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“Fora a ALCA e FMI” Imprimir E-mail
Escrito por Gilvan Rocha   
Sexta, 12 de Março de 2010
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Ouvimos e vimos ser agitada a palavra de ordem "Fora a ALCA e o FMI". Tal bandeira era levada a cabo pelo inegavelmente combativo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), que se reclama marxista-leninista-trotskista. Mas não é tão difícil detectarmos que se trata de uma agremiação que não possui a clareza política necessária. Tanto isso é verdade que Luiz Inácio da Silva, "o cara", levou a cabo a política reclamada pelo PSTU pondo um ponto final na ALCA e invertendo o jogo com o FMI, saindo o Brasil da condição de devedor desse fundo para a situação de credor. A rigor o PSTU deveria louvar o presidente, pois ele o atendeu.

 

A esquerda, regra geral, incluindo-se aí os trotskistas, se nega peremptoriamente a fazer o necessário trabalho de impopularizarão do capitalismo. A esquerda convencional se esmerou em impopularizar o imperialismo ianque e o fez com tamanha competência que ele se tornou mal visto em todos os quadrantes do mundo e esse sentimento anti-americano tem levado a que a esquerda faça eco a facínoras como Bin Laden e ao fascismo da Síria e do Irã.

 

Depois disso, a esquerda se empenhou em impopularizar o neoliberalismo, fazendo passar a impressão de que haveria, dentro do capitalismo, outro modelo de gerenciamento que tornaria esse sistema palatável.

 

Não é difícil concluir que estamos vivendo uma situação realmente crítica quando observamos a hegemonia quase completa da burguesia em escala mundial e uma esquerda sobejamente despreparada, incapaz de cumprir a sua missão histórica que seria de preparar a derrota do capitalismo e conquistar uma nova ordem social capaz de liquidar com tantas e quantas mazelas que o sistema vigente produz.

 

Chegou a hora de os mais lúcidos, que são poucos, tentarem fazer com que milhares de militantes de esquerda se dêem conta de seus equívocos e se proponham a cumprir as tarefas que o momento histórico exige, cujo centro é buscar impopularizar o capitalismo como caminho para que o povo tome em suas mãos o seu destino e se liberte dos grilhões que ora o oprimem.

 

Gilvan Rocha é presidente do CAEP - Centro de Atividades e Estudos Políticos.

Blog: http://www.gilvanrocha.blogspot.com/

 

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