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As FARC: fator imprescindível da paz Imprimir E-mail
Escrito por Hugo Gómez   
Terça, 15 de Junho de 2010
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Nenhuma plataforma política apresentada na farsa eleitoral que se deu em 30 de maio contemplou a abertura de negociações de paz com a insurgência. A interlocutora chave do chamado conflito armado não é mais que a expressão pura e dura da luta de classes, da confrontação antagônica, no terreno militar, entre o povo e a oligarquia. Isso ocorre porque as vias de solução dos problemas sociais e econômicos da classe trabalhadora, do campesinato e demais setores sociais não podem ser abordadas e resolvidas democraticamente pela via política, já que as instituições oligárquicas recriam e se apóiam na constituição burguesa colombiana.

 

Todos os candidatos à presidência da República Colombiana apostam na estratégia da derrota das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP).

 

As classes dominantes na Colômbia são caracterizadas por sua visão subjetiva, descolada e deformada da realidade nacional, que não as permite ver mais além de seus próprios interesses de classe. Sua condição humana corrompida, cínica e cruel, criminosa em suma, que tem sido demonstrada ao longo da tempestuosa história da Colômbia, a torna incapaz de perceber a incomensurável dimensão do sofrimento e dano irreparáveis causados pelas prisões, desaparecimentos, torturas, assassinatos de dirigentes populares, além dos massacres de populações inteiras.

 

Seu apetite desenfreado de enriquecer e seu ódio visceral do povo digno e trabalhador (que a censuram, ameaçando seu poder e prometendo privá-las de sua liberdade de explorar os trabalhadores e espoliar a nação), leva a consciência de classe ao paroxismo, privando-as de inteligência e lucidez para reconhecer, autocriticamente, sua grave responsabilidade nos atos genocidas. Essa privação também impede a abertura de canais legítimos que levem a uma paz real, pondo um fim definitivo a esse terrível período de morte e tragédia na Colômbia, em que os dominantes vêm sendo progenitores e condutores dessa barbárie.

 

Sua demente prepotência prega, antecipadamente, a derrota de seu inimigo, supervalorizando a força e a capacidade de extermínio de seus devastadores aparatos de guerra. Ao mesmo tempo, desvalorizam, equivocadamente, a capacidade e resistência militar daqueles que se armam. Portanto, parece que não podem atender e nem entender o enorme peso político da insurgência armada, que vem recebendo apoio e adesão da população colombiana, tanto no interior do país como no exterior, sendo reconhecida por destacadas personalidades e instituições livres de qualquer suspeita.

 

Ao mesmo tempo, vem sendo revelada à Colômbia e ao mundo inteiro a responsabilidade do governo de Uribe Vélez e de seu exército carniceiro na preparação e consumação de horrendos crimes de lesa humanidade já inocultáveis, perpetrados por grupos paramilitares; brotam na superfície a podridão dos crimes e corrupções dos "homens de Uribe", entranhados no governo, no Parlamento e nos órgãos da Inteligência, assim como dos grupos econômicos e oligárquicos ligados ao poder e à sua política de repressão e extermínio; se faz, cada vez mais patente, o real empobrecimento e até a mais absoluta falta de proteção social e miséria da maioria do povo colombiano.

 

Ou seja, vão caindo, uma a uma, as mentiras de crimes atrozes atribuídos à Insurgência, impulsionados pelo estabelecimento de ações narcoparamilitares colombianas através de campanhas de desprestígio e ódio às forças armadas populares, na busca para

 

justificar sua guerra de extermínio...

 

A oligarquia colombiana possui muito mais medo da paz que vontade de alcançá-la, principalmente se a paz solicitada pelo povo é com justiça social. A paz significa o fim de sua orgia de crimes e latrocínio, a perda de seu poder absoluto impune sobre a vida, os bens e a liberdade dos cidadãos indefesos, o fim de seus negócios com as transnacionais dos Estados imperialistas e a abertura do "julgamento universal", que os fará sentar no banco dos Tribunais pelas tumbas cavadas e os rios de sangue, que assolam toda a geografia da Colômbia. Ouça, Uribe!

 

No recente editorial da "Voz", órgão do PC colombiano, da semana de 5 a 11 de maio de 2010, Carlos Lozano expressava que "a paz negociada implica mudanças na sociedade: construir um novo país sobre bases sólidas, democráticas e de justiça social. É necessário fazer um pacto com os insurgentes e a sociedade colombiana, que deve ser parte ativa nos diálogos. Esse é o vazio existente na recente proposta da Igreja Católica, interessante, porém insuficiente".

 

O diretor do órgão comunista "Voz" reclama, com razão, que a insurgência seja "parte ativa" nos diálogos de paz. Essa busca histórica da paz está cheia de episódios em que é patente o protagonismo da insurgência, concretamente as FARC-EP, com assento próprio, indiscutível.

 

Em algumas declarações feitas ao jornalista Pablo Biffi, do jornal Clarín, em 16 de setembro de 1998, reproduzidas por Fidel Castro em seu livro "A paz na Colômbia", o inesquecível Manuel Marulanda dizia que "conforme a experiência acumulada ao longo de 40 anos de luta para resolver os problemas sociais deste país, é necessária a presença das FARC. Nós faremos um acordo em algum momento, porém, nossa armas têm que ser a garantia de que será cumprido o acordado. No momento em que desaparecerem as armas, o acordo pode ser derrubado. Essa é uma questão estratégica que não vamos discutir".

 

Nas vésperas das Conversações de Caguán, narra Fidel no texto citado, Raúl Reyes, então responsável pelas Relações Internacionais das FARC, durante sua estada em Cuba, transmitia aos companheiros do Setor de América do Partido Comunista Cubano, que "estão conscientes que este será o começo de um longo caminho que somente eles devem percorrer com os governantes de seu país. Sem dúvida, expressam que nunca aceitarão a desmobilização e a entrega das armas, mesmo que não alcancem os objetivos pelos quais vêm lutando".

 

Já ativada a Mesa de Caguán, encaminhada a busca de soluções políticas ao conflito armado, em referência à intermediação de outros países na construção da paz, Manuel Marulanda, reunido em seu acampamento com personalidades revolucionárias da América Latina, do Secretariado das FARC-EP e o emissário do Partido Comunista de Cuba, José Arbisú, avaliou como importante "o acompanhamento internacional que se faz neste processo, porém não quer cair na armadilha ocorrida em El Salvador e Guatemala". Pensa que muitas personalidades podem ajudar, desde que não parcialmente.

 

Mensagem aos navegantes da paz

 

1º) Na solução política da guerra e promoção dos acordos de paz, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) são fator imprescindível na pacificação e refundação política e institucional da Nova Colômbia e, ao mesmo tempo, garantia de primeira ordem do cumprimento dos acordos firmados.

 

2º) É fundamental à nova abertura do diálogo ou conversações de paz o seu reconhecimento como Força Beligerante, reclamada insistentemente pelas FARC-EP. Essa é uma condição sustentada com base nos princípios e normas do direito internacional.

 

Todo o peso da opinião pública colombiana e mundial deve se voltar para a consecução de tal objetivo e na exigência de sua exclusão da abominável lista de organizações "terroristas". É dessa maneira como a oligarquia colombiana e o imperialismo norte-americano e europeu estigmatizam, com prepotência e sem nenhuma legitimidade, o direito dos povos à rebelião armada.

 

Publicado originalmente na Agência Bolivariana de Notícias (ABP).

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Última atualização em Terça, 15 de Junho de 2010
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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