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FMI e governos da eurozona querem Grécia de exemplo Imprimir E-mail
Escrito por Catherine Samary e Hugo Harari-Kermadec   
Terça, 11 de Maio de 2010
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O "plano de resgate" adotado pela União Européia (UE) e o FMI pretende colocar durante três anos a Grécia sob abrigo da especulação dos mercados financeiros e impedir sua "quebra". Mas o jugo "euro-FMI" interdita debates e medidas democráticas que precisam ser impostas na Grécia e em toda a Europa: abertura dos livros contábeis (dos Estados, dos bancos, das empresas) e o balanço do fracasso da UE neoliberal, atestado pela corrida ao FMI.

 

Georges Panpandreu aceitou um plano de austeridade sem precedentes: em contrapartida de uma ajuda de 100 bilhões de euros em três anos, o Estado se compromete a economizar 30 bilhões. Os lucros e mercados financeiros não se tocam, enquanto os serviços públicos e os assalariados devem pagar todo o pato.

 

Do lado dos gastos, trata-se de lançar uma nova ofensiva contra os serviços públicos em educação e saúde (diminuindo um pouco os gastos militares muito acima da média da UE), mas estamos seguros de que a França, segundo fornecedor de armamentos a Grécia, verá suas encomendas preservadas. Está prevista uma contra-reforma nas aposentadorias, pior que a que ameaça a França. Os salários dos funcionários serão reduzidos e depois congelados; no setor privado, as demissões são facilitadas ao mesmo tempo em que se introduz uma renda mínima para os jovens (e os afastados há muito tempo que se virem para encontrar um emprego), o que multiplicará os "assalariados pobres"...

 

Pelo lado das receitas, as privatizações dos transportes e da energia agravam uma Europa anti-social e desastrosa ao meio ambiente. No plano fiscal, nada de tocar nos lucros e nas isenções da igreja ortodoxa, mas o imposto mais injusto, o IVA, será aumentado.

 

O recurso ao FMI e a financiamentos bilaterais pelos Estados membros tenta salvaguardar a arquitetura neoliberal da UE: ausência de fiscalização européia (o orçamento europeu tem teto de 1% do PIB), prioridade ao financiamento privado com livre circulação de capitais e os critérios "de Maastricht"(1). Reafirmados hoje, foram estabelecidos em 1992 para que a Alemanha pudesse renunciar ao marco alemão. O conjunto construiu uma UE cada vez mais assimétrica. Os países designados desrespeitosamente como PIGS (porcos em inglês) - Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha – são uma periferia da eurozona, tal qual a que fica aleste do continente. Os excedentes comerciais e a débil inflação de uma Alemanha que pratica deslocamentos ao leste e a austeridade salarial correspondem a uma maior inflação, déficits e endividamentos superiores em outras partes.

 

As consultorias e agências de risco "avaliam" esses desequilíbrios. As mesmas que elevavam às nuvens em 2007 o que depois todos viram ser "papéis podres" na crise dos subprimes, permitem-se infligir "notas ruins", das quais se amparam os mercados especulativos: Grécia, Portugal e Espanha são as mais frágeis – mas a Itália tem uma dívida superior à da Grécia e o déficit do Reino Unido supera os 10%. Dominique Strauss-Kahn e o Palácio do Elizeu grunhem contra essas agências que agravam a especulação sobre o euro. Mas os "especuladores" são particularmente os próprios bancos. Os da França e da Alemanha têm 80% da dívida grega. O Banco Central Europeu não tem direito de emprestar aos Estados, mas emprestou aos bancos quantias alucinantes a juros baixos em plena crise financeira. Esse dinheiro lhes serve hoje para emprestar, com um juro mais alto, aos Estados que acabam de decidir emprestar a Grécia, tirando um lucro de passagem.

 

O FMI e os governos da UE querem que a Grécia sirva de "lição" européia. Mas essa Europa deve ser rejeitada por mobilizações que imponham verdadeiras solidariedades e "critérios de convergência" que tenham por objetivo a subida dos níveis de vida e a proteção ao meio ambiente. A moeda o financiamento sob controle público devem estar a serviço da coesão social.

 

O "plano de resgate" a Grécia não ataca os lucros e as rendas financeiras sobre a dívida. Deve ser rechaçado porque é tão injusto quanto os planos do FMI em outras partes, além de ineficaz; a austeridade significa recessão, causa primeira do déficit-público sem fazer que cesse a especulação.

 

Os islandeses se negaram a pagar por uma quebra que não era deles, em um referendo realizado em março passado. Há que se negar a pagar dívidas sem auditorias, transparência e debate sobre tais dívidas.

 

Nota:

 

1) O déficit público abaixo de 3% do PIB e a dívida pública abaixo de 60% se referem ao orçamento do Estado, das coletividades locais e da seguridade social: política fiscal e aposentadorias estão no coração do que está em jogo. Mas a UE proibiu também os bancos centrais da eurozona de financiar os Estados.

 

Catherine Samary e Hugo Harari-Kermadec são do grupo de Trabalho Econômico do Novo Partido Anticapitalista Francês.

 

Retirado de http://www.vientosur.info/

Traduzido do espanhol por Gabriel Brito.

 

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