De que lado devemos estar?

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Vivemos a sociedade capitalista. Ela se caracteriza pelo fato de existirem duas instituições: o capital e o trabalho. Trata-se de instituições antagônicas e, portanto, inconciliáveis. O capital é representado pelos bancos, as minas, as fábricas, as terras e outras formas de bens acumulados.

 

Os donos do capital são os capitalistas e eles têm um único propósito: buscar seus lucros, através da exploração da força de trabalho dos despossuídos, que a vendem a troco de salários. Temos, portanto, duas classes sociais: a burguesia e os assalariados. Ao lado dessas classes, temos camadas sociais, porém, o que está presente na sociedade capitalista é a luta diuturna entre o capital e o trabalho.

 

Instituições como parlamentos, Forças Armadas, aparelhos administrativos, aparelhos policiais, formam uma instituição maior chamada Estado. Seja na sua forma Federal, Estadual ou Municipal, essa instituição está sempre a serviço dos capitalistas e tal realidade é vista nas horas em que os conflitos se acentuam e o Estado se manifesta através da polícia, das guardas municipais ou das forças armadas para manter a ordem capitalista. Quando não é o chicote explícito é o chicote invisível, como é o caso da "justiça", sempre morosa para os necessitados e amorosa para os capitalistas.

 

Na greve dos trabalhadores dos transportes rodoviários da cidade de Fortaleza, vimos de que lado esteve o chamado "poder público", ou seja, o Estado. Primeiro foram os cassetetes e sprays de pimenta da guarda municipal comandada pela prefeita petista Luizianne Lins.

 

Em seguida foi "a ação firme da justiça" decretando a greve desses trabalhadores abusiva, e estabelecendo multas exorbitantes para o seu sindicato, mostrando de que lado eles estão.

 

Paremos para pensar. Quando e em que circunstâncias o Estado levantou o seu braço armado para reprimir as classes patronais? A questão devia ficar bem clara para cada trabalhador: O Estado é deles, o poder é deles, devemos construir o poder do povo. Essa é a nossa única saída.

 

Gilvan Rocha é presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos – CAEP.

Blog: http://www.gilvanrocha.blogspot.com/

 

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Comentários   

0 #5 O PT de Luizianne Lins...Henrique 07-07-2010 21:11
Caros,
Percebam vcs que o PT hoje representa a burguesia, são burgueses com pele de peão. Haja vista a entrega de todos os sindicatos sob o seu domínio transferidos à força, no pau, para o CTB do PCdoB. Está havendo transferência de poder e assim acordados silenciam os sindicatos e submetem o povo.
Eles querem eleger Dilma e tornar o PT referencia e a luta antes propalada contra a "burguesia"...
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0 #4 Quem?Cicero 06-07-2010 20:01
Logo voce Gilvan Rocha?
Te conheço de antigos carnavais. Hoje adotou os antigos manuais para escrever esse pobre artigo? Quem diria....
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0 #3 Luisianne Lins e o oportunismoFabrício Bittencourt Nunes 05-07-2010 23:05
Avançar com o PMDB e toda a sua ramificação no poder? Avançar com o Banco Central nas mãos do rentismo e a agricultura na dos ruralistas?
Ora, isso é retórica do oportunismo, coisa que não é nem inovadora, nem uma tática de esquerda. É o velho pragmatismo despudorado das direções que se apelegaram e buscam no malabarismo retórico a explicação para suas renegações oportunistas.Luisianne Lins é a expressão disso.
Saudações socialistas - reais!

Fabrício
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0 #2 Na MoscaRaymundo Araujo Filho 05-07-2010 21:09
Gilvan Rocha acertou na mosca, de forma simples e direta.

E a mosca da vez foi a prefeita Luziane Lins.

Moscas esvoaçam sobre matéria orgânica putrefata, pois sentem os odores da Amônia, material essencial para que coloquem seus ovos e multipliquem a espécie.

Qualquer semelhança com que a prefeita petista e seus parceros do T nacional faem, NÃO é mera coincidência. É só lembrar do programa da governadora Ana Carepa Paz no Campo, que foi apelidado pelo MST de Pau no Campo.
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0 #1 Riberto 02-07-2010 13:22
Caro Gilva, me permita um acréscimo. Sou servidor do Poder Judiciário paulista há 30 anos. Estamos há dois mese sm greve em busca de simples reposição salarial. Por aqui, entre nós mesmos, abismados com absolta ausência de interêsse da mídia quando à divulgação dos nossos movimentos e propósitos, nos constituímos em vítimas ainda maiores desse poder do capital, posto operarmos para uma instituição claramente voltada à manutenção desses mesmos privilégios denunciados reiteradamente em seus textos. Buscamos socorro, buscamos Justiça ...
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