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‘Fórum é o laboratório para se construir um novo paradigma de civilização’ Imprimir E-mail
Escrito por Gabriel Brito e Valéria Nader   
Sexta, 05 de Fevereiro de 2010
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No início deste ano, o Fórum Social Mundial, em versões regionalizadas, voltou a realizar encontros entre os setores que lutam por ‘um outro mundo possível’. E foi essa nova dinâmica o fator destacado pelo jornalista José Correia em entrevista ao Correio da Cidadania.

 

Para ele, que esteve presente no seminário "10 anos depois: desafios e propostas para um outro mundo possível", esse modelo reformulado do Fórum deve ser ressaltado, de modo que não se confunda seu espalhamento com um suposto refluxo, tal qual pregam os meios conservadores, ainda crentes no que se discute em Davos.

 

De acordo com Correia, o Fórum passa por um novo momento, no qual novos paradigmas de civilização e transformação adentraram a agenda do movimento altermundialista, como as questões ambientais, que ainda não encontravam tanta força nos primórdios do movimento. Dessa forma, o FSM, que terá mais de 30 eventos similares ao de Porto Alegre pelo mundo em 2010, caminharia na direção correta, pois esse espalhamento permite um maior enraizamento pelas diversas localidades e grupos sociais, com suas respectivas características e questionamentos.

 

Correio da Cidadania: Há gente que entende que o Fórum Social Mundial está esgotado e que os grandes intelectuais já o abandonaram. De fato, muitos dos que compareciam nos eventos passados não compareceram neste. Por que, no seu entender, o Fórum ainda é atual?

 

José Correia: É necessário, antes de tudo, eliminarmos um mal-entendido. O Fórum Grande Porto Alegre Dez Anos, que está sendo chamado de mundial, não foi e nunca pretendeu ser um Fórum Social Mundial. O último FSM foi em Belém, em janeiro de 2009, e o próximo será em Dakar, no Senegal, em janeiro de 2011. O que tivemos em Porto Alegre foi, portanto, um fórum local. Precisamos deixar isso claro para que não discutamos esta questão nos termos estabelecidos, por exemplo, pelos jornais conservadores gaúchos, que qualificaram o fórum como um fracasso porque contou com 30 mil pessoas, enquanto que o último realizado em Porto Alegre, em 2005, teve 150 mil pessoas. Mas aquele foi um fórum mundial, enquanto que este não foi sequer nacional, já que também se realizou simultaneamente outro em Salvador. E na mesma data tivemos ainda mais quatro outros fóruns no exterior – em Tóquio, na Catalunha, em Madri e em Rennes (na França). O evento de Porto Alegre foi apenas um entre seis fóruns locais realizados de forma praticamente simultânea, estruturado por um comitê organizador gaúcho. Assim, qualquer tipo de comparação é um tanto ridícula, pois se estariam comparando eventos de natureza diferente.

 

O segundo aspecto a ser esclarecido é que tivemos, nesse Fórum local, um evento de tipo inédito no processo do FSM. Uma das críticas que os adversários do Fórum sempre fizeram ao processo foi que ele seria muito disperso e não permitiria focar os debates. Os animadores brasileiros originais do FSM – que formaram um Grupo de Reflexão e Apoio ao Processo (GRAP) FSM – realizaram em Porto Alegre, por ocasião dos dez anos do primeiro Fórum, um seminário internacional de estratégia chamado "10 anos depois: desafios e propostas para um outro mundo possível". Este seminário foi plural, mas foi organizado a partir de uma ótica política específica, em que o GRAP atuou não como facilitador do processo, mas como um ator posicionado.

 

Os dez anos foram mais um pretexto do que centro da agenda. Não focamos a discussão no balanço (que só ocupou o primeiro dos cinco dias do seminário), mas essencialmente discutimos uma atualização da agenda política do altermundialismo, que tinha acabado de sair de uma experiência importante em Copenhague. Debatemos de forma mais aprofundada toda uma série de novos elementos programáticos que tinham emergido em Belém, mas que se sedimentavam e que agora vão se irradiar para os mais de trinta Fóruns que serão realizados este ano.

 

Depois de discutirmos a conjuntura no segundo dia do seminário, organizamos no terceiro e quarto dias oito mesas intituladas "Elementos da nova agenda": bens comuns; sustentabilidade; economia e gratuidade; bem-viver, direitos e responsabilidades coletivas; organização do Estado e do poder político; novo ordenamento mundial; como construir hegemonia política. Que ninguém se iluda: o que temos ai é uma concepção sócio-ambiental de transformação social, embasada em uma crítica sistemática a diferentes formas de desenvolvimentismo, à mercantilização da vida e ao consumismo. É o reverso do que tínhamos diagnosticado em Belém como convergência de crises e crise de civilização, é a agenda positiva para superar a crise de civilização que atravessamos.

 

Embora esta agenda seja mais forte para na luta dos povos originários da região andina e amazônica, ela emerge, sob formas diferentes, em outras partes do mundo, e interage fortemente com os movimentos por justiça climática e pelos direitos coletivos dos povos (em especial dos povos sem Estado). Temos, pois, uma convergência e sinergia que não pára de crescer. E não creio que seja um mero acaso que Evo Morales convoque agora, para 19 a 22 de abril, em Cochabamba, uma Conferência Mundial em Defesa da Mãe Terra, que vai discutir um plebiscito sobre as mudanças climáticas, a elaboração de uma carta de direitos da natureza e um tribunal internacional para crimes ambientais.

 

CC: Portanto, o Fórum estaria muito distante de seu esgotamento, mas apenas passando por uma inflexão, nesse caso, evolutiva?

 

JC: A minha resposta é não apenas que ele não está esgotado, como passa pelo seu momento de maior renovação desde sua criação em 2000/2001. E na medida em que aprofundamos este movimento de renovação, em sintonia com o relançamento do altermundialismo – agora tendo como coluna vertebral a luta por justiça climática –, algumas contradições antigas tendem a ser superadas.

 

Nós temos, desde o início do processo Fórum, em 2001, uma tensão entre uma posição que privilegia a atuação junto a governos e partidos políticos e outra, do antigo Comitê Organizador Brasileiro e agora do GRAP, que, sem desmerecer governos e partidos de esquerda, valoriza antes de tudo a atuação autônoma da sociedade civil para qualquer processo de transformação social. Figuras como Emir Sader e Bernard Cassen, por exemplo, defendem há muitos anos o esgotamento do Fórum, que não cumpriria o papel que estaria sendo exercido por governos como o da Venezuela ou do Brasil... Na minha opinião, essa visão estatista de política parece ter muito pouco espaço no âmbito da dinâmica real do fórum. E mais, ela está muito defasada da conjuntura atual, em que as questões do aquecimento global e do modelo de civilização vêm para o centro da arena política e surge uma nova onda altermundialista.

 

A dinâmica autônoma do movimento altermundista teve diferentes momentos. No primeiro, posterior a Seattle e até Genova, tivemos uma grande seqüência de mobilizações de massas, confrontos, protestos, seguindo a agenda das instituições multilaterais (OMC, FMI, BM). O momento seguinte assistiu à escalada militar anglo-americana e teve como grande marco a gigantesca mobilização global de 15 de fevereiro de 2003, que o New York Times chamou de "a outra superpotência", mas que não foi suficiente para barrar a invasão do Iraque. Depois, tivemos um retrocesso do movimento altermundialista, num retorno a dinâmicas mais regionais, e uma diferenciação muito grande entre os processos na América Latina, na Europa e nos EUA. Continuamos frente a uma dinâmica progressista de crítica ao neoliberalismo na América Latina, puxada sobretudo pelas lutas sociais indígenas, mas esta crítica reflui nos países centrais.

 

Mas, depois de 2007 começou a se esboçar uma nova situação mundial, que tem na crise econômica e na crise ecológica seus aspectos mais evidentes. A percepção da radicalidade da ruptura se consolidou no ano passado, no Fórum de Belém e agora no Klimaforum, paralelo à Conferência do Clima da ONU em Copenhagen (a COP15). Foi esta discussão que trouxemos, como agenda positiva de alternativas, para nosso seminário em Porto Alegre.

 

Dessa forma, podemos dizer que o Fórum, no primeiro momento, tinha como referência a contraposição às instituições econômicas multilaterais e à dinâmica de dominação imperial. Essa agenda não se esgota, mas é subsumida por outra, que podemos chamar de sócio-ambiental. Esta, se tomarmos o que aconteceu em Copenhagen, é algo tão grande como Seattle em 1999 para a constituição do movimento, mas em bases bem diferentes das anteriores.

 

O conteúdo político do Fórum vai, nestes marcos, se tornando mais contrastado. Vemos isso em Belém (por exemplo, nas posições opostas sobre a Usina de Belo Monte) e mais claramente em Porto Alegre, onde a crítica ao desenvolvimentismo esteve presente em quase todas as mesas do seminário. Temos uma posição puxada pelo sindicalismo, de um lado, e outra puxada pelos movimentos da pan-amazônia e da região andina, pelos povos originários, pelo ambientalismo. São dois enfoques que se colocam como projetos de civilização distintos. Creio que a maioria das lideranças presentes no seminário que organizamos em Porto Alegre trabalha com uma lógica que aponta para além do desenvolvimentismo, do industrialismo, do produtivismo etc., valorizando uma série de idéias novas para boa parte da esquerda (mas antigas para movimentos indígenas, por exemplo), como o bem viver, a defesa dos bens comuns e da gratuidade, a centralidade do território, o caráter multinacional dos Estados, a questão dos direitos coletivos dos povos... E poderíamos nos estender.

 

É uma agenda na qual há uma ruptura muito grande com o discurso e forma de pensar a esquerda do século 20, e aí também com os intelectuais, que têm uma visão essencialmente estatista da política.

 

CC: Você não acredita, de todo modo, que a dispersão do Fórum por três ou quatro cidades possa ter prejudicado o evento, de alguma forma? Ou apenas ajudou?

 

JC: O processo Fórum Social Mundial adota um princípio organizativo que, creio, deve ser defendido mesmo quando resulta em problemas: são os organizadores locais que tomam as decisões organizativas dos eventos. O Conselho Internacional apenas discute os eventos centralizados (de dois em dois anos) e, mesmo nestes casos, é apenas informado pelo comitê organizador das questões logísticas. Não tem sentido brasileiros ou franceses dizerem aos senegaleses como eles devem organizar o Fórum. Da mesma forma, não tem sentido paulistas ou cariocas interferirem em comitês organizadores em Porto Alegre ou Salvador.

 

Isso posto, creio que o Fórum foi disperso, mas o seminário não; foi concentrado em Porto Alegre. A definição sobre o caráter metropolitano do Fórum foi adotada dentro de uma divisão de atribuições e apoios institucionais de prefeituras, que deveriam apoiar o seminário e promover atividades com os convidados internacionais em suas cidades. Este não me parece o melhor desenho para favorecer a discussão massiva, mas, em um fórum metropolitano, a dispersão é sempre inevitável. Já tínhamos experimentado isso no Fórum Social Europeu realizado em Paris.

 

Onde, creio, uma crítica mais aguda deva ser feita é no tratamento dado aos jovens que ficaram em um Acampamento da Juventude muito distante; eles efetivamente ficaram excluídos das atividades em Porto Alegre.

 

A mesma critica é feita quando não existe, no ano, um FSM centralizado – como é o caso de 2010. Não existiu o Fórum Social Mundial em Porto Alegre, apesar de a imprensa gaúcha insistir em falar do ‘retorno do Fórum a Porto Alegre após 10 anos’. Temos em 2010 um processo descentralizado, com 27 Fóruns (até agora), incluindo o Fórum das Américas em Assunção, o Fórum dos Estados Unidos em Detroit, o Fórum Europeu em Istambul etc. Portanto, Porto Alegre é apenas mais um deles. É uma descentralização radical, mesmo comparada com o que fizemos em 2006, quando o FSM foi desdobrado em três eventos: Caracas (na Venezuela), Bamako (no Mali) e Karachi (no Paquistão).

 

CC: E o que você pensa dessa fórmula de dispersão do fórum tal como se viu, espalhando-o por tantas cidades?

 

JC: Creio ser correta. É a maneira de enraizá-lo. Há bastante tempo tivemos a discussão no Conselho Internacional sobre a centralização e a descentralização. E adotamos uma fórmula de equilíbrio, essa dinâmica de fóruns bi-anuais, porque o esforço de realizar uma atividade centralizada anualmente é muito grande para os movimentos, como sempre insistiu a Via Campesina. É importante dar espaço para que um grande número de fóruns se multiplique mundo afora.

 

CC: O Fórum de Salvador marcou-se pela presença maciça de ministros e figuras do governo. As atividades não oficiais foram relegadas a locais distantes. Isto não foge ao espírito do Fórum?

 

JC: As entidades que impulsionaram o seminário de Porto Alegre e constituem o Grupo de Reflexão e Apoio ao Processo do FSM não participaram, como coletivo, do processo em Salvador, pois avaliavam que não teriam condições de cobrir as duas localidades e também porque tínhamos preocupação com o excessivo protagonismo governamental programado para aquele evento. Não tenho uma avaliação mais detida do evento de Salvador, mas me parece que a decisão de participarmos apenas em Porto Alegre foi correta.

 

CC: A concentração das atividades do Fórum em um espaço grande com diversos pavilhões ajudava o encontro das pessoas e, obviamente, o intercâmbio de idéias. Há quem critique uma certa dispersão entre os eventos mesmo no âmbito de cada localidade em particular.

 

JC: Neste fórum local, tivemos, apenas na cidade de Porto Alegre, cerca de 300 atividades espalhadas pelo município. A única atividade concentrada foi o seminário "Dez anos depois". Acho importante ter isso presente, pois está se discutindo a realização de um Fórum Social da cidade de São Paulo em 2011. E teremos que tomar exatamente este tipo de decisão; cada fórum coloca problemas logísticos, prós e contras, disponibilidades de local, custos, tempo de deslocamento etc.

 

CC: Há uma polêmica, já de longa data instaurada, entre aqueles que consideram que o Fórum deve ser um espaço de debates, sem necessariamente caminhar para o estabelecimento de proposições concretas...

 

JC: Mas o Fórum estabelece proposições concretas.

 

CC: De toda forma, existe essa polêmica entre entusiastas do fórum, que divergem entre aqueles que querem estabelecer proposições de maneira mais uniforme e outros que não crêem nisso como algo necessário. Como analisa tal conflito?

 

JC: Não chamaria alguns de entusiastas. Eu diria que algumas pessoas aceitam a metodologia do Fórum e outras a criticam. Creio que, na verdade, temos uma série de setores que enfatizam o protagonismo governamental e dos partidos e outros que valorizam mais o papel a ser desempenhado pela sociedade civil, sem deixar de negar o papel e importância dos governos, já que, sem tal protagonismo, os governos são frágeis em sua ação transformadora.

 

Ninguém disse que não devem sair proposições concretas. A questão é se o Fórum adota resoluções enquanto Fórum ou não. E acho correto que ele não adote – isso instauraria toda uma disputa de poder destrutiva, sem nenhuma contrapartida que justificasse isso. A dinâmica conflitiva que caracteriza partidos e governos tem raízes objetivas na sociedade capitalista e não pode ser superada por um ato de vontade, mas não deve nunca ser tomada como o modelo para a atuação socialista, que deve se pautar pela colaboração e a solidariedade. E notemos que há claramente uma usura destas instituições como agentes de transformação estrutural da sociedade.

 

Nós fizemos um seminário em Porto Alegre que poderia ter adotado resoluções, já que não era um Fórum. Mas optamos por não agir assim porque nosso objetivo foi estimular a reflexão e a elaboração política. Ainda não terminamos de sistematizar o debate, mas dele sai muita coisa, sim. E esta lógica vale também para a mobilização de massas. A mobilização de 15 de fevereiro de 2003 que colocou dezenas de milhões de pessoas nas ruas nasceu no Fórum Social Europeu e foi alavancada no FSM de Porto Alegre. A campanha contra a ALCA também cresceu no Fórum.

 

Os governos fracassaram na Conferência de Copenhagen e Evo Morales hoje chama uma conferência que apela, antes de tudo, para a sociedade civil global para modificar a relação de forças. Essa mudança de ótica é muito importante para a esquerda enfrentar as condições das lutas políticas do século 21. Ela não vai, num quadro de fragmentação e dispersão, conquistar uma unidade administrativa, com votações e imposição de disciplina. Não é essa a lógica capaz de impulsionar a recomposição da esquerda.

 

CC: Desse modo, você parece enxergar condições efetivas de que as proposições e idéias saídas do fórum, especialmente aquelas mais à esquerda, possam se massificar e influenciar nas decisões políticas.

 

JC: Isso depende de uma série de fatores, como a recepção, a oportunidade etc. Eu acho que o Fórum é o laboratório para se construir um novo programa, um novo paradigma de civilização, um novo horizonte utópico. E é o grande espaço de organização da mobilização da sociedade civil global. Mas não é um espaço para organizar disputa de poder político estatal. Para tal, existem outras ferramentas – como partidos, movimentos de massa, governos, internacionais etc. – e cada uma tem o seu papel.

 

No concreto, no horizonte de um ano, temos a Conferência de Cochabamba em abril (que não é um Fórum Social, embora creio que o tome como uma referência), fóruns sociais importantes em Detroit, Istambul, Assunção e Santarém (onde ocorrerá o próximo Fórum Pan-amazônico), a mobilização por ocasião da COP 16 no México em novembro e dezembro e o próximo Fórum Social Mundial em Dakar, em janeiro de 2011. É importante vermos em tudo isso um sentido de processo, em que possamos acumular forças e alavancar a recomposição política da esquerda.

 

Gabriel Brito é jornalista; Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania.

 

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Última atualização em Sexta, 12 de Fevereiro de 2010
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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