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A (ex-)Esquerda Corporation abandona o MST Imprimir E-mail
Escrito por Raymundo Araujo Filho   
Terça, 13 de Outubro de 2009
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Critico que sou, há muito, da direção do MST, com a sua política de blindagem e "cuidados" nas críticas ao governo Lulla, venho aqui apontar os resultados desta política adesista e institucionalista que, a meu ver, leva o MST à uma sinuca de bico.

 

Ontem, em todos os telejornais, e hoje, na maioria dos jornais, há o desfile macabro de notórios ex-esquerdistas, acionistas da (ex-)Esquerda Corporation, assumindo discurso da "punição criminal necessária" aos sem terra que chamaram, mais uma vez, a atenção do mundo para as falcatruas rurais e a paralisação da Reforma Agrária, ao que parece agora dependente de mais um interposto, que é a discussão sobre o aumento de índices de produtividade da terra. Como se tudo só dependesse disso, o que é uma mentira.

 

Estavam lá notórios "esquerdistas" e ocupantes de cargos públicos de um governo, o de Lulla, que se diz popular e não criminalizador dos movimentos sociais, a fazer média com o conservadorismo, a criminalizar o MST.

 

Nenhum deles mencionou a ilegalidade no uso de terras públicas para a perniciosa monocultura de laranjas, à base de toneladas de fertilizantes e venenos, sendo a ponta de lança dos métodos trogloditas de fazer agricultura, só boa para as corporações oligopolistas.

 

O agronegócio já desmatou o imensurável, e NUNCA vi nenhum destes da (ex)Esquerda Corporation pedirem cadeia para nenhum empresário rural com a veemência e convicção que agora fizeram com os integrantes do MST.

 

A agricultura familiar está enfiada até os ossos na compra de insumos industriais contaminantes, para onde vão 70% dos recursos do PRONAF (fertilizantes, venenos, carrapaticidas e vermicidas, medicamentos antibióticos e outros altamente persistentes no ambiente), afastando-a da agricultura ecológica (menos de 10% da agricultura familiar é ecológica), e acentuando a transferência de recursos do campo para os complexos industriais urbanos e internacionais. E ninguém aponta este crime.

 

Assim, mesmo considerando ter sido uma decisão muito arriscada, mas não equivocada do ponto de vista da denúncia feita, esta ação do MST de derrubar uns poucos pés de laranjas (a equação energética e ambiental daquele laranjal é completamente desfarovável para a coletividade), muito mais importante é colaborarmos para o esclarecimento das reais questões, muito bem expostas e denunciadas pelo MST.

 

Neste momento não cabem vacilações. E não podemos colaborar com o discurso já audível no próprio governo de "que isso vai atrasar ainda mais o processo".

 

Ora! O MST ficou seis anos amordaçado e manietado pela sua direção e nada obtiveram. Agora, fazem uma ação mais radical (e não contra o governo) e são ameaçados com mais "demora do processo".

 

Abram o olho: denunciar este governo como cúmplice da burguesia, não alinhando-se com qualquer crítica desta (falsas questões, na verdade), faz parte da reconstrução de uma oposição popular, para a luta anticapitalista, em grande atraso aqui entre nós.

 

Enquanto mantiverem o discurso da blindagem "apesar de tudo", nada conseguirão e serão sempre, ainda por cima, identificados como aliados e protegidos do governo, isentando este de falta de culpa na paralisação da Reforma Agrária.

 

A (ex-)Esquerda Corporation faria bonito se estivesse como figurante em famoso baile, de famosíssimo filme de Roman Polansky, A Dança dos Vampiros.

 

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário e insiste que jabutis não sobem em árvores. Quando estão em cima de uma, alguém os pôs por lá, e com alguma intenção.

 

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Última atualização em Quarta, 14 de Outubro de 2009
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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