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O narcotráfico, os EUA e a América Latina Imprimir E-mail
Escrito por Duarte Pereira   
Sexta, 11 de Junho de 2010
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O problema principal da América Latina não é o narcotráfico, supostamente associado aos governos progressistas e à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Esta é a tese dos Estados Unidos, forjada para justificar a reescalada de sua intervenção militar e policial em nosso continente e para impulsionar o realinhamento conservador de partidos e governos latino-americanos.

 

A guerrilha colombiana, por exemplo, é muito anterior à emergência do narcotráfico com a gravidade que assumiu nas últimas décadas, graças à cumplicidade de sucessivos governos de Bogotá. Tudo indica que a guerrilha se envolveu com narcotraficantes e com seqüestros mais recentemente, para adquirir armas e sobreviver às investidas combinadas dos Estados Unidos, do governo de Bogotá e das forças paramilitares colombianas, que assassinaram milhares de combatentes e simples militantes progressistas durante vários anos com o estímulo e a tolerância dos Estados Unidos e do governo de Bogotá.

 

Esse envolvimento das FARCs pode ser considerado um erro, pois os fins, por mais nobres que sejam, não justificam quaisquer meios. Contudo, também é um erro cínico que, para atacar a guerrilha, se simplifique drasticamente o complexo quadro colombiano, ou a cadeia internacional formada pela produção, comercialização e consumo da cocaína, inclusive no interior dos Estados Unidos. Há alguns dias, um especialista brasileiro lembrava, em artigo publicado em O Estado de S. Paulo, que a Bolívia, outro país que vem sendo acusado de complacência com o narcotráfico, não possui indústria química. As substâncias necessárias para transformar a folha de coca em cocaína provêm de países vizinhos, inclusive do Brasil.  

 

Trata-se, portanto, de propor de forma concreta e amistosa que os países latino-americanos se unam no combate à praga do narcotráfico, mas não de utilizá-lo como pretexto para dividir os países latino-americanos, incriminar seus governos progressistas e favorecer a tentativa dos Estados Unidos de retomarem sua intervenção em nossos assuntos internos.

 

Nenhum candidato progressista brasileiro deve endossar a tese insustentável do governo de Washington, nem muito menos transformá-la numa das bandeiras principais de sua campanha. Quem o fizer, independentemente do efeito eleitoral de suas declarações – aliás, duvidoso –,  cometerá um haraquiri político. Das posições de que países e de que forças internas se aproximará quem atacar a Bolívia e elogiar a Colômbia, quem investir contra o Irã e silenciar sobre Israel?

 

Duarte Pacheco Pereira é jornalista.

 

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