participar do conluio que prolongará, por mais tempo, a velha exploração existente. Essas mídias são empresas de convencimento, pelo método que for necessário, podendo até divulgar mentiras, para angariar o voto nos candidatos do esquema de exploração existente. Certamente, são bem remuneradas pelos serviços prestados.

 

Outras mídias são corporativas, o que também não é bom para a sociedade. Toda vez que um grupo de auto-proteção menor que toda sociedade brasileira é formado, dependendo das reivindicações, ele poderá estar prejudicando a sociedade como um todo. O ideal são os candidatos compromissados com toda a sociedade, além de serem democratas, republicanos, nacionalistas, íntegros etc.

 

Existem algumas revistas, sites, jornais e mesmo TVs com visões de esquerda, mas são em menor número, com menos espectadores e leitores. Se você gosta das posições de esquerda, procure-as. Se alguém quiser lhe dizer que não existem mais posições de direita ou de esquerda, este alguém está querendo te enganar. A direita privilegia mais o capital e a competição, enquanto a esquerda prioriza o trabalho e a solidariedade. Por exemplo, na luta dos sem terra contra os ruralistas, se você é de esquerda, vai respeitar mais o direito à vida e, secundariamente, o direito à propriedade. Mas, felizmente, há muita terra no Brasil, que não é uma pequena ilha, como o Japão, onde existiu uma reforma agrária há mais de 200 anos. Assim, existe direita e esquerda, sim!

 

Aceitação das diferenças

 

Os seres humanos compõem um mosaico não regular, onde não há dois trechos iguais. Portanto, neste mar de variedades, as visões de mundo são muito díspares, sendo temeroso identificar o que seria a visão humana correta. Em outras palavras, duas pessoas bem intencionadas podem ser ideologicamente muito diferentes. Por exemplo, ser conservador ou progressista são duas características bem antagônicas dos seres humanos, que, entretanto, não os coloca, a priori, em posições diferentes numa pretensa escala de valor humano. Existem conservadores e progressistas bem intencionados, assim como os maus caracteres.

 

Houve mudança de nomenclatura, pois o cidadão de direita é um conservador e o de esquerda é um progressista. Porém, detalhando um pouco mais, um crédulo do capitalismo é conservador e o conservador bem intencionado seria aquele que acredita honestamente ser possível criar freios na exploração humana que o capitalismo permite, a ponto de se chegar a uma sociedade justa. Ele acredita piamente nisto e os exemplos da Suécia, Noruega e outros do norte da Europa são sempre citados. Enquanto isto, um progressista pode ter um discurso socialista com grande preocupação social e pode até ser um grande ladrão. Mais uma vez, o eleitor vai ter que tirar leite de pedra, ou seja, das mensagens pasteurizadas das televisões vai ter que descobrir o que se passa na alma do candidato. Por isso, os debates eleitorais são tão importantes, pois os colocam em situações de tensão, quando os verdadeiros "eus" são revelados e os personagens que representam são dispensados.

 

Colcha de retalhos

 

Verifique os temas que lhe são mais caros e o posicionamento dos candidatos quanto a estes temas. Eles poderão não honrar as promessas, afinal de contas o "recall" ainda não foi implantado no Brasil, mas há, pelo menos, um pouco mais de chance de o que você valoriza vir a acontecer. Verifique sempre o passado do candidato para ver se ele tem uma vida coerente. Cuidado com os "fichas sujas", declarados pelos Tribunais Eleitorais ou não.

 

O discurso brilhante e a emoção ao discursar podem ser maneiras de enganar os eleitores. Não se deixe levar pela emoção. Se possível, o voto é uma decisão racional, merecendo ganhá-lo, inclusive, o candidato carrancudo, pouco simpático e feio, mas bem intencionado, competente e motivado.

 

Desconfie, sempre, das campanhas muito ricas, pois seus financiadores estão investindo para receberem algo em troca no futuro. Não vote por questões supérfluas, como um show cheio de artistas trazidos pelo candidato às vésperas da eleição.

 

Os partidos podem dar uma primeira aproximação de quem é o candidato. Poucos partidos no Brasil são ideológicos, mas, dependendo do partido, há alguma identidade coletiva dos seus membros. Os partidos de esquerda tendem a ser mais homogêneos. Alguns partidos com pessoas sem pensamento ideológico definido tendem a ser compostos por turmas do tipo "luto pelo meu quinhão de poder e benesses". Verifique os partidos que tiveram mais representantes em escândalos de corrupção.

 

Votar bem é um bom começo para que venha a ocorrer a mudança para uma sociedade melhor, mas não pense que sua tarefa de cidadão acaba aí. Você tem que acompanhar o mandato dos eleitos, principalmente daquele que você votou, se ele foi eleito, para exigir que faça o que prometeu e repreendê-lo, se não cumprir.

 

Enfim, você precisa vê-lo como seu servidor, nomeado por você. Se já existisse o "recall", você poderia dispensá-lo no meio do mandato ou ratificá-lo. Você deve exigir dele que, para certos temas, ele não terá delegação e, portanto, ele deve remetê-los para plebiscitos ou referendos. Só assim o sistema representativo irá funcionar, minimamente, no interesse da sociedade.

 

A humanidade está, há milhares de anos, procurando a melhor forma de se organizar politicamente, tendo evoluído dos déspotas até este modelo, com o sofrimento de muitos. Mas, contando com os seres imperfeitos que somos, até hoje não se descobriu nada melhor do que o que está aí. Então, pare de jogar a culpa na política e assuma suas responsabilidades.

 

Paulo Metri é conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros.

 

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