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Fora a ALCA e o FMI – Uma crítica para o endereço errado Imprimir E-mail
Escrito por Miguel Malheiros   
Sábado, 20 de Março de 2010
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Analisar a realidade concreta elaborando política concreta para os desafios reais colocados, infelizmente nada disso está presente na curta nota de Gilvan Rocha, publicada no Correio da Cidadania em 12/03/2010, sob o título Fora a ALCA e FMI. Porém, assim como "o cara", Gilvan também elege o PSTU para terçar seus argumentos. Desta forma obriga esta resposta.

 

O fato de os trabalhadores e os povos na América Latina terem paralisado – com greves, passeatas, ou seja, com lutas e mobilizações – a aplicação da ALCA (tal qual concebida pelo Império do Norte) é, para Gilvan, secundário. Para ele, Lula cumpriu esta tarefa, logo deveria ser louvado. Caro Gilvan, o PSTU não emprestará palmas para isso. Assim como não aplaudimos a troca de uma dívida "barata" por outra cara, reivindicada por Gilvan.

 

Para Gilvan, a esquerda – (incluído aí o PSTU) - nega-se a impopularizar o capitalismo. Porém, em um fantástico malabarismo, "acusa" a esquerda de impopularizar o imperialismo ianque. Denuncia a esquerda como sócia de Bin Laden  e do fascismo. Bom, isto é o que escreve Gilvan. Como não diz se retira o PSTU deste liquidificador político ideológico, obriga à continuidade desta resposta.

 

Em nem tão longínqua manifestação palestina lia-se em uma faixa: "EUA, por será que vocês são tão odiados?". Não deve ser difícil para o povo iraquiano identificar o Império do Norte como inimigo, o mesmo vale para afegãos, palestinos e, felizmente, para boa parte da esquerda latino-americana. É sempre bom, ao menos, saber-se quem é o inimigo, mesmo que nosso polemista tente ridicularizar este conhecimento.

 

Gilvan não diz quem são, afinal, estes parceiros seus no projeto de construção de um partido cujos dirigentes sequer ficaram vermelhos em tentar a companhia de Marina Silva, Zeca Sarney, Gabeira e outros. Porém, os defensores de um impossível capitalismo de rosto humano, de semear ilusões de reformas duradouras nos marcos do sistema, não são toda a esquerda. Mas essa polêmica talvez não interesse a Gilvan, pois teria de fazê-la com seu partido.

 

Caro Gilvan, realmente não é fácil realizar a ponte de ligação entre a reivindicação imediata e as históricas. Não é simples mostrar que a luta pelo bebedouro na fábrica ou na escola, pelo banheiro limpo no local de trabalho, pelo fim da epidemia da dengue, ou por aumento de salários, ou – mesmo que não te agrade – a luta contra a ALCA, contra o FMI, contra o imperialismo norte-americano, são parte da luta contra o sistema capitalista. São parte da luta por derrotar a burguesia como classe dominante. Parte da luta por socializar os meios de produção e colocá-los, realmente, sob controle dos trabalhadores e do povo. Porém, aparentemente, para ti, estas lutas são parte de rebaixar o programa, e não deixas explícito se elas devem ou não ser travadas, explicando pacientemente aos trabalhadores e ao povo como sua situação real, concreta, é imposta pelo sistema capitalista, por seu regime, por seus governos e por seus planos.

 

Aparentemente para ti a resposta para toda reivindicação deveria ser abaixo o sistema capitalista, afinal o momento histórico assim o exige vez que, para ti, "Chegou a hora de os mais lúcidos, que são poucos, tentarem fazer com que milhares de militantes de esquerda se dêem conta de seus equívocos e se proponham a cumprir as tarefas que o momento histórico exige, cujo centro é buscar impopularizar o capitalismo...".

 

Provavelmente, para Gilvan, não estamos, como ele, entre os lúcidos, pois nos negamos a aplaudir Lula, como ele – em ato falho – induz a pensar-se que faz em seu texto. Seguramente o faz o pré-candidato a presidente que ele apóia.

 

De nossa parte seguiremos batalhando por realizar a ponte entre as necessidades imediatas e as históricas dos trabalhadores. Denunciando as mazela do sistema, porém sem nos afastarmos da luta dos trabalhadores e do povo. Seguiremos afirmando a necessidade de uma Petrobras 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, já que o petróleo tem de ser nosso.

 

Seguiremos apostando na unificação da Conlutas e da Intersindical, afirmando a necessidade de um organismo de frente única que junte os sindicatos com o movimento popular e estudantil, ou seja, que unifique os trabalhadores e o povo na luta. Seguiremos batalhando para que se organizem lutas e mobilizações, o mais centralizadas possível, pois na luta é possível obter saltos na consciência anticapitalista, antiimperialista, e – talvez – avançar na consciência da necessidade do socialismo, de lutar por ele, em um setor de massas.

 

Talvez aí Gilvan possa nos considerar entre os lúcidos.

 

Miguel Malheiros é militante do PSTU e professor de História da rede estadual do Rio de Janeiro.

 

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