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Estados Unidos: a descompromissada retórica da conciliação Imprimir E-mail
Escrito por Virgilio Arraes   
Quarta, 06 de Janeiro de 2010
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No dia 10 de dezembro, o presidente Barack Obama deslocou-se para a Noruega a fim de receber o Prêmio Nobel da Paz, anunciado mundialmente no dia 9 de outubro último. O galardão foi-lhe concedido não por encerrar conflitos, porém por não iniciá-los, a despeito de não ter-se consumido sequer o primeiro ano de mandato.

 

Em sendo detentor da mais importante das distinções honoríficas, aguardava-se, a datar daquele momento, o anúncio de uma nova diretriz para a política externa norte-americana para 2010, com ênfase ao seu caráter diplomático, o que iria ao encontro das justificativas invocadas pela Comissão Norueguesa do Nobel.

 

No entanto, as expectativas em torno de uma possível alteração logo se baldaram, tendo em vista a disposição da Casa Branca de enviar gradativamente mais 30 mil efetivos para o Afeganistão e, desta maneira, reiterar o posicionamento da gestão anterior, bastante criticado por ele, Obama, durante a campanha eleitoral presidencial.

 

Ao mesmo tempo, reitera-se o cronograma de retirada das tropas do Iraque, estruturado no final da administração Bush: em agosto de 2010, permaneceriam 50 mil combatentes; em dezembro de 2011, apenas algumas unidades de elite, a fim de treinar as forças armadas locais e de garantir a segurança dos servidores públicos estadunidenses.

 

No entanto, não há por parte da Casa Branca sinalização alguma de real diminuição de efetivos no Oriente Médio. Destarte, manter-se-iam indefinidamente as bases em países como Barein, Kuwait, Emirados Árabes, Catar e principalmente Arábia Saudita.

 

Esta monarquia tradicionalista é, por seu turno, uma das principais compradoras de equipamentos militares dos Estados Unidos. Segundo o Serviço de Pesquisa do Congresso, o país gastou entre 1950 e 2006 mais de 60 bilhões de dólares – as cifras estão sem correção monetária. Cf: http://italy.usembassy.gov/pdf/other/RL33533.pdf

 

Destaque-se que nenhum dos países da região com os quais Washington estreita-se militarmente aproxima-se na prática dos padrões democráticos do Ocidente, o que não impede, no entanto, a convivência política bastante cortês, invocada sob a justificativa de oposição ao integrismo.

 

No caso catariano, o próprio emirado edificou uma base aérea em 1996, extremamente utilizada por Washington após o atentado terrorista de 2001 – em complemento a ela, há uma de menor porte em Omã, território outrora empregado pela Grã-Bretanha para as suas próprias ações na região.

 

Há quatro anos, o governo do Catar ampliou a sua aproximação com os Estados Unidos, ao providenciar mais investimentos para operações militares a partir de seu território. Como contrapartida, a Casa Branca arca com uma parte dos custos de edificação e treinamento.

 

Ao noroeste do Catar, situa-se o diminuto arquipélago de Barein, também um principado, bastante importante para as forças armadas estadunidenses, por abrigar uma estrutura de grande valia para suas atividades navais.

 

Embora não tão visível como a remessa de mais soldados para a linha de frente em solo afegão, a gestão democrata não teve o empenho até o momento de sequer eliminar de seu estoque de armas, por exemplo, as minas terrestres anti-individuais, fabricadas com o objetivo ou de mutilar ou de matar.

 

Ao lado da Rússia, Índia, Cuba, Irã, Egito, Israel, Arábia Saudita, China, entre outros, os Estados Unidos resistem a aderir ao Tratado de Banimento de Minas Terrestres. Há um caso extremo oriundo ainda da tensão da Guerra Fria que se refere às duas Coréias, onde há milhares e milhares de minas ao longo de sua fronteira comum.

 

Os quatro integrantes do MERCOSUL assinaram o tratado em dezembro de 1997. Ao todo, mais de 150 governos o fizeram também, o que inclui mesmo aliados próximos dos norte-americanos, como os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

 

Deste modo, não obstante a eficiente retórica presidencial, o governo acomodou-se, de sorte que eventuais divergências entre republicanos e democratas na política externa residirão tão-somente na intensidade da aplicação de medidas, não mais no conteúdo delas, como no período da campanha eleitoral de 2008.

 

Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

 

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Última atualização em Quarta, 06 de Janeiro de 2010
 

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