topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Indecisão de rumo no Afeganistão Imprimir E-mail
Escrito por Virgilio Arraes   
Quarta, 30 de Junho de 2010
Recomendar

 

Há no país uma disputa entre Executivo e Legislativo relativa às verbas destinadas à rubrica militar; pressionada pelo constante déficit orçamentário, a Casa Branca aspira a reduzi-las, porém choca-se com o posicionamento do Congresso, propenso, indistintamente dos dois tradicionais partidos, a aumentá-las, sob justificativa de caráter emergencial – nas últimas semanas, a quantia ultrapassaria trinta bilhões de dólares, sendo destinada boa parte do montante às operações em solo afegão.

 

Paradoxalmente, a Grã-Bretanha, o aliado mais próximo na guerra do Afeganistão, já declarou o encolhimento de suas atividades na região, nada obstante ser o novo governo conservador. De mais a mais, a restrição financeira britânica é um recurso bem-composto para preparar aos poucos os Estados Unidos para sua futura retirada, tendo em vista a visível infrutuosidade da guerra.

 

Na visão do Partido Conservador, não há quase mais validade em temporariamente recuperar bairros em cidades importantes, como Candaar, por exemplo, ou eventualmente avançar no interior do inospitaleiro país. A despeito da superioridade técnica, faltam efetivos para permanecer em tais locais por períodos duradouros, o que torna frustradas todas as investidas.

 

Em nove anos transcorridos, a Casa Branca já não dispõe de alternativas viáveis à mesa, haja vista o extenso arco de medidas cogitadas e porventura aplicadas: da contenção específica da resistência fundamentalista ou nacionalista à contemplação da reconstrução nacional. Excetuando-se a cooptação esporádica de líderes regionais, nenhuma delas sustentou-se durante muito tempo.

 

O único segmento detentor de êxito naquele país é o privado. Representado por corporações de vigilância, encarrega-se de proteger, por meio de contratos vultosos, instalações e autoridades norte-americanas – a chamada segurança diplomática. Em decorrência da ação bastante controvertida, pesam várias acusações contra elas, entre as quais a de assassínio de civis.

 

A despeito do desgaste político, não falta no Departamento de Estado entusiasmo para a composição de novas tarefas, entre as quais a de patrocinar por meio delas a contratação para o treinamento de parte da polícia afegã, não obstante severas críticas de parlamentares estadunidenses vinculados à área de defesa e política exterior.

 

Desta forma, o governo norte-americano assiste ao esgotamento de suas possibilidades do ponto de vista militar, mas não de empresas de sua bandeira. Indo além, ele recentemente apresentou à opinião pública outra forma de viabilizar sua presença em território afegão: a econômica, ao anunciar o vasto potencial mineral do país – lítio, cobre, cobalto, ouro, ferro, entre outros – com o valor estimado em centenas de bilhões de dólares.

 

Mesmo exposta de maneira positiva, a atual gestão democrata na Casa Branca involuntariamente, ao evocar a inexplorada riqueza, confirma o caráter neo-imperial de suas ações externas, apesar de combalidas manifestações de defesa de direitos humanos ou de proteção local a minorias étnicas ou religiosas.

 

A surpresa é a lembrança tardia do argumento, haja vista a diferença de postura no conflito iraquiano, em que o petróleo tem sido constantemente mencionado, ainda que de modo difuso – a presença estadunidense, a par da imperiosa implementação de um regime democrático, teria ocorrido para impedir que extremistas tivessem o controle do produto e fizessem dele uso político.

 

O que não se decidiu ainda é a maneira como se explorarão as riquezas do subsolo; assim, outro embate poderá vir a lume em breve, caso queiram participar também companhias de países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

 

Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

 

Recomendar
Última atualização em Qui, 01 de Julho de 2010
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates