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Luta armada - Anos 1960 Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Segunda, 14 de Setembro de 2009
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A discussão sobre o caminho, pacífico ou armado, da revolução foi exportada da União Soviética, no contexto do debate internacional sobre a coexistência pacífica entre sistemas estatais diferentes. Por volta de 1957, ela havia subordinado as polêmicas sobre todas as demais questões que envolviam as estratégias e táticas das reformas e da revolução brasileira.

 

Essa discussão contribuiu, no caso do Partido Comunista, para a formação de uma série de correntes internas e, depois, para uma cascata de cisões. Embora o pretexto inicial para a cisão em dois PCs, em 1962, tenha sido a transformação do antigo Partido Comunista do Brasil em Partido Comunista Brasileiro, a questão chave da bifurcação foi a opção entre caminho armado e caminho pacífico da revolução.

 

Para a maioria, tornara-se a questão central a ser resolvida, particularmente após a vitória da revolução cubana, em 1959. Assim, ao contrário do que muitos pensam, foi essa, e não a revolução chinesa, nem a vietnamita, a primeira e direta influência sobre as correntes comunistas e outras, que advogavam a luta armada. O exemplo cubano predominou, no imaginário revolucionário de então, pelo menos até o final de 1960.

 

Quem tiver dúvidas, basta consultar os primeiros textos que os continuadores do Partido Comunista do Brasil, entre os quais eu me incluía, se esforçaram para editar e difundir. Foram os discursos de Fidel e os textos de Che Guevara sobre a guerrilha.

 

Como um dos que caiu na armadilha dessa discussão, posso testemunhar que aquilo que imbuía todas as correntes internas do antigo partido comunista era a suposição filosófica, mesmo inconsciente, de que nós podíamos decidir essa questão, por nosso arbítrio e antecipadamente. Isto era comum, tanto aos que advogavam o caminho armado, quanto aos que apoiavam o caminho pacífico.

 

Para ambos, não estava em discussão que a luta de massas, e a reação a ela, teria a palavra final sobre a forma que tal luta assumiria para solucionar a disputa. O voluntarismo e o dogmatismo impregnavam a todos. Para reforçar os argumentos dos adeptos da luta armada, as contradições da sociedade brasileira agravaram-se após a renúncia de Jânio e a posse forçada de Jango. As mobilizações populares massivas contra com as tentativas golpistas pareciam nos dar a certeza de que não havia outro caminho, a não ser nos prepararmos para a opção armada.

 

Mas a realidade era mais complexa. No caso dos que participamos da cisão que levou ao PCdoB, logo nos demos conta que a unidade em torno da luta armada comportava uma série de divergências sobre a estratégia da revolução, a tática diante do governo Jango, as formas de organização, o trabalho de massas entre os operários e os camponeses, as relações internacionais (havia os que defendiam relações com o partido comunista soviético, apesar de este se negar a reconhecer qualquer dissidência) e a preparação militar.

 

Quanto a esta última, havia os que achavam que a luta armada teria a forma, necessariamente, de insurreição urbana, pois nossa revolução deveria ser socialista. Havia os que, a partir daí, advogavam a constituição imediata de grupos para a propaganda armada urbana. Mas havia os que defendiam o campo como cenário mais favorável, tendo em conta as condições geográficas de regiões serranas ou de florestas, cobertas de matas. E havia os que, concordando com a luta armada, defendiam um trabalho prévio de criação de vínculos com as massas e de construção de organizações de massa e partidárias.

 

Essas divergências ficaram mais patentes quando, ainda em 1962, a direção do PCdoB decidiu que a preparação da luta armada seria a quinta tarefa de uma lista de cinco prioridades. Nessa ocasião, eu era daqueles que considerava tal preparação como a primeira tarefa. Apesar disso, fui indicado membro do grupo de trabalho da comissão executiva que trataria do assunto. O que me permitiu participar das discussões e do trabalho prático inicial que, dez anos depois, desembocaria na guerrilha do Araguaia.

 

Wladimir Pomar é analista político e escritor.

 

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