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O subestimado número de 19.242 pessoas a deslocar
Escrito por Oswaldo Sevá   
Terça, 08 de Dezembro de 2009
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3.4. O numero total oficial, de 19.242 pessoas a deslocar, é bem menor do que o que realmente aconteceria se as obras fossem feitas.

 

Além desses que seriam deslocados por causa do “alagamento” em si, oficialmente reconhecidos, tem aqueles outros, centenas deles, cujas terras seriam tomadas pela construção dos canais concretados que ligariam essas seis represas entre si, e outros cujas terras seriam tomadas para a construção das barragens menores [das represas 3,4,5,e,6] e para a construção de mais dezenas de outros diques que seriam erigidos para evitar perda de água armazenada para bacias fluviais vizinhas.

 

Além desses, que podem estar compilados nos estudos do EIA, outros milhares de cidadãos moradores dos municípios de Altamira, Vitoria do Xingu, Senador Jose Porfírio e Anapu no Estado do Pará serão prejudicados em suas moradias, suas posses, benfeitorias e propriedades, em suas atividades econômicas estabelecidas e em seus direitos elementares de acesso aos locais costumeiros e de circulação por via terrestre e por via fluvial – sem que sejam considerados como afetados ou atingidos pelas obras do pretendido projeto Belo Monte.

 

Nesse grupo de cidadãos - que inexiste para os empreendedores, e portanto inexiste para o IBAMA, mas deveria por força de Ação Civil Publica, existir para a Justiça brasileira e serem igualmente consultados, informados devidamente, e caso a obra seja licenciada deveriam ser ressarcidos , indenizados e realocados, - estão:

 

# Os moradores da área rural dos mesmos travessões da Transamazônica, já mencionados, e que ficariam nos trechos médios e inferior dos igarapés que ficariam seccionados pelas barragens [ 3 a 6], portanto, secos a maior parte do ano, e cujos lençóis freáticos e poços também secariam;

 

- e, em muitos casos, os travessões da Transamazônica seriam também alagados pelas represas ou pelos canais entre elas, e aí a ligação terrestre de outros moradores que não teriam terras alagadas, com Altamira, Anapu e demais cidades, que ficaria suspensa ou sujeita a longos desvios com encarecimento de custos .

 

- # Os moradores de ambas as barrancas do Xingu e de todos os igarapés afluentes de ambas as margens , e de todas as ilhas, localizados rio abaixo da Ilha Pimental, passando por toda a Volta Grande e as cinco grandes cachoeiras até o canal por onde se faz a travessia da balsa da Transamazônica, localidade Belo Monte do Pontal e daí até o ponto de “devolução” das águas turbinadas, no canal de fuga da barragem principal [3] que deságua na margem esquerda do Xingu, entre Santo Antonio do Belo Monte e a cidade de Vitoria do Xingu –

 

- pois esses moradores ficariam no “trecho seco” do rio, com vazão reduzidíssima, com rebaixamento e ressecamento dos lençóis freáticos e dos poços de onde retiram água potável e para suas lavouras e criações, e ficando interrompido o trafego fluvial (que fazem costumeiramente por pequenas embarcações, voadeiras e batelões) em trecho atualmente bastante freqüentado entre a cidade de Altamira, a foz do rio Bacajá e a primeira grande cachoeira (Jericoá),

 

- pois esse intenso movimento de pessoas e mercadorias é essencial para a vida dessas milhares de pessoas (incluindo as Terras Indígenas Paquissamba, homologada, e os grupos indígenas Arara e outros no povoado Maia, em processo de delimitação) e das que moram rio Bacajá acima, a partir da sua foz no Xingu, incluindo os indígenas da TI Trincheira-Bacajá, homologada.

 

Esse tipo de catástrofe ecológica e social seria uma conseqüência direta da concepção do projeto Belo Monte (a idéia de encurtar o caminho da correnteza do Xingu pela Volta Grande através do sistema de canais e represas); mais uma vez os fazedores de projetos e de EIAs fazem uma manobra diversionista, para dourar a pílula. Vejamos como:

 

Como em qualquer outra hidrelétrica cujo arranjo geográfico implica em dar um “by-pass” num meandro do rio, a empresa operadora tem que soltar água no trecho que vai da barragem principal até a saída de água das turbinas, nesse caso, localizado mais de 100 km rio abaixo. A empresa tem que cumprir um “hidrograma mínimo obrigatório”, ou seja, a cada mês do ano, conforme o desenrolar das estações mais ou menos chuvosas, tem que soltar abaixo da barragem uma vazão media de tantos metros cúbicos de água por segundo.

 

O que fizeram então os mentirosos do projeto Belo Monte? Já que teriam que soltar bastante água, centenas de metros cúbicos por segundo, modificaram o projeto original e acrescentaram uma casa de força na Barragem da Ilha Pimental, para turbinar também essa água e ainda obter mais a energia gerada por 182 Megawatts aí instalados! Para iludir os ambientalistas e os jornalistas desinformados, decidiram chamar esse fluxo de água de “vazão ecológica”, ao invés de “hidrograma mínimo obrigatório” - expressão que ainda constava na versão anterior, não oficial do EIA.

 

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Última atualização em Qui, 09 de Junho de 2011
 

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