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Os novíssimos movimentos sociais e a política institucional Imprimir E-mail
Escrito por Antonio Julio de Menezes Neto   
Terça, 06 de Outubro de 2009
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O Brasil está conhecendo nos últimos anos um importante fenômeno social: a emergência de novíssimos movimentos sociais. São movimentos que estão se organizando em um momento pós-PT e num momento de desalento com o governo Lula. Ou seja, não estão umbilicalmente unidos ao PT como eram os movimentos sociais até os anos 1990.

 

Estes movimentos, em sua maioria, começam a ter uma vida mais orgânica, organizando cursos, encontros e praticando ações diretas. Procuram não ser confundidos com movimentos que se preocupam com eleições ou com a política institucional, acreditando na força dos movimentos para as suas ações. Apesar de que alguns já possuem uma estrada caminhada, a maioria ainda está no "subterrâneo", ou seja, não estão ainda no foco da mídia. Mas, devagar, estão construindo caminhos alternativos e críticos junto aos movimentos populares e de trabalhadores. Podemos citar, dentre outros, alguns destes novíssimos movimentos: a Assembléia Popular, as Brigadas Populares, a Consulta Popular, a Marcha das Mulheres e o próprio MST do terceiro milênio.

 

Porém, apesar da inegável importância destes novíssimos movimentos, que merecem o reconhecimento do Brasil preocupado em superar o capitalismo e construir um novo Brasil socialista, quero tecer algumas considerações críticas, e respeitosas, a respeito de suas práticas.

 

A negação da política institucional: ao se negarem a participar de forma organizada do jogo político institucional acabam deixando este espaço para os políticos convencionais.

 

A negação dos partidos: o partido político ainda é o instrumento capaz de catalisar e canalizar as diversas e separadas ações dos movimentos sociais. Isto não quer dizer que os movimentos devam ser "correias de transmissão do partido", mas devem ter alguma aproximação com partidos que comungam de seus ideais. Sei que este é um tema difícil, pois a decepção com os partidos e a política institucional é forte e real. Mas nem por isto podemos negar e abstrairmo-nos destas instâncias.

 

Em decorrência dos pontos acima, os novíssimos movimentos acabam sem um ponto de união e ficam "cada um realizando ações no seu lado, com o seu movimento". E, o que é pior, concorrendo entre si.

 

Com a negação, pelos movimentos, da política institucional, dos partidos e da disputa central pelo poder, o governo Lula e o PT com seus aliados, como o PC do B, acabam sendo os grandes beneficiados. Pois, buscando "fugir" das discussões políticas institucionais, os movimentos fazem severas críticas ao capitalismo e ao que está ocorrendo no Brasil, porém não aprofundam nas críticas acerca de quem está implementando tais políticas, trazendo confusão, e não sendo didático para mostrar a quem este governo está servindo. Pois dificilmente as críticas são dirigidas diretamente a quem seria o responsável pela manutenção destas políticas: o governo Lula. Este é poupado e raramente citado como responsável pela manutenção do modelo atual.

 

Seguindo este raciocínio, vemos em boletins, e mesmo no jornal Brasil de Fato, uma das indispensáveis leituras hoje, este viés: critica-se, e muito, as políticas implementadas no Brasil sem criticar diretamente quem as implementou. Ou seja, o governo Lula é quase sempre poupado. Raramente é dado o "nome aos bois", deixando passar uma idéia de fazer importantes críticas, porém sem sair "de cima do muro". Este fato não seria pedagógico para o movimento social, que teria dificuldades em localizar as contradições.

 

Por fim, a negação da política institucional dos partidos e a crítica acertada às políticas implementadas acabam tomando um caminho pouco claro ao não denunciar e romper com quem as está implementando. Isto dificulta, e muito, pensarmos "Um Projeto para o País". Pois a realidade hoje mostra estes novíssimos movimentos sociais isolados nas suas reivindicações e com dificuldades de "costurar" estas importantes lutas que começam a aparecer.

 

Neste sentido, analiso que estes novíssimos movimentos são fundamentais no Brasil de hoje, mas devem discutir mais a fundo as políticas públicas e não esquecer que a implementação das novas políticas passam, necessariamente, pelo Estado. E, assim, passam pela disputa de poder e pelos partidos. Em vez de negar estes, os movimentos sociais necessitam, de forma autônoma, fortalecê-los, ou mesmo criar novos partidos, e desvincular-se dos partidos como o PT, que demonstrou em seu governo o seu conservadorismo.

 

Pois sem os partidos e as candidaturas comprometidas, as lutas ficarão muito restritas ao raio de ação dos movimentos.

 

Antonio Julio de Menezes Neto é sociólogo, doutor em Educação e professor da Universidade Federal de Minas Gerais.

 

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