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Luta armada – Ainda anos 1960 Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Segunda, 21 de Setembro de 2009
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O trabalho prático de preparação da luta armada pelo PC do B começou antes do golpe militar de 1964. Até hoje, poucos sabem que os primeiros treinamentos, com militantes do Rio de Janeiro, ocorreram em 1962, na serra do Mendanha. Ou que a região de Lençóis, na Chapada Diamantina, foi a primeira área selecionada para um trabalho preliminar de fixação de combatentes. Para ela se deslocaram alguns militantes em 1963, mas o trabalho sofreu descontinuidade. O PC do B estabelecera relações com o PC chinês e solicitara realizar parte do treinamento militar de seus combatentes na China, enviando para lá os membros daquele primeiro.

 

Por outro lado, esse trabalho vinha ocorrendo, apesar das divergências, porque havia a certeza de que estávamos diante de uma ameaça iminente de golpe militar e instauração de uma ditadura. Essa certeza, por outro lado, nos levou a tornar secretas todas as medidas relacionadas com a quinta tarefa. Mesmo a comissão executiva era apenas parcialmente informada das medidas em curso. E o comitê central só discutia as chamadas linhas gerais, ficando à parte do controle de sua aplicação prática.

 

Nessas condições, nosso norte político era comandado pelo afã da preparação militar. Isto nos levou, até o final de 1963, na prática fazendo frente única com os golpistas da UDN, a nos colocarmos contra Jango. Sem medir muito claramente as questões políticas em jogo, chegamos a participar de movimentos que podiam nos fornecer armas, mas debilitavam seu governo e estimulavam os golpistas, como a revolta dos sargentos, em Brasília.

 

Apenas no início de 1964 a direção partidária fez uma inflexão, tomando os golpistas como inimigos principais. Mas já era tarde para ter algum efeito prático. Assim, quando o golpe ocorreu, nossas tentativas de organizar a resistência esbarraram na desmobilização das grandes massas, na mobilização vacilante e incorreta de alguns setores sindicais, na apatia dos setores militares legalistas e na agilidade e agressividade dos militares golpistas.

 

Nossa tentativa de enfrentamento, em abril de 1964, com um pequeno grupo de militantes, na região de Iaçu e Itaberaba, na Bahia, foi o primeiro choque de realidade para quem, como eu, acreditava que as massas já estavam dispostas a fazer o assalto aos céus e seguiriam aqueles que lhe dessem o exemplo. Não estavam, nem nos seguiram.

 

De qualquer modo, em 1965, após a reorganização do grupo de trabalho da quinta tarefa, este passou a tomar como prioritário o trabalho de seleção das regiões geográficas mais favoráveis. Grupos de militantes e dirigentes foram deslocados para diversos pontos de uma região que ia do Vale do São Patrício, no centro de Goiás, até o Bico do Papagaio e o sul do Pará, para determinar qual área seria central. O critério determinante era a conformação ou cenário geográfico.

 

Paralelamente, a comissão executiva decidiu realizar trabalhos preparatórios no Vale da Ribeira, entre São Paulo e Paraná, e no Vale do Pindaré, no Maranhão, na perspectiva de estabelecer bases secundárias. Aqui, como no caso da busca da área central, o fator determinante era o cenário geográfico favorável.

 

As forças sociais, em cada uma dessas regiões, e seu grau de luta e consciência, eram fatores secundários. Nós nos proibíamos, inclusive por questões de segurança, de realizar qualquer tipo de trabalho de massa, participar em qualquer movimento social local e, mais ainda, de realizar qualquer tipo de trabalho político. Podíamos e devíamos desenvolver a amizade e a solidariedade econômica e social com os habitantes, mas só.

 

Como os camponeses eram considerados, a priori, como propensos a participar da luta armada, faltando apenas o aspecto subjetivo, a ser oferecido pelos destacamentos armados, supúnhamos que aquele trabalho social nos garantiria o vínculo indispensável com as massas.

 

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

 

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