Para aposentado do Banespa, CPI pode revelar verdadeira face do Santander

 

Na esteira do assunto CPI Santander, que visaria investigar a privatização do Banespa em favor do banco espanhol em 2000, o Correio da Cidadania entrevistou o ex-funcionário do antigo banco público João Bosco Galvão de Castro. Assim como outros cerca de 17 mil trabalhadores, ele foi um dos espoliados pela escusa operação que o Santander realizou, conseguindo em Brasília autorização para usar como quisesse os 4 bilhões de reais destinados na época a honrar os compromissos com os aposentados.

 

Como se sabe, o banco aplicou a quantia no mercado financeiro, de modo que, com os rendimentos obtidos, exatamente no período de euforia especulativa pré-crise, não só cobriu como lucrou com a compra do Banespa. Ao mesmo tempo, implantou uma política interna agressiva com seus trabalhadores, enxugando quadros e aumentando brutalmente a pressão sobre os remanescentes. Completando, forçou arrochos salariais que foram estendidos automaticamente a seus aposentados.

 

Na entrevista, João Bosco diz acreditar na possibilidade de sucesso da CPI, pois as gestões para tal já ocorriam bem antes do ano eleitoral. Além disso, denuncia a ostensiva propaganda institucional do banco, como patrocinador de grandes eventos e campanhas enaltecedoras de sua atuação social. Por fim, o banespiano dispara contra todos os governos paulistas desde Quércia, que para ele sempre atuaram em favor dos interesses de tais grupos através de suas corrosivas políticas privatistas.

 

Correio da Cidadania: O que achou da notícia de uma possível CPI da compra do Banespa ser aberta? O senhor está otimista que os parlamentares, que já reconheceram em outras oportunidades os prejuízos dos aposentados, defendam os trabalhadores lesados e consigam colocar o banco contra as cordas?

 

João Bosco Galvão de Castro: Nós, os aposentados do Banespa, neste caso específico, estamos depositando nossa confiança no trabalho ora desenvolvido, visto a iniciativa por parte do deputado federal Nelson Marquezelli. Este parlamentar há vários anos vem tentando, juntamente com nossas entidades representativas, solucionar este problema que se arrasta desde a privatização do banco. Ele conseguiu o número necessário de apoio para requerer a instalação da CPI do Santander ainda quando não estávamos em clima de campanha, o que nos dá a entender que aqueles que apóiam sua proposta não estavam apenas agindo de forma oportunista e eleitoreira.

 

Vale lembrar que os títulos públicos garantidores de nossa aposentadoria e liberados para o banco são derivados de recursos públicos e se destinaram a uma empresa privada estrangeira. Dessa forma, a investigação deveria interessar a todo cidadão brasileiro.

 

CC: Acredita que a CPI teria outra utilidade além de recuperar todos os valores até hoje negados aos aposentados?

 

JBGC: A criação da CPI servirá também, no meu entender, como um instrumento de contra-propaganda, contrapondo-se à massificação de sua propaganda institucional, patrocinando grandes eventos esportivos e outros. A citação de seu nome nos órgãos de informação, mostrando a verdade, poderá desgastar ainda mais a imagem do banco, que é uma das empresas líderes em números de processos trabalhistas a que responde.

 

O Estatuto do Idoso existe na teoria, porém não tem sido utilizado, principalmente para agilizar ações judiciais que nos auxiliem. Na condição em que nos encontramos, toda tentativa é válida, razão pela qual procuramos fazer este trabalho independente, procurando divulgar nosso drama para a sociedade inteira.

 

CC: Como os aposentados lesados e suas entidades de representação têm tratado do assunto, no sentido conjunto, nos últimos tempos? 

 

JBGC: Temos várias entidades que nos representam e cada qual atua de sua forma. O universo de representados chega a 14.000 aposentados e pensionistas (viúvas), ansiosos por assistirem, ainda em vida, o restabelecimento da justiça, trazendo-nos de volta o respeito e a dignidade maculados por tantos anos de sofrimento e privações.

 

Alguns colegas abnegados, não submetidos a compromissos que não sejam unicamente a luta em prol de nossa causa, procuramos realizar este trabalho paralelo, de "formiguinha", buscando espaços alternativos que estejam dispostos a acolher nossos apelos.

 

CC: Na matéria do ano passado, o senhor nos disse que já haviam morrido 2000 ex-funcionários do Banespa sem receber o que tinham direito. O senhor tem recebido informações sobre se outros aposentados têm passado por situações de dificuldade mais extrema?

 

JBGC: Hoje os mortos, segundo dados informais, alcançam 2.700 banespianos. Os 14.000 aposentados e viúvas, de uma forma ou de outra estão passando por necessidades financeiras, pois tiveram seus proventos congelados nos anos de 2001 e 2004, em maior ou menor intensidade, além de humilhações e constrangimentos. Conheço colegas que tiveram de se desfazer até da casa própria para dar conta de compromissos financeiros. 

 

Existem outros que deixaram de pagar o plano de saúde, para si e seus dependentes, que possuímos por absoluta falta de recursos, estando hoje desamparados quando mais precisam de atendimento médico. O fato de estarmos com uma defasagem de quase 80% em nossa complementação da aposentadoria, de responsabilidade do Banco Santander, fez com que nossa qualidade de vida, além do fator idade, venha se degradando dia a dia. 

 

Antes da privatização os aposentados do Banespa e suas viúvas tinham recursos que lhes proporcionavam uma velhice digna e honrosa. Hoje, muitos têm dificuldade até para comprar remédios e estão totalmente impossibilitados de freqüentar modestos restaurantes ou realizar pequenas viagens. Fizemos concurso público para sermos funcionários do Banespa porque sabíamos que teríamos, na velhice, proventos que permitiriam manter o mesmo padrão de vida. Depois da privatização o sonho acabou.

 

O Santander praticou um terrorismo interno no Banespa ao assumir o seu controle, com ameaças de demissões injustas do pessoal que ainda estava na ativa. Estes, temerosos em perder o emprego, celebraram Acordo em 2001 que lhes assegurava o emprego por apenas um ano (2001) e congelava os salários por três anos. Isso foi repetido no Acordo de 2004/2005. Os aposentados, que têm os reajustes dos proventos da aposentadoria com base no salário da ativa, sofreram por extensão o absurdo congelamento.

 

CC: Diante de todo o quadro relatado pelo senhor e as explicações sobre negociações desta década, que considerações teria a fazer a respeito da atuação do sindicato na questão?

 

JBGC: A maioria dos que mais sofreram tem mais de 60 anos. Nos acordos firmados entre banco e sindicato, em troca de uma suposta demissão por parte do banco, os aposentados é que pagaram a conta. O banco apenas deixou de demitir em massa para demitir no ‘varejo’, de forma imperceptível para a imprensa e opinião pública.

 

Eles negociaram vários benefícios aos funcionários da ativa, como PLR e abonos, não extensivos aos aposentados, razão de nossa defasagem salarial. O banco conseguiu dividir nossa categoria entre ativos e aposentados.

 

Depois, em outra negociação, incluiu uma nova proposta, também aceita pelo sindicato, oferecendo aos aposentados três opções, uma pior que a outra:

 

- Uma delas que chamamos de "PDV do aposentado", quando seria possível sacar a "reserva matemática", ou seja, a provisão que tínhamos até nossa morte e "desaposentar do banco";

 

- A outra era receber uma indenização, que chegava no máximo a R$15.000,00, para que abríssemos mão dos direitos que "tínhamos ou viéssemos a ter".

 

Os mais desesperados, que estavam com doenças graves, endividados, pressionados, aceitaram uma das propostas acima, para a felicidade do banco.

 

Foi oferecida uma última opção de ficar como estava, não optante a nada, situação em que eu e uma grande parte dos aposentados se encontra.

 

Estou colocando esta informação para que se saiba que o bom para os mais novos é bom para os idosos e idosas. São problemas diferentes, e o banco sabe trabalhar em prol deste divisionismo, que só a ele interessa. Quando aportou aqui no Brasil, para nossa infelicidade, já trazia uma experiência anterior em outros países, onde adotou a mesma prática.

 

É uma instituição que incentiva uma luta de irmãos, de idosos com os mais jovens, luta esta que ele assiste de camarote. Hoje os banespianos na ativa são raros, a maioria é do Santander, do Meridional, do Real, todos sobre a mesma bandeira do Santander.

 

CC: O que pensa das atitudes dos distintos governos nesses anos todos no tratamento do caso?

 

JBGC: O problema do banco, que o levou à privatização, teve origem no governo irresponsável do Sr. Quércia, que usou e abusou do banco para fazer atendimentos políticos, tendo, segundo dizem, ao final da campanha para eleger o Sr. Fleury, usado a frase "quebrei o Banespa, mas elegi meu candidato".

 

Os governos se seguem, os políticos se alternam no poder, mas nada muda a nosso favor. Nosso drama teve seqüência nos governos Covas e FHC, que nos usaram em sua política privatista. O Sr. Covas usou os funcionários do Banespa em prol de sua campanha ao governo do estado de São Paulo, tendo remetido a cada um de nós uma carta, às vésperas da eleição, jurando defender o Banespa caso eleito.

 

Antes mesmo de sua posse descumpriu o prometido, tendo entregado o comando do Banespa para os interventores da União. Possuo este precioso documento em meu arquivo pessoal. Tínhamos alguma esperança com a mudança do poder nas mãos do PT, no início, mas o tempo nos mostrou que estávamos enganados. Os funcionários do Banespa tinham status de funcionário público, mas, com a privatização fomos abruptamente lançados nas mãos do capital privado, que busca somente o lucro, mesmo que para isso tenha de espoliar o ser humano – inclusive idosos e viúvas.

 

O atual governo, assim como o anterior, mostra que não pretende adotar nenhuma medida em nosso favor, visto que o banco é um de seus maiores financiadores de campanha.

 

Leia mais:

 

CPI do Santander tem de focar roubo das aposentadorias e super-exploração

 

Entrevista com a bancária do Santander Vera Marchioni.

 

Gabriel Brito é jornalista.

 

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Comentários   

0 #22 Os princípios abandonados!!!Antonio Sérgio Socolowski 27-04-2010 07:54
Gostaria que algum dos membros do CMN-Conselho Monetário Nacional e BACEN, que conduziram o processo de privatização do Banespa, explicassem as razões pelas quais os próprios membros do governo federal não cumpriram a Lei Federal nº 6.435/77, que determinava o apartamento dos recursos para a garantia de complementação dos aposentados, sendo que a administração pública somente pode fazer o que a lei permite e determina, e não excluir a bel talante, aqueles a quem por qualquer razão desejou prejudicar. Esta missão cabe aos deputados concluir e apontar os favorecidos pela negociata.
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0 #21 CENSURA CONTINUA E C.P.I. É DEMORADAJOSE MILTON DE ANDRADE MARQUES 26-04-2010 11:33
A CENSURA AO JORNAL 296 DIAS "O ESTADO DE SÃO PAULO" CONTINUA, MAS, TOMAREM ATITUDES EM DEFESA DA CONSTITUIÇÃO E DO POVO NINGUÉM FAZ NADA. POR QUE SERÁ ?????????


até hoje sem resposta do presidente do SENADO, QUE NA ÉPOCA E AGORA EXERCE O CARGO, E, DEVERIA COBRAR O RESPEITO AO CONGRESSO NACIONAL E AS 14 MIL FAMÍLIAS DE APOSENTADOS IDOSOS E QUE TAMBÉM ESTÃO SENDO DESRESPITADOS POR NÃO CUMPRIREM AS LEIS DE NOSSO PAÍS. ATÉ QUANDO IREMOS TER QUE SUPORTAR ISSO ????


O número de Protocolo da sua mensagem é:



SENHOR PRESIDENTE JOSÉ SARNEY, DEPOIS DESSA DECLARAÇÃO FEITA HOJE, QUE ESTA REGISTRADA,PELO JORNALISTA DA AGENCIA SENADO :
"Esta sessão solene é uma séria demonstração do compromisso deste Parlamento com a progressiva melhoria das condições dos idosos e aposentados. Ela comemora um tempo de lutas e conquistas e anuncia a consciência do seu papel na sociedade brasileira - concluiu Sarney."
Valéria Castanho / Agência Senado'
O QUE VOSSA EXCELÊNCIA PODE RESPONDER AOS APOSENTADOS DO EX-BANESPA QUE SÃO 14 MIL IDOSOS, ESPERANDO UMA SOLUÇÃO A SER DADA EM RESPEITO AOS documentos, publicados no “Diário do Senado Federal” do dia 10 de maio de 2005 (terça-feira), iniciando na folha de nº 13823 e finalizando na folha de nº 13840. Documentação explicativa e detalhada das irregularidades cometidas contra os Funcionários Aposentados e Pensionistas do Banespa do segmento Pré-75.




NOS CAPÍTULOS 1, ITEM 1.3 E 4 , ITEM 4.1, DO EDITAL DE Abertura do processo de Alienação de Ações do capital social do BANESPA, publicado no D.O.U. de 10/01/2000, está claro que os recursos, no montante de R$ 2,9 bilho~oe, em ativos securatizados na CETIP, são relativos ao passivo previdenciário (empregados admitidos até 22 de maio de 1975, incluisive, que rendem IGP-DI, mais 12% de juros ao ano, inclusive com a cláusula de inegociabilidade,por deliberação do SENADO FEDERAL (artigo 52,incisos VII,VIII e IX, da Constituição Federal),porque o BACEN, como gestor do processo de privatização, que já estava em andamento, para evitar futuros riscos de desvio de finalidade e confusão patrimonial com os ativos do BANESPA, não providenciou a imediata segregação desses recursos inegociáveis e sua transferência para a BANESPREV, em acatamento à norma expedida pelo Conselho Monetário Nacional (voto 165/ 99 ) ? mesmo porque a diretoria do Banespa era composta de funcionários de carreira do BACEN e foram eleitos pela assembléia, onde o maior acionista era a União que ficou com os 51% das ações e portanto não tinham motivos para desconhecimento das normas e muito menos da CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

O fato de os ATSP terem sido emitidos em valor equivalente ao montante correspondente à divida atuarial do BANESPA e apresentarem características semelhantes às do passivo registrado no Banco, já demosntram a preocupação dos congressistas em colocarem na norma jurídica do SENADO FEDERAL , que é uma ato jurídico perfeito, e assim dar uma garantia a todos os funcionários do BANESPA, que já possuíam o direito adquirido desde maio de 1975, em virtude da Lei Estadual 200/1974 e também da nossa CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

O voto 165/1999 do C.M.N, também é claro e indiscutível , que aprovou ajustes necessários à desestatização do BANESPA, dentre outros assuntos,tratou da constituição de Plano de Complementação de Aposentadoria para os funcionários do admitidos antes de 22 de maio de 1975, inclusive, sem distinção e sem exigências nenhuma, muito menos afrontando as nossas Leis .

Desde 1985, conforme comunicado especial 04/1985 da Diretoria Plena do Banespa e do Conselho de Administração do mesmo, já haviam determinado a criação da BANESPREV,que só veio ser confirmada em 1987, quando saiu publicado o despacho da secretaria da previdência complementar .

Hoje os diretores do BACEN dizem que o BACEN não detinha competência ( nem mesmo na condição de gestor do processo de privatização ) para determinar a segregação e a transferência de ativos para o BANESPREV.(,mas esquecem que já havia ocorrido a segregação dos 2.9 bilhões e deveriam complementar os restantes, que foi aprovado pelo C.M.N.) que não havia a obrigatoriedade dessa providência, nem o C.M.N. a havia determinado. Mas, sendo a diretoria composta de funcionários do próprio BACEN e havendo a recomendação do C.M.N., ao cumprimento de uma norma do SENADO FEDERAL, deveriam ter tomado atitude e não ter se omitido, deixando o Banco Santander se apoderar dos títulos públicos, que não lhe pertenciam .

Assim o BACEN foi omisso no que concerne ao cumprimeno do voto 165/1999, das Leis Estaduais Paulistas 9343/1996 e 9466/1996 e da Resolução 118/97, do SENADO FEDERAL, e

Permitiu que o BANESPA (administrado por funcionários do BACEN), em absoluta discordância e afronta com o disposto nas normas supra citadas, quando da implantação do Plano de Complementação de Aposentadoria e Pensões destinados aos funcionários admitidos até 22 de maio de 1975,inclusive,chamado de Plano Pré -75, impusesse a esse beneficiários (mais de 14 mil ), tantas cláusukas de risco e de renúncia aos direitos adquiridos, fazendo com que 94,15% do público alvo (13.705) ficasse fora da solução preconizada pelo SENADO FEDERAL e CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL. Além de não acatar e nem considerar as manifestações escritas das entidades representativas dos beneficiários em documento de 02 de dezembro de 199, que a AFABESP-Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Estado de São Paulo e ABRESPREV- Associação de Defesa de Direitos Previdenciários dos Banespianos, protocolaram junto à presidência do Banespa ( na época sob administração dos funcionários do BACEN eleitos p/ assembléia do maior acionista a UNIÃO.

Também, não houve a exigência do BACEN de que o Plano de Complementação de Aposentadorias fosse implementado de imediato e exatamente conforme orientação e deliberação do C.M.N., com o voto 165/199, mais o respaldo da Resolução 118/97 do SENADO FEDERAL e da Lei Estadual Paulista 9466/1996, deveriam ser segregado dos ativos do BANESPA e entregues ao BANESPREV para proporcionar adequadas segurança e liquidez ao Plano, bem como evitar desvio de finalidade e confusão patrimonial, além de desvincular as eventuais variações salariais ( indeterminadas) das obrigações atribuíveis ao Banco e já calculadas autuarialmente na data do corte.

Pór causa dessa omissão do BACEN , não só houve o desvio da finalidade , como principalmente, o desrespeito à nossa

CONSTITUIÇÃO FEDERAL, as Leis Estaduais já citadas, e as Leis do Idoso e do Consumidor.

È comum a administração do BACEN dizer que o referido Plano de Complementação foi objeto de discussões as mais amplas possíveis,tendo sido exautivamnete negociado e discutido com a S.P.C., antes de sua implementação, sendo certo que aquela Secretaria nada opôs ao seu conteúdo, e muito menos deu importância para os direitos CONSTITUCIONAIS dos idosos aposentados e pensionistas, além de também, de não olhar a questão, que todos tinham os mesmos direitos adquiridos em virtude do comunicado especial 04 / 1985, firmado pela diretoria plena do Banespa e de seu Conselho de Administração.

Em 2006, em virtude de um parecer do Ministério público do Trabalho, Dr. Otávio Brito; a Secretaria da Previdência Complementar, através do Ofício 04087 / 2006, determinou a colocação de todos os aposentados e pensionistas, que não haviam realizado opção em um novo PLANO V, que veio mais uma vez contrariar as nossas Leis e também a isonomia.

As conclusões do Processo 07695 / 05-5, do SENADO FEDERAL, são claras no que se refere à ilegalidade do desbloqueio dos títulos públicos federais ATSP 970315 e seus substitutos CFT – A1, conforme exarado no Parecer 183 / 2005 – ADVOSF, da ADVOCACIA GERL DO SENADO, POR QUE NÃO FORAM TOMADAS AS PROVIDÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E LEGAIS PERTINENTES PARA QUE SEJA DECLARADA A NULIDADE DO ATO E REGULARIZADA A SITUAÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS DO PASSIVO ATUARIAL DO banespa E QUE VIRAM FLUIR PARA OS COFRES DO BANCO SANTANDER A ÚNICA E EFETIVA SEGURANÇA DE QUE DISPUNHAM? AINDA , COM BASE NO MESMO PARECER , E UMA VEZ INFORMADO DA ILEGALIDADE DO ATO, QUE JÁ DECORRE A DEZ ANOS, E APESAR DAS DENUNCIAS , POR QUE O MINISTRO DA FAZENDA, O PRESIDENTE DO BACEN, O MINISTRO DA PREVIDÊNCIA E O PRÓPRIO PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO DETERMINOU A APURAÇÃO DE RESPONSABILIDADE, INCLUSIVE QUANTO AS CONCLUSÕES DA C.P. I. DO BANESPA SOBRE O EMSMO TEMA ?

A SECRETARAI DO TESOURO NACIONAL EM 18 DE DEZEMBRO DE 1997, PEDIU PARA REGISTRAR NO SISTEMA DE PRIVATIZAÇÃO – SECURITIZAR, ADMISNTRADO PELA CETIP – CAMARA DE CUSTÓDIA E LIQUIDAÇÃO. OS REFERIDOS TÍTULOS FORAM REGISTRADOS COM A RESSALVA DE ATIVO INEGOCIÁVEL.

EM 14 DE AGOSTO DE 2000,POR UMA SOLICITAÇÃO DA SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL, OS TÍTULOS ESCRITURAIS ( ATSP – 970315 ) FORAM PERMUTADOS P/ CERTIFICADOS FINANCEIROS DO TESOURO –CFT, MEDIANTE TRANSFERÊNCOA SEM FINANCEIRO. UMA PARTE DESSES ATIVOS FORAM DEPOSITADOS NA CONTA DO FUNDO BANESPA DE SEGURIDADE SOCIAL – BANESPREV, SENDO RESSALTADA A INABIELIDADE.

EM 20 DE AGOSTO DE 2007, A CETIP RECEBEU OFÍCIO DA SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL AUTORIZANDO A TRANSFERÊNCIA DOS ATIVOS REFERIDOS NO PARÁGRAFO ANTERIOR, DA CONTA BANESPREV, PARA A CONTA DE UM FUNDO DE INVESTIMENTO EXCLUSIVO – FIE, DENOMINADO FUNDO DE INVESTIMENTO RENDA FIXA ÊXITO, DO QUAL O ÚNICO COTISTA ÉRA O PRÓPRIO BANESPREV, E, FOI PROCEDIDO O BLOQUEIO DOS ATIVOS NA CONTA FIE.

CONCLUINDO :



OS AGENTES PÚBLICOS DE QUALQUER NÍVEL OU HIERARQUIA, POR FORÇA DE Lei (art.4º da Lei 8429, de 02/06/1992), são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios constitucionais da administração pública ( LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PÚBLICIDADE E EFICIÊNCIA ) NO TRATO DE ASSUNTOS QUE LHE SÃO AFETOS, NA FORMA PREVISTA AO ARTIGO 37 “CAPUT”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, INDAGA-SE O BACEN,COMO GESTOR DO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DO BANESPA, AO NÃO EXIGIR O INTEGRAL CUMPRIMENTO DA RESOLUÇÃO 118/97 ( QUE APROVOU A MENSAGEM 106/97), do SENADO FEDERAL E DO VOTO Nº 165/99, DO C.M. N., NOS QUAIS FOI DADA UMA SOLUÇÃO DEFINITIVA PARA O PASIVO PREVIDENCIÁRIO DOS EMPREGADOS ADMITIDOS ATE 22 DE MAIO DE 1975, INCLUSIVE , COM A SECURATIZAÇÃO DA REFERIDA OBRIGAÇÃO, REPRESENTADA PELOS TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS, NO MONTANTE DE R$ 2,902 BILHÕES, EM DEZEMBRO DE 1997, REDENDO JUROS DE 12% AO ANO E REAJUSTADOS PELA VARIAÇÃO MENSAL DO IGP-DI, VENCÍVEIS A PARTIR DE 15 / 01/ 1998, NÃO ATENTOU PARA OS ENORMES RSICOS AOS COFRES PÚBLICOS, UMA VEZ QUE, MESMO COM A PRIVATIZAÇÃO DO BANESPA, O ESTADO DE SÃO PAULO, BEM COMO A UNIÃO, CONTINUARAM RESPONSÁVEIS SOLIDÁRIOS PELO PAGAMENTO DO REFERIDO PASSIVO PREVIDENCIÁRIO E POR VIA DE CONSEQUÊNCIA, INCORRENDO NA ABSURDA POSIBILIDADE DE PAGAR NOVAMENTE !!!!!!!!!!!


ATENCIOSAMENTE
JOSÉ MILTON DE ANDRADE MARQUES, E MAIS 14 MIL FAMÍLIAS DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS TODOS IDOSOS, QUE CLAMAM JUSTIÇA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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0 #20 Entrevista do BoscoFrancisco de Assis Gonçalves 24-04-2010 16:28
Meus parabens pela entrevista dada ao Correio da Cidadania, demonstrando o quanto vem sofrendo os aposentados do nosso querido Banespa, em decorrencia das tramóias orquestradas pelas administrações Federais e Estaduais do PSDB no intuito de conseguirem a privatização do Banespa sem causar muito trauma no povo Paulista, gostaria de ler outras entrevistas como esta e os comentários de colegas Banespianos que conheceram com mais profundidade os subterraneos da Administração Estadual e Federal do PSDB, talvez isto ajude um pouco a clarear a mente de alguns colegas que ainda acreditam que o PSDB possa ser um Partido a se votar, pois comungo a tese de que Banespiano Aposentado e seus familiares jamais votarão em candidatos do PSDB.
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0 #19 CPI NO SANTANDERRubens Silva Machado 24-04-2010 02:08
Estão de parabéns o Correio da Cidadania e o Sr João Bosco Galvão de Castro, pela entrevista concedida e esclarecendo a todos que mal tinham conhecimento completo da SACANAGEM que o santander aplicou nos funcionários aposentados, pensionistas e também os que estavam na ativa, despedindo-os sem justa causa, causando malestar, doenças, em famílias que dependiam do banco para viver. Os BANESPIANOS eram felizes e não sabiam, pois surgiu uma BESTA-BASCA no caminho. Ao Correio da Cidadania e ao Bosco PARABÉNS e continuem a esclarecer toda essa SACANAGEM DO SANTANDER, que odeia os aposentados do BANESPA.
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0 #18 Vamo votarEzio Rocha 23-04-2010 22:50
Votem no SERRA pra Presiente!...
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0 #17 Precisamos acreditar!!!ELIANA MARDEGAM 23-04-2010 21:41
Agradeço ao jornalista Gabriel e parabenizo o colega Bosco pela entrevista clara e verdadeira.Agora a nossa obrigação é contribuir no encaminhamento da CPI.
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0 #16 VAMOS JUNTOS SEMPRE MAS COM DIGNADADE E JOSÉ MILTON DE ANDRADE MARQUES 16-04-2010 09:34
ISTO É UM RECADO AO EMPRESÁRIO QUE QUER CONSTRUIR UM NOVO BANCO E UMA NOVA SOCIEDADE, MAS NÃO PODE ESQUECER DISSO: ILMO. SR. DR. FÁBIO COLLETTI BARBOSA



Quero agradecer a sua correspondência enviada a minha residência comunicando que concluirão a integração do Banco Real ao Santander.
Quero lembrá-lo que V.Sa. recebeu um banco com 84 anos, que foi motivo de orgulho de todos brasileiros, pois, seus funcionários eram admitidos através de concurso e vinham de todos os rincões do Brasil.
Esse banco (cujo nome era Banespa) engrandeceu o Estado de São Paulo e o Brasil, tendo repercutido no mundo todo sua pujança, bem como a garra de todos os colegas que preservaram o banco e enfrentaram inúmeros desafios.
É uma lástima que todos os que ajudaram a preservar o referido banco tenham sofrido ataques políticos que visavam um aproveitamento inoportuno dessa instituição financeira.
Esses bravos funcionários que sempre defenderam e honraram o nome do Banespa, muitas vezes a custa de sacrifícios e perseguições, sempre lutaram, fazendo prevalecer a dignidade e a honradez de suas famílias, que os encorajavam na defesa dessa instituição.
Realmente, hoje houve mais investimentos em tecnologias, que facilitam as negociações. No passado, isso foi dificultado por alguns políticos, que queriam levar vantagens para melhorar esses investimentos e também a burocracia das licitações, que emperravam o bom desenvolvimento das empresas públicas.
Vossa Senhoria diz que o jeito de se relacionar conosco não mudará. Todavia, acredito que os senhores deveriam mudar sim.
Deveriam respeitar e valorizar milhares de famílias de funcionários aposentados, que ajudaram na construção dessa instituição financeira gigante reconhecida mundialmente e que é motivo de orgulho de todos brasileiros.
Essas milhares de famílias de funcionários aposentados merecem o reconhecimento e respeito de Vossa Senhoria e seus pares. Uma boa demonstração disso seria vocês atenderem o que determinam as leis (nossa Constituição), sobretudo as referentes aos idosos.
É sabido que, faz pelo menos dez anos, que nossos direitos adquiridos estão sendo desrespeitados. Todas as vezes que vocês foram convocados para negociações, sempre se esquivaram.
Inclusive na última audiência pública, vossa senhoria não compareceu. Mandou seus representantes, que sequer possibilitaram a continuidade das negociações.
Concordo que juntos faremos toda diferença, construindo um banco mais humano e mais próximo, ajudando a construir uma sociedade e um país melhor.
Para isso basta os senhores respeitarem todos os funcionários (tanto os ativos quanto os aposentados), dando os mesmos direitos e as mesmas garantias a todos.
Mostrem a todos seus valores e cultura.
Vocês precisam ter consideração e respeitar o passado desses funcionários aposentados, que receberam do Governo Federal títulos (Resolução do Senado Federal 118/97) que garantem complementações de aposentadoria. Títulos esses que Vossa Senhoria e seus pares não nos entregam e tentam vencer-nos pelo descaso! Tentam chegar a prescrição, contando com a conivência de algumas autoridades governamentais, que se sujeitam as suas vontades.
Estou certo que Vossa Senhoria mudará de atitude e aceitará as sugestões dos aposentados e pensionistas que estão dispostos a ajudá-lo a construir uma sociedade cada vez melhor e um país digno, honrado e sem corrupção.
Atenciosamente,

José Milton de Andrade Marques e mais 14 mil famílias de aposentados e pensionistas do antigo Banespa, hoje Santander-Brasil S.A.
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0 #15 Waldyr Moraes Júnior 15-04-2010 06:31
Caro amigo e companheiro Bosco.
Desculpe meter minha opinião. Li sua entrevista e o parabenizo por tal. Mas direto ao assunto dou minha opinião e pergunto. Alguem acredita mesmo nesta CPI??? Infelizmente eu não acredito visto que lá se vão 02 ou 03 anos desta lenga lenga, se esta CPI fosse mesmo sair na primeira negativa de negociação com o santander já tinha se colhido as assinaturas para sua instalação, mas não, marcaram outra reunião e marcaram outra, e atá agora só colheram assinaturas. Com todo respeito que me merece o Sr. deputado como todo e qualquer ser humano merece, embora seu trabalho a nosso favor, não acredito, e queira Deus que eu esteja errado.
Estamos as vesperas de uma eleição e pelo que se vê infelizmente deverá dar a turma do FHC (que sujeira) os pais da privatização, como esta CPI vai andar??? Se no governo do Lula não conseguimos, que dirá no outro, Deus queira que não, mas possivelmente com Serra em Brasilia e Alkmim em São Paulo, o que podemos esperar. Vamos torcer a favor, vamos rezar, mas acho que continuaremos pobres esperançosos. No mais parabéns pela entrevista e pela luta.
Waldyr Moraes Júnior.
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0 #14 CPI DO BANESPAOSWALDO DOS SANTOS 13-04-2010 11:19
Já estou com 72 anos e acredito que não chegarei a ver alguma possibilidade de ser revertida a "canalhice" que foi feita com o nosso digno Banespa. Espero que eu esteja equivocado. Vamos aguardar e parabéns a firmeza nas palavras do atuante colega João Bosco
OSWALDO DOS SANTOS
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0 #13 Privatização do BanespaGilberto Pirolo 10-04-2010 07:10
Como tecer comentário sem atacar pessoas?
Vão deletar que o FHC(Esse vendilhão)dos bens dos brasileiros,oriundo dos portugueses que roubavam o Brasil e vendiam tudo aos ingleses?Vão deletar que o Mário Covas depois de mandar
carta aos banespianos,para pedir apoio politico comprometendo-se a manter o
Banespa,entregou o banco de mão beijada?
Enganem-me que eu gosto.
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