O Primeiro de Maio

 

O primeiro de maio passado, segundo o jornalista Fernando Barros e Silva, do jornal Folha de São Paulo, foi quentíssimo na Grécia, quando os trabalhadores, em manifestação de protesto, foram duramente reprimidos pela polícia em nome da sagrada ordem capitalista.

 

Na Espanha, França, Alemanha, Portugal, Áustria e Suíça houve mobilizações de trabalhadores, seguidas de grandes protestos. No Brasil, as coisas aconteceram de forma diferente. A corrompida Força Sindical promoveu, em São Paulo, uma grande festa com direito a discursos eleitoreiros encabeçados pelo presidente Lula.

 

Esses discursos foram seguidos por sorteios de casas e automóveis, acompanhados de música e dança, numa forma eficaz de anestesiar as massas populares e garantir a paz e a tranqüilidade, tão ao gosto da grande burguesia.

 

Isso sim é o modo "PT de governar", que tanto nos prometiam, como se fosse algo revolucionário, mas o que se tem verificado é a manifestação moderna do getulismo, ou seja, afagos aos pobres com assistencialismo e fartos lucros para a burguesia nacional e internacional.

 

Não foi por acaso que o presidente Barak Obama reconheceu ser Lula "o cara". Não foi por acaso que a cúpula do capitalismo internacional apontou o serviçal metalúrgico como o estadista do ano. Por essa mesma razão Lula foi incluído na lista dos 25 personagens mais influentes do planeta.

 

Diante de tão triste quadro, lamentamos que uma imensa legião de desavisados esteja sempre pronta a apoiar os pleitos eleitorais do PT e companhia. Não compreendem esses companheiros, por desinformação, que fomos enredados numa autêntica armadilha.

 

Como já dissemos, pratica-se no Brasil "a fórmula da trapaça", que consiste em destinar gordas verbas às centrais sindicais e estudantis para que se mantenham engessadas, enquanto se administra uma política populista para as grandes massas e, dessa forma, oferecer paz social aos capitalistas para que possam usufruir lucros sem que haja o menor rugido, o menor protesto dos explorados e excluídos.

 

Gilvan Rocha é presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos (CAEP).

Blog: http://www.gilvanrocha.blogspot.com/

 

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Comentários   

0 #1 O primeiro de maiorenato machado 10-05-2010 16:49
As derrotas do povo brasileiro já não podem mais ser contadas nos dedos. Foram muitas no governo FHC e estão sendo muitas no governo do presidente Lula. Para ficar nas mais recentes promovidas pelo governo Lula : fomos derrotados na reforma de previdência , na liberação dos transgênicos , na CTNBio , na reforma política , na escolha do padrão japones de tv digital , na reforma agrária , nos crimes ambientais na floresta amazônica , na atualização dos índices de produtividade , na legalização da grilagem e do desmatamento da floresta amazônica , na mudança para pior que com certeza ocorrerá com o código florestal , nos recursos públicos sempre escassos para os serviços públicos , na transferência de recursos públicos do BNDES para grandes corporações , na administração privada dos bancos públicos , na anulação de ações contra grandes incorporadoras brasileiras , na impunidade dos assassinatos no campo , no ataque sistemático às rádios comunitárias , na criminalização dos movimentos sociais , na usina Belo Monte , na transposição do rio São Francisco , na reforma tributária , na não taxação das grandes fortunas , na taxação sobre as heranças , no apagão aéreo , no PNDH-3 , na reforma sindical que ainda virá e na reforma trabalhista , reformas estas que significam ataques aos direitos do povo , onde para o governo só o que é intocável são as férias. Podemos confiar em um governo que já protagonizou tudo isso ? E atualmente defendeu através da AGU a não exclusão dos torturadores da lei da anistia , a não extinção da fator previdenciário e o não aumento para os aposentados. Com isso dá para entender quando o ministro Paulo Bernardo afirmou que era contra a extinção da tarifa básica de telefonia porque isso causaria problemas de caixa às teles. Muitos setores da esquerda diziam há mais de vinte anos que o PT era um partido em disputa. Hoje continuam afirmando isso e vão além dizendo que o governo Lula é um governo em disputa. Precisam acordar.
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