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Torós e marolinhas Imprimir E-mail
Escrito por Léo Lince   
Qui, 19 de Novembro de 2009
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O ainda diretor de Política Monetária do Banco Central, Mário Torós, foi vitimado pela maldição da sexta-feira 13. Achou de conceder no dia maligno uma entrevista ao jornal "Valor Econômico" e deixou furiosos os seus coleguinhas da alta costura financeira. Circulam no mercado, no formato fofoca de feira, as mais variadas versões do episódio.

 

O aprisionamento do governo aos desígnios da casta financeira é operado pelo BC e requer sigilo absoluto. O manto de chumbo do completo silêncio deve pesar sobre as transações biliardárias que acontecem ali. Daí o mal-estar provocado pela entrevista.

 

Os jornais grandalhões, seguindo a orientação do Lula, noticiaram o episódio sem qualquer preocupação investigativa ou crítica. Estilo fuxicos da Candinha. Um "coleguinha" afirmou que Torós quis mandar recados para o mercado, "distribuir currículo". Veio do Santander e, como não há quarentena, deve voltar para a banca privada, seguindo a tradição promíscua dos vasos comunicantes entre "controladores" e "controlados". Outro "colega" pespegou ao demissionário a pecha de "arrogante": passou a imagem de que foi, na crise, o salvador da pátria financeira. Ciúmes.

 

As barbeiragens do ministro da Fazenda, que tornou públicas informações estratégicas para segurar o câmbio na crise, e o segredo de polichinelo sobre a carta de demissão de Meirelles nos idos de abril, são questões de "lana caprina" perto de outras informações reiteradas, e não reveladas, na entrevista em pauta. Houve, e esse teria sido o pior momento da crise no Brasil, uma corrida bancária que se seguiu à quebra do Lehmann Brothers. O risco de quebradeira geral foi contornado pela liberação do compulsório.

 

Uma farra que alcançou a espantosa quantia de cem bilhões de reais, 70% da base monetária. "Jogamos dinheiro de helicóptero para combater a crise de liquidez", afirma Torós em sua poética futurista. Ele diz ainda que em outubro do ano passado, dia 10, "de R$ 30 bilhões a 40 bilhões migraram dos pequenos para os grandes bancos".

 

O próprio presidente do BC, Henrique Meirelles, também num dia 13, em setembro passado, tratou do mesmo tema e foi até mais detalhista. Segundo ele, grandes empresas brasileiras (não disse quais) se empanturraram de derivativos tóxicos e estavam quebradas. Tais empresas tinham contratos com bancos internacionais e linhas de crédito com grandes bancos nacionais (não disse quais), que também estariam quebrados sem a providencial ajuda do Banco Central. A propalada solidez do nosso sistema bancário, pelo que foi declarado, não passa de balela fora dos limites da propaganda. Palavra do presidente do Banco Central.

 

A liberação de R$ 100 bilhões do compulsório para os banqueiros, tanto para o presidente quanto para o demissionário diretor de Política Monetária do Banco Central, foi o toque de gênio que nos livrou da catástrofe. Pelo discurso redondo da ideologia dominante, que defende a injeção maciça de recursos públicos nos pontos fortes do poder privado, tudo bem. Mas a história deste período ainda será reescrita várias vezes.

 

Só então teremos condições de definir melhor as dimensões de uma crise que navega entre torós e marolinhas.

 

Léo Lince é sociólogo.

 

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