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A esquerda deve se abstrair das eleições? Imprimir E-mail
Escrito por Antonio Julio de Menezes Neto   
Sexta, 18 de Junho de 2010
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A modernidade e o capitalismo são faces da mesma moeda. São produtos e produtores do mesmo momento histórico. E como se conforma a modernidade? Através dos Estados nacionais. Para a expansão e consolidação da reprodução do capital e do capitalismo como um sistema econômico e político mundial, os Estados nacionais, através da administração dos governos, cumpriram e cumprem papel fundamental. É na sua consolidação que o capital e o capitalismo encontrarão sua mais eficiente administração e a própria intervenção para a sua reprodução.

 

Assim, como filhos da modernidade, somos filhos dos Estados nacionais. Situamo-nos e encontramo-nos cultural, social e politicamente nas fronteiras de nossos países. Mas os Estados nacionais abrigam diversas contradições. E é no seio destas contradições que surgem as idéias socialistas, que mostram a contradição entre o capital e o trabalho. Que nos mostram a luta de classes e os diversos interesses inconciliáveis. Os Estados tornam-se mais complexos e os governos, que se ampliaram enormemente no século passado, passam a cumprir diversos e novos papéis sociais. Em alguns momentos são liberais, apoiando o mercado, e em outros são intervencionistas, quando a reprodução do capital assim o exige.

 

Mas as contradições atingem também o governo. O grande número de funcionários, notadamente nas áreas da educação e saúde, onde as gestões dos Estados pelos governos assumem uma intervenção maior, leva estas contradições ao governo. E, também, os ideais socialistas, moldados na modernidade, passam pela conquista de governos.

 

Assim, não podemos e não devemos nos abstrair desta discussão e discutir apenas as mazelas do capitalismo sem debater o seu gestor. Ou seja, precisamos denunciar e nos organizar contra o capital e o capitalismo na sua totalidade, enfrentando quem o reproduz e quem o administra.

 

Desta forma, os movimentos de trabalhadores, de estudantes e os movimentos sociais devem se posicionar claramente nos embates diretos com o capital e com seus gestores. Não devem deixar que se criem as ilusões de que um governo de origem popular, que recebe bem e é amigo de militantes dos movimentos sociais e sindicalistas, administre o capitalismo com o apoio dos próprios trabalhadores. Dito de forma mais clara: devemos dizer que o governo Lula e sua candidata contribuíram e irão continuar contribuindo para bem administrar o capitalismo e o capital. Com diferenças com o neoliberalismo de FHC/Serra, mas com muita continuidade. E o pior é que a continuidade se centra na manutenção da reprodução do capital e do capitalismo como sistema econômico e social/cultural/político.

 

Devemos denunciar estes governos e apoiar candidaturas claramente comprometidas com gestões populares e anticapitalistas. Devemos disputar os governos de forma independente, mesmo que este fato não resulte em vitórias eleitorais imediatas. Afinal, quem se lembra ou estudou a história do PT sabe que ele começou pequeno, sem perspectivas eleitorais imediatas, mas compromissado com práticas e princípios que se colocavam ao lado do mundo do trabalho contra o capital. Que estava crescendo nas bases e nas lutas, mas que foi atropelado pelo imediatismo.

 

Assim, defendo que as esquerdas busquem sua unidade em candidaturas claramente posicionadas e que continuem seu trabalho de base, mas que não abram mão de disputar eleições com discurso e práticas próprias. Não existe contradição entre disputar os governos e desenvolver trabalhos de base. Pelo contrário, disputando governos aproveitamos o momento político para debatermos propostas e podemos levar a contradição ao Estado nacional. De outro modo seremos engolidos novamente pelo voto útil que, na maioria das vezes, se torna inútil se queremos superar o capitalismo.

 

Antonio Julio de Menezes Neto é cientista social, doutor em Educação e professor na UFMG.

 

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