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Os três podres poderes da República e os sem-terra Imprimir E-mail
Escrito por Fernando Silva   
Sexta, 15 de Junho de 2007
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Se fôssemos julgar o que acontece no Brasil apenas pelo que destaca a grande mídia teríamos a sensação que tudo se resume a um autêntico noticiário político-policial: as peripécias de Renan Calheiros, o irmão do Lula, a Operação Navalha e por aí vai.

 

Não que tais assuntos não mereçam posicionamentos categóricos. Por exemplo, o enquadramento de Renan Calheiros na comissão de Ética e seu afastamento da presidência do Senado seriam medidas elementares. Mas de certa forma, isso em geral não é novo, é mais do mesmo, pois a corrupção é sistêmica no Estado capitalista brasileiro e também não é novidade que o governo Lula e os altos escalões petistas estão publicamente comprometidos, de uma forma ou de outra, com esse jogo desde 2004, quando veio à baila o caso Waldomiro Diniz.

 

Mas os grandes fatos da semana, que começam a dar outra cara ao cenário político, são oriundos dos movimentos sociais das classes trabalhadores.

 

Especial destaque e reflexão merecem a marcha dos sem-terra, realizada em Brasília em meio ao seu 5º Congresso, quando 20 mil pessoas marcharam nas alamedas do Planalto Central denunciando a ausência da reforma agrária e a exploração do agro-negócio e mostrando um categórico descontentamento com o governo Lula, claramente expresso em uma das faixas da marcha:

“acusamos os três poderes de impedirem a reforma agrária”.

 

Da demonstração de força e descontentamento mostrada pelo MST podemos concluir que, após a jornada do dia 23 de maio, o processo de alargamento da luta e da unidade entre diversos setores da classe trabalhadora e do movimento popular está cada vez mais na ordem do dia.

 

Até porque a ação do MST em Brasília não é um raio em céu azul após o 23 de maio.

 

Os cortadores de cana do estado de São Paulo iniciam uma greve geral, a primeira desde 1986, mostrando que não estão dispostos a aceitar o lugar de escravos no destrutivo “novo” projeto de monocultura, em torno da produção de etanol.

 

Para além de destacar um processo a quente para forjar a unidade dos trabalhadores, vale ressaltar que a luta pela reforma agrária, que inclui uma luta sem quartel contra o agro-negócio, ganha assim um horizonte prático forjado pela ação dos sem-terra e trabalhadores rurais.

 

Ganha cada vez mais dimensão a construção de uma grande marcha unitária entre trabalhadores do campo e da cidade a Brasília, no mês de agosto, para não deixar dormir os três podres poderes da República.

 

E nesse processo, por uma imposição da própria ação prática do movimento, ganha força também a possibilidade de se construírem instrumentos de frente única com capacidade de aglutinar, de unir as iniciativas e setores combativos da classe trabalhadora urbana e dos movimentos populares.

 

Em tempo: o governo Lula começou a cortar o ponto dos servidores públicos que estão em greve, começando pelos do Incra e do Ibama. Há vários outros servidores do serviço público em greve, como os da Cultura e os das universidades federais, mas não deixa de ser simbólico que a retaliação governamental comece contra os trabalhadores destes dois Institutos. No primeiro caso, os servidores são tradicionalmente solidários à reforma agrária; no segundo, estão em rota de colisão contra a desregulamentação ambiental pretendida a todo custo pelo governo federal.

 

 

Fernando Silva é jornalista, membro do Diretório Nacional do PSOL e do Conselho Editorial da revista Debate Socialista.

 

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Última atualização em Terça, 19 de Junho de 2007
 

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