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Um Programa de Transição Anti-Capitalista na Democracia Burguesa Imprimir E-mail
Escrito por Raymundo Araujo Filho   
Qui, 15 de Julho de 2010
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Este artigo foi inspirado em uma rápida e certeira reflexão do economista e moderador do Programa Faixa Livre Paulo Passarinho, ao responder brevemente a um ouvinte, em uma das transmissões diárias do programa (http://www.faixalivre.org.br/).

 

De muitas coisas macabras têm sido acusados os que fazem oposição, e não alinhamento, posicionando-se à esquerda ao que nos acostumamos a chamar de Lullo Petismo, mesmo que isso não seja nenhuma Teoria Política, mas apenas um espetáculo de governança medíocre e conservador, logicamente travestido (bota travestido nisso!) de REALISMO e PRAGMATISMO - fachadas sedutoras e "maduras", para mascarar a desideologização da política e a entrega dos recursos mais caros do país, além de completo abandono da pessoa humana, transformada em mero consumidor. E tudo isso à custa da completa destruição do Brasil e da iniqüidade de 40 milhões de brasileiros E em uma situação INTOCADA, em que 10% (apenas os 18 milhões mais ricos) continuam a consumir 50% de tudo o que existe no país e os 40% mais pobres apenas 10% (dados verificáveis no IPEA e IBGE, em valores muito aproximados)

 

A morosidade, caminhos tortuosos (para não dizer outra coisa) e soluções conservadoras de Lulla e seus aliados, nestes quase oito anos, nos mostram que é muito lenta a velocidade da solução dos problemas estruturais do país, que beneficiasse a grande maioria da população. Como, por exemplo, ganhos salariais (hoje ridículos e comidos pela tabela do IR) e retirados não da burguesia, mas sim da ex-classe média e salários de técnicos especializados, que tiveram diminuídos ou paralisados os aumentos de seus vencimentos (servidores públicos).

 

Ao contrário disso, é rápida e pornográfica a acumulação de riquezas pela burguesia, através da oligopolização das funções industriais, executivas de obras e financeiras, da concentração das terras e da mídia nas mãos de poucas famílias e grupos, além dos péssimos indicadores macroeconômicos de médio e longo prazo, mas avalizados por nossas riquezas empenhadas, levando-se em conta o passivo que representam e a privatização de suas extrações e dos serviços públicos. Privatizações estas que continuam "de vento em popa", mas agora sob a forma de "joint ventures", uma espécie de "jontex" do Lullo Petismo.

 

Assim, não está aqui em questão a possibilidade de aderirmos ou acharmos viável seguir por este caminho de inserção no capitalismo de forma subalterna, dando migalhas de consumo (muitos supérfluos e fabricados como pipocas de circo) ao povo, sem nenhum estímulo para a participação política, senão como curral eleitoral.

 

Têm dito, os Lullo Petistas, notadamente aqueles que ostentam o marxismo como panacéia de algibeira neo-interpretada, ou como Bíblias das religiões comerciais, que "há de se não maldizer a democracia burguesa e saber fazer o jogo, esperando que o povo aprenda com a sua própria experiência e sabedoria...".

 

A estes eu respondo: o importante é saber o que fazer na democracia burguesa, sem que destruamos o espírito da luta de classes, tentando substituí-lo pelo apego ao consumo, como "mola mestra para a Revolução". E não perdermos de vista que toda a propriedade (burguesa, de reserva patrimonial – os comunistas e anarquistas ortodoxos que me desculpem...) é um roubo.

 

A nossa atual situação onde NENHUM Serviço Básico ou Concessão Pública funciona sequer razoavelmente, se botarmos, bem colocadas, as mãos na consciência, é prova de que não existe a transposição do mero consumo ou recebimento de assistência social para estados de consciência e reivindicação de direitos.

 

A não ser que os Lullo Petistas queiram jogar para as calendas futuristas uma possível (certo só a morte) onda de reivindicações populares, certamente originadas em um novo tipo de organização, talvez por geração espontânea, tamanha a anestesia política e social que aplicam no Povo, que sequer sabe mais o significado da palavra r-e-i-v-i-n-d-i-c-a-r, trocada pela palavra a-c-e-i-t-a-r.

 

Devem ter tempo de sobra estes ideólogos do Lullo Petismo, que parecem se achar imortais, além de não sofrerem, muitos deles, na própria pele a iniqüidade que a maioria da população sofre como condição secular. Há muito tempo que tem gente que "empurra com a barriga"....

 

Mas estes articulistas do PIL (Partido da Imprensa Lullista) - muitos dos quais devem receber bem para parecerem "isentos" ou "populares", com simpatia explícita ao Lulla (ontem, era ao FHC e, anteontem, ao Collor) - não conseguem também articular a crítica sobre alguns pontos que, a meu ver, são, estes sim, os verdadeiros "calcanhares de Aquiles" dos Partidos e Movimentos que se dizem à esquerda do Lulla. Aliás, coisa que não é difícil...

 

Ficam tão obcecados em justificar o injustificável, através de malabarismos espetaculares e pirotécnicos, que não conseguem formular a crítica correta. Pois, afinal, esta leva a discussão para a esquerda, e, como se sabe, certos "esquerdistas" fogem da esquerda como o diabo da cruz! Ao contrário deles (por medo de terem de debater teses esquerdistas de verdade), tenho enfrentado este árido espaço da crítica a companheiros, que não devem, a meu ver, cometer os mesmos erros estruturais de militância (partidária ou não) daqueles que criticamos.

 

Refiro-me à falta dos seguintes corolários, dentro da esquerda:

 

1) Uma unidade em questões mínimas que, a meu ver, hoje são centrais no combate ao capitalismo, como o são o apoio político ao momento venezuelano, a governos de contestação aos EUA na América, aos movimentos populares pacíficos ou sublevados e à não ingerência dos EUA no Oriente Médio e países em guerra com Israel, para ficar só nisso.

 

2) A falta de um Programa de Transição Anti-Capitalista a ser operado contra o Estado Burguês e sua (nossa, afinal) Democracia Formal (apenas formal), lastreado e baseado nas lutas cotidianas do povo pobre. Programa este que, ademais, possa fazer um contraponto ao proselitismo ideológico, sob as mais variadas nuances, sobre "o regime ideal", o qual, sem este substrato visível e prático, apenas parece mais uma "boa nova", das tantas que existem na política e nas religiões.

 

Assim, sob a máxima da vida partidária e político-institucional, sem um forte contraponto Popular em ações de visibilidade, e "em cima do laço" das agruras vividas diariamente pelas pessoas comuns, poderíamos utilizar as eleições de forma franca com o eleitorado. Isto implica em NÃO vender ilusões eleitoreiras, sobre algum Poder não participativo ou possibilidade de vitória, utilizando o período de exposição ao público com convocações específicas para Atos Públicos, ocupações de espaços e de Resistência às investidas anti-populares e farsescas próprias destes governantes que temos. E temas e fatos não nos faltariam para este incitamento...

 

Mas, para isso acontecer, teria sido necessário que os aparelhos políticos ditos de vanguarda (muitas vezes do atraso) se despissem, ou apenas utilizassem como referência, das suas profissões de fé ideológica, a meu ver tão filigramáticas que se tornam meras quimeras do exercício intelectual no estado atual das coisas. Além do que sequer a palavra de ordem "Pelo Socialismo" unifica a luta anticapitalista, de tão vulgarizada que tornaram esta sentença, que não é compartilhada por todos os anticapitalistas, que seguem, com todo o direito, outras orientações, mas no campo da esquerda revolucionária (seja lá o que isso for...)

 

Assim, lamento o desacerto e também, a meu ver, as verdadeiras traições e achaques personalistas, com os quais os partidos e lideranças que se dizem à esquerda do Lullo Petismo nos brindaram (ao simples eleitor). Não se acertaram nem entre si, quanto mais na conquista daqueles que votam nulo como um protesto e que poderiam, ao menos no primeiro turno, dar corpo visível votando taticamente. O que, infelizmente, se dará de forma atomizada e pulverizada nestas eleições, ao menos no primeiro turno. Espero que nos reencontremos no segundo turno, na rejeição aos candidatos de cartas marcadas do sistema. E se não der segundo turno, que fiquemos apenas com a certeza de que a Luta recomeçará mais cedo e focada não em eventos eleitoreiros, mas na organização popular de base.

 

Sem povo protagonista, a luta não vale a Ppena. Portanto, para mim, serão válidos todos os votos nulos, brancos, o absenteísmo, ou os votos em partidos que se dizem à esquerda do Lulla. De preferência naqueles que não ecoam os ditames do capital, vociferando contra governos e países que, afinal, são produtivos na luta internacional, pois fazem o enfrentamento antiimperialista estratégico. Isso mesmo sem vestirem a roupa que vestiríamos com mais conforto, mas uma roupa que o povo desses países aprova, e não passivamente, por inércia.

 

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e olha para seu título eleitoral, com grande desânimo, pois nem como exercício tático eficiente logrará êxito em 2010.

 

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Última atualização em Sexta, 16 de Julho de 2010
 

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