O tripé da maldade

 

Desde que foi imposto o Plano Real, temos, a rigor, a mesma política econômica e financeira. Lançado no governo Itamar Franco, o Plano Real foi apontado pelo PT como uma manobra eleitoreira de curta duração.

 

O governo FHC tratou de consolidar os fundamentos dessa nova política econômica e os ventos da bonança sopraram em favor do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, produzindo um ambiente de paz social na medida em que o governo petista engessou as centrais sindicais e estudantis, patrocinou a miséria com o Bolsa Família e garantiu a "paz social" tão ao gosto da burguesia que nunca desfrutou de tanta estabilidade e tantos lucros.

 

É ambição da burguesia a continuidade dos fundamentos da política econômica vigente. Desse ponto de vista ela parece estar bem servida quando nos fornece como candidatos, supostamente viáveis, um verdadeiro tripé da maldade: Serra, Dilma e Marina.

 

Os que pretendem um maior nível de competência no gerenciamento do capitalismo preferem o Serra. Os que se animam com a candidatura artificial, porém patrocinada por um amplo populismo, escolhem a guerrilheira redimida Dilma Rousseff. Os que, platonicamente, pretendem uma figura cândida, uma vestal que inspira hombridade, escolhem a Marina Silva.

 

Trata-se sem dúvidas, de um tripé da maldade, pois tais candidaturas representam o continuísmo de um sistema capitalista que vive à custa de imensos sacrifícios sociais. Trata-se de uma camisa de força que tentam nos impor como se não houvesse outra saída.

 

Mas ela existe e está na candidatura mal divulgada desse grande companheiro que é Plínio de Arruda Sampaio. Este, sim, se coloca contra o continuísmo e denuncia claramente o capitalismo como matriz de tantas e quantas mazelas sociais. Plínio, candidato, haverá de dizer a verdade mesmo que essa sua postura possa não ser compreendida pela grande massa do povo.

 

Porém, a parcela que haverá de entender o seu discurso há de se multiplicar e um dia desfazer essa grande fraude populista tão semeada Brasil afora. Votar em Plínio será romper a camisa de força do sistema vigente.

 

Gilvan Rocha é presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos- CAEP.

Blog: http://www.gilvanrocha.blogspot.com/

 

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Comentários   

0 #2 DE ÁGUA$ NOVA$ OU PA$$ADASRicardo 20-06-2010 08:32
Mudança no Brasil só existe uma: a do grande fluxo do dinheiro. Dos bolsos de uns para os bolsos dos novos eleitos, sempre saciando suas sedes nas velhas e conhecidas fontes de "águas cristalinas" - as perenes cascatas dos baqueiros e dos grandes empresários. Mérito indiscutível, portanto, também para sindicalistas, suas massas de manobras e excelente visão de negócios, com vistas à ascensão na rentável carreira de iludir povos que é a política.
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0 #1 Estruturas e TradiçãoEzio José da Rocha 15-06-2010 08:20
O Brasil não é diferente de qualquer outra nação que tem seus sistemas de governos inplantados há séculos. Os costumes, os vícios, a tradição e tantos outros ingredientes que formam a cultura política de um país não podem e nunca mudarão de uma hora para outra. A não ser que haja conflito e a Segurança Nacional corra riscos.
Quem observar toda nossa história política e social com imparcialidade e raciocínio lógico nã terá dúvidas sobre o presente e s dificuldades que pode-se deparar com alguma mudança radical.
O nosso Presidente semeou as primeiras sementes sem atcar muito os diversos segmentos da sociedade. Isto é um bom começo e não pode ser interrompido para que, daquí algumas décadas, tenhamos estruturdos os projetos de uma sociedade equilibrada em todos os sentidos e oferecendo oportunidades para todos que buscam progredir particularmente em suas vidas.
Esta mudança que já é visível aos olhos dos sensatos e que ganha passos largos neste governo, vem de muitos erros anteriores que foram cometidos por afoitos que não usaram da paciências e partiram para o imediatismo. "Não se cura uma dor de cabeça causada por má digetão, tomando Melhoral. Antes cuida-se de curar o estômago e depois toma-se o Melhoral".
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