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A agonia de Gaia Imprimir E-mail
Escrito por Roberto Malvezzi   
Terça, 19 de Junho de 2007
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Para James Lovelock, o criador da teoria de Gaia, quando a presença de CO² atingir 500 ppm (parte por milhão) na atmosfera, a temperatura da Terra vai disparar numa ascendência geométrica. Haverá uma hecatombe humana e da biodiversidade. Para ele, quatro bilhões de seres humanos morrerão. A maior parte da Terra será inabitável, inclusive a maior parte do território brasileiro. A Amazônia será uma savana quente e o semi-árido um deserto. Segundo ele, a presença de CO² na atmosfera já é de 350 ppm. A continuar o ritmo de emissão, o planeta atingirá o ponto limite de 500 ppm em 40 anos.

Para ele Gaia já é um planeta velho, doente e febril. Em termos astronômicos é como uma pessoa que já teria vivido 80 anos dos cem que tem sua vida. Por tanto, um planeta decadente.

Para Lovelock o planeta vai continuar vivo por aproximadamente uns cem milhões de anos. Tempo insignificante em termos de evolução do planeta e do universo. Após essa hecatombe provocada pela mão humana, ele continuará com vida, mas em agonia, sempre e cada vez mais velho. Depois, como tantos outros, será um planeta morto. 

Os dois bilhões de seres humanos que restarem terão que se refugiar nas áreas mais frias do planeta para sobreviver. Levarão consigo sua tecnologia, sua ciência – e eu acrescento – seu poderio militar para se defender das hordas humanas que vagarão pelo planeta em busca de lugar seguro. Enfim, Gaia vai expurgar seu predador de sua pele, até alcançar níveis toleráveis. Os poderosos julgam que serão eles os sobreviventes, mas se esquecem do poder de reprodução e adaptação dos pobres.

O próprio Lovelock afirma que há cientistas que pensam diferente dele. Cita dois que acham que o planeta vai se aquecer devagar, sem disparar a temperatura. Até o final do século se elevaria apenas (apenas?) dois graus, com o nível dos oceanos se elevando menos, provocando um desastre menor na humanidade e na biodiversidade. Ele acha que esses cientistas não calcularam todas as variantes – inclusive a morte das algas nos oceanos que absorvem CO², provocando o “deserto oceânico” -, mas torce para que seus adversários estejam certos.

O fato concreto é que se James Lovelock estiver certo, a geração presente, principalmente quem a comanda, não passa de um bando de loucos irresponsáveis, cegos guiando cegos para as bordas do precipício. O que estaria vindo por aí seria uma hecatombe jamais conhecida pela humanidade. E esse fato anularia todos os outros esforços na face da Terra para um mundo melhor.

Precisaríamos mudar aqui e agora para evitar o pior. Também precisamos torcer e rezar para que os adversários de Lovelock estejam certos. Será uma tragédia menor, mesmo assim, sem precedentes. Mas, se ele estiver certo...

 

 

Roberto Malvezzi, o Gogó, é coordenador da CPT.

 

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