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Negociações partidárias em Brasília retratam profunda desideologização da política Imprimir E-mail
Escrito por Rodrigo Mendes   
Terça, 25 de Maio de 2010
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As negociações em curso para as eleições do Distrito Federal são simbólicas e sintomáticas de que projeto de governo, visão de mundo ou ideologia não fazem mais parte do horizonte de interesse dos políticos profissionais. A imensa maioria dos partidos pende para qualquer lado, a depender das conversações sobre espaço na máquina pública, quantidade de cargos ou recursos para determinada pasta, troca de favores e apoios, em uma espiral infinita.

 

No DF, há uma tradição de os "azuis", partidários do ex-governador Joaquim Roriz, e os "vermelhos", do PT (que esse ano tem como candidato o ex-ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz), polarizarem a disputa regional. A briga de cores chega a assumir ares e sentimentos de torcida de futebol. Fato é que sempre houve um fundo político nessa disputa.

 

Hoje, os dois lados negociam alianças tendo como critério central o tempo de TV e rádio que cada partido tem. Isso leva a situações bizarras, como chapas em que o candidato a governador apóia José Serra, pré-candidato do PSDB à presidência, e o vice está com Dilma, pré-candidata do PT.

 

É o caso, justamente, da chapa de Roriz. Seu partido, o PSC, embarcou na aliança nacional com Serra. Já o vice, Jofran Frejat, é do PR, partido do vice-presidente da República, José Alencar, que está fechado com o PT.

 

O mais provável é que DEM, PSDB, PPS e PMDB formem uma "terceira via", alternativa à polarização entre Agnelo e Roriz. No PSDB, os mandatários regionais da sigla querem se aliar a Roriz, pois estariam em uma chapa mais forte, com mais condições de eleger membros para o legislativo. Mas a direção nacional do partido está reticente. Roriz, por seus tantos problemas com a justiça, é visto como um abacaxi para Serra.

 

No DEM, a situação é mais complicada, pois o partido vive disputa interna no DF ainda mais acirrada. O presidente regional do partido, Adelmir Santana, é senador. Entrou como suplente de José Roberto Arruda, quando este se elegeu governador. Agora Adelmir quer passar por uma eleição.

 

Mas o deputado federal Alberto Fraga queria concorrer ao governo. Chegou a se lançar pré-candidato. Logo depois desse lançamento, Adelmir falou que a candidatura própria "não estava sacramentada". Pois agora, à medida que fica mais difícil essa candidatura – os aliados em potencial estão, aos poucos, se alinhando a Agnelo ou Roriz –, é provável que o DEM tenha de se contentar com uma das vagas da disputa pelo senado na chapa "azul". E qual dos dois iria concorrer?

 

Enquanto isso, o PMDB pendula. O maior partido do país em número de parlamentares tem, diante de si, várias opções. Pode participar da chapa com PSDB, DEM e PPS; se quiser, já tem a vaga de vice na chapa petista; também tem força suficiente para encabeçar a "terceira via", com nomes como Tadeu Filippelli, presidente regional do partido, Rogério Rosso, atual governador, ou Ivelise Longhi, vice-governadora. O partido negocia tendo em vista todas essas alternativas.

 

O PT tem sua candidatura definida. O candidato ao governo é Agnelo Queiroz, ex-ministro dos Esportes, quando era do PC do B. As vagas para a disputa ao senado foram entregues a aliados da coligação, o PDT, com Cristovam Buarque, e o PSB, com Rodrigo Rollemberg. Já a escolha do vice de Agnelo aguarda definição do PMDB. O nome mais cotado é de Tadeu Filippelli. Agnelo e Tadeu gostam da idéia da aliança. O PT já a aprovou, ainda que haja grande resistência dentro do partido, pois o PMDB tem vários membros, inclusive deputados distritais, envolvidos na Operação Caixa de Pandora, que já derrubou Arruda.

 

PPS e PMDB chegaram a ensaiar uma aproximação. Um dos indícios dessa movimentação foi o fato de Rogério Rosso ter convidado Alírio Neto, deputado distrital pelo PPS, para ser líder do governo na Câmara Legislativa do DF. Após muitas negociações, o PPS acabou decidindo não aceitar a tarefa. Eventualmente, o posto foi entregue a Aguinaldo de Jesus, do PRB.

 

Não é a primeira vez que o mandato de Rosso é usado para costurar alianças e apoios para as eleições de outubro. Na eleição indireta, Filippelli conseguiu garantir o apoio do PT em um eventual segundo turno, ainda que não houvesse comprometimento de nenhum dos lados de participação no governo. O principal objetivo era iniciar uma relação política com vistas à eleição de outubro. O que, agora, não está nada garantido.

 

O PV terá seu candidato, Eduardo Brandão, que é presidente regional da sigla. A idéia é aproveitar a popularidade de Marina Silva, pré-candidata do partido à presidência, mantendo o palanque para a neoverde, com possibilidade de eleger algum nome para a Câmara Distrital.

 

O PSOL deve lançar Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do PSOL, e busca aliança com PCB e PSTU, numa tentativa de reeditar a Frente Socialista de Esquerda, como aconteceu em 2006. O principal objetivo é dar visibilidade a um programa socialista e introduzir um debate diferenciado, fugindo da polarização entre PSDB e PT. O partido conta ainda com a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio à presidência.

 

Para quem acompanha mais de perto as conversas entre os partidos, fica muito claro que os principais fatores que os levam a se unirem ou se separarem não são propriamente "políticos", no sentido mais tradicional e nobre da palavra. Ainda restam aqui e ali discussões de cunho político, é claro. Mas ao comentar o atual momento para a imprensa, nenhum dos partidos que debatem suas alianças fala sobre o projeto para Brasília que os teria unido.

 

Rodrigo Mendes é jornalista.

 

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Última atualização em Sexta, 28 de Maio de 2010
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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